"Os subsídios de Natal e de férias são inalienáveis e impenhoráveis" (Francisco Sá Carneiro, 30 de julho de 1980)

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A retórica inconsequente do reforço da autoridade dos professores

Sábado, 28 de Março de 2009

Charles Smith acusa Sócrates de corrupção. Afinal, não se trata de uma campanha negra da TVI. As peças existem mesmo!

Nota pessoal:
Independentemente da pretensa veracidade da acusação de Charles Smith, que apenas à Justiça compete apurar, é indiscutível a relevância jornalística desta peça.
O que se estranha é a catadupa de episódios em que Sócrates aparece, directa ou indirectamente, envolvido, alguns dos quais respeitam a condutas pouco abonatórias para a credibilidade do primeiro-ministro. Esta circunstância fragiliza, claramente, a autoridade e a respeitabilidade políticas de Sócrates, comprometendo, tanto a governação, como a imagem externa do país. Mesmo presumível inocente, o país merecia muito melhor!




Charles Smith acusa Sócrates de corrupção

Alan Perkins: O que desencadeou a acção da polícia? A queixa era sobre corrupção…
Charles Smith: O primeiro-ministro, o ministro do Ambiente é corrupto.
Alan Perkins: Quando tudo estava a ser construído qual era a posição dele?
Charles Smith: Este tipo, Sócrates, no final de Fevereiro, Março de 2002, estava no Governo. Era ministro do Ambiente. Ele é o tipo que aprovou este projecto. Ele aprovou na última semana do mandato, dos quatro anos. Em primeiro lugar, foi suspeito que ele o tenha aprovado no último dia do cargo… E não foi por dinheiro na altura, entende?Isto foi mesmo ser estúpido¿
Alan Perkins:Quando foram feitos os pagamentos? Como estava em posição de receber pagamentos se aprovou o projecto no último dia do cargo?
Charles Smith: Foram feitos depois. Ele pediu dinheiro a dada altura, mas não…
Charles Smith: João, foi aprovado e os pagamentos foram posteriormente?
João Cabral: Certamente… Houve um acordo em Janeiro. Eles tinham um acordo com o homem do Sócrates, penso que é em Janeiro.
Charles Smith: Sean (Collidge) reuniu-se com o tipo. Sean reuniu-se com funcionários dele, percebe? Sean e Gary (Russel) reuniram-se com eles.
Alan Perkins: Houve um acordo para pagar?
Charles Smith: Para pagar uma contribuição para o partido deles.
Charles Smith: Nós fomos o correio. Apenas recebemos o dinheiro deles. Demos o dinheiro a um primo¿ a um homem¿
Alan Perkins: Mas como o Freeport vos fez chegar esse dinheiro?
Charles Smith: Passou pelas nossas contas
Alan Perkins: Facturaram ao Freeport, ok?
Charles Smith: Ao abrigo deste contrato. Era originalmente para ser 500 mil aqui, desacelerámos, parámos a este nível, certo? Isso foi discutido na reunião, lembra-se? Ele disse: «Nós não queremos pagar». Se ler esse contrato, diz aí que recebemos três tranches de 50, 50, 50… Gary disse: «Enviamos o dinheiro para a conta da vossa empresa».

Fonte: TVI24

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