Terça-feira, 29 de Setembro de 2009

A "extraordinária" Maria de Lurdes Rodrigues

Não me espanta nada que ainda apareça por aí uma vaga de fundo a favor da recondução de Maria de Lurdes Rodrigues como (nova/velha) ministra da Educação.
Parece que a oposição alinha.
Há quem suspeite que MLR vai para o terreno envolver-se directamente em acções de contra-resistência, pelo que não tardará a solicitar a sua adesão ao inolvidável movimento dos 13.


Coisas extraordinárias

Uma das coisas mais extraordinárias da noite eleitoral (as noites eleitorais são sempre férteis em coisas extraordinárias) foi ver o PS festejar a "vitória extraordinária" que terá sido a maioria relativa que conseguiu.
O PS teve, durante quatro anos, a faca e o queijo na mão e cortou a mão. Em quatro anos perdeu meio milhão de votos, perdeu 8,5% do eleitorado (20% do "seu" eleitorado), perdeu a maioria em vários distritos, perdeu 24 deputados. Só não perdeu, pelos vistos (os hábitos não se perdem facilmente), a pesporrência absoluta, já que a maioria absoluta perdeu-a também, e absolutamente. Isto quando todos os outros partidos, da Esquerda à Direita (até o PSD), cresceram em número de eleitores e de deputados, mesmo tendo votado menos gente que em 2005.
Dos 500 mil eleitores perdidos pelo PS, 200 mil vão provavelmente a crédito da ministra Maria de Lurdes Rodrigues e da sua ruinosa política educativa. Se Sócrates for coerente com o apoio acrítico que sempre lhe deu mantê-la-á no Governo. Todas as oposições aplaudirão, de olhos nas próximas eleições, esse acto de "extraordinária" firmeza.
In JN, 29/09/2009

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