"Os subsídios de Natal e de férias são inalienáveis e impenhoráveis" (Francisco Sá Carneiro, 30 de julho de 1980)

Santana Castilho (29-02-2012): "Passos em falso"

A retórica inconsequente do reforço da autoridade dos professores

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

Um super-ministro

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Em primeiro lugar, uma perplexidade sob a forma de questão de algibeira: ainda existe alguma situação, no sórdido underground político-económico deste país, a que Vara e Sócrates não apareçam associados?
Vara surge como a eminência parda do governo de Sócrates (mas que o povo não elegeu para coisa nenhuma), parecendo funcionar, quer como um braço económico viabilizador/inviabilizador dos negócios que melhor assegurem a tranquilidade de que o socratismo necessita para medrar na sociedade e na política portuguesa, quer como o "lobby" perfeito . Na realidade, uma espécie de super-ministro que assegura no terreno a inactivação da oposição ao socratismo.
E nem vale a pena recordarmos a eficácia da árvore das patacas socialista que proporciona carreiras meteóricas a indivíduos que partem das suas terrinhas e dos seus deprimentes empregos com uma mão à frente e outra atrás, para depois regressarem, poucos anos mais tarde, ungidos de um poder e de uma fortuna incomuns.
O Parlamento deste país (já que relativamente à Presidência da República e ao sistema judicial estamos entendidos) ver-se-á amputado de qualquer autoridade e credibilidade se não levar até ao fim uma investigação rigorosa sobre o papel de Vara e do BCP nos subterrâneos do socratismo.
Isto, claro, descontando os veredictos ilibatórios e por antecipação de Almeida Santos.

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