Blogue de análise educacional, social e política, no quadro de um exercício inalienável de cidadania racional, livre, crítica e, partidariamente, descomprometida. Mania de pensar!
Um murro de Santana Castilho na consciência de Passos Coelho e da elite política "laranja" (18-01-2012): As "natas"
Quarta-feira, 31 de Março de 2010
O ME não consegue resistir à tentação da estupidez
Com que direito ou com base em que critérios se apaga toda a formação em TIC realizada antes do ano 2000?
Ler aqui:
O Ministério da Educação persiste em defender a tese de que o mundo foi criado no ano 2000
Ler aqui:
O Serviço de Urgência Básica de Monção é tão absolutamente essencial...
...que os cidadãos nacionais de Valença admitem a possibilidade de recorrer às serviços de saúde de Tui, em Espanha.
Depois de termos portugueses a nascerem em Badajoz (para já não falar das "crianças do IP4"), vamos passar a ter portugueses a recorrerem aos serviços de saúde em Tui.
Continuem os portugueses a "reforçar a confiança" em Sócrates e bem podem, um dia destes, verem-se constrangidos a encontrarem respostas às suas necessidades do outro lado da fronteira.
Depois de termos portugueses a nascerem em Badajoz (para já não falar das "crianças do IP4"), vamos passar a ter portugueses a recorrerem aos serviços de saúde em Tui.
Continuem os portugueses a "reforçar a confiança" em Sócrates e bem podem, um dia destes, verem-se constrangidos a encontrarem respostas às suas necessidades do outro lado da fronteira.
Não desistirei...
...de contribuir para a implosão da lógica de uma avaliação do desempenho corrupta e destituída de consistência, transformada em miserável instrumento de assédio moral aos professores.
E o inferno desta avaliação, inútil e contraproducente em termos pedagógicos, mas devastador do equilíbrio, a nível relacional e intrapessoal, está de volta com o beneplácito irresponsável de alguns sindicatos.
As consequências dos ataques deploráveis do socratismo aos professores aí estão:
- os que podem reformam-se, muitos com graves penalizações, pondo um fim às suas carreiras e abandonando as escolas envoltos em mágoa, frustração e indignação;
- alguns não aguentam a pressão e desistem da vida, como o José António e o Luís;
- a maioria rejeita este modelo de avaliação, perdeu o entusiasmo na sua profissão e deixou de ver a escola como um lugar para a produção, a partilha e a transmissão dos saberes, mesmo que pareçam resignados face à mediocridade da tutela e das direcções sindicais;
- uma minoria aproveita-se do modelo de avaliação, revelando atitudes e condutas que os agigantam como seguidistas de "excelência", mas os diminuem como colegas e profissionais decentes;
- uma outra minoria não desiste da resistência activa contra as políticas educativas erradas do socratismo.
Esta brilhante crónica (como o têm sido todas) de Santana Castilho ajuda-nos a compreender melhor o ambiente degradado que se vive nas escolas e como tudo deveria e poderia ser diferente. Parabéns, pois, ao Professor Santana Castilho pela sua lucidez e arrojo contra aquilo que aparenta ser uma misteriosa conversão de partidos e sindicatos a um modelo de avaliação que vai reabilitar as farsas, as injustiças e as lógicas persecutórias nas escolas.

E o inferno desta avaliação, inútil e contraproducente em termos pedagógicos, mas devastador do equilíbrio, a nível relacional e intrapessoal, está de volta com o beneplácito irresponsável de alguns sindicatos.
As consequências dos ataques deploráveis do socratismo aos professores aí estão:
- os que podem reformam-se, muitos com graves penalizações, pondo um fim às suas carreiras e abandonando as escolas envoltos em mágoa, frustração e indignação;
- alguns não aguentam a pressão e desistem da vida, como o José António e o Luís;
- a maioria rejeita este modelo de avaliação, perdeu o entusiasmo na sua profissão e deixou de ver a escola como um lugar para a produção, a partilha e a transmissão dos saberes, mesmo que pareçam resignados face à mediocridade da tutela e das direcções sindicais;
- uma minoria aproveita-se do modelo de avaliação, revelando atitudes e condutas que os agigantam como seguidistas de "excelência", mas os diminuem como colegas e profissionais decentes;
- uma outra minoria não desiste da resistência activa contra as políticas educativas erradas do socratismo.
Esta brilhante crónica (como o têm sido todas) de Santana Castilho ajuda-nos a compreender melhor o ambiente degradado que se vive nas escolas e como tudo deveria e poderia ser diferente. Parabéns, pois, ao Professor Santana Castilho pela sua lucidez e arrojo contra aquilo que aparenta ser uma misteriosa conversão de partidos e sindicatos a um modelo de avaliação que vai reabilitar as farsas, as injustiças e as lógicas persecutórias nas escolas.
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In Público, 31/03/2010
Obrigado, La Salette
Estocadas fatais
É pena que a intervenção inicial de Morais Sarmento, na Comissão de Ética da Assembleia da República, não esteja disponível na sua totalidade.
Mesmo truncada e servida às fatias, aqui ficam duas partes significativas da intervenção:
Morais Sarmento nega ter pressionado despedimento de jornalistas
Morais Sarmento acredita que o Governo sabia do negócio
De acordo com esta notícia caricata, ficamos a saber que existem directores de jornais oficiais e oficiosos. Era conveniente apresentarem as capas do Jornal de Notícias, durante o ano de 2004, para se verificar quem lá aparece, efectivamente, referenciado como director do JN.
Mesmo truncada e servida às fatias, aqui ficam duas partes significativas da intervenção:
Morais Sarmento nega ter pressionado despedimento de jornalistas
Morais Sarmento acredita que o Governo sabia do negócio
De acordo com esta notícia caricata, ficamos a saber que existem directores de jornais oficiais e oficiosos. Era conveniente apresentarem as capas do Jornal de Notícias, durante o ano de 2004, para se verificar quem lá aparece, efectivamente, referenciado como director do JN.
Pinto da Costa ganhou...
...no campeonato das audiências e ainda por cima tendo em conta que o universo de potenciais espectadores é esmagadoramente simpatizante do Benfica. Nesta fase de exaltação, devem ser aí uns 9 milhões de portugueses.
Sai, assim, derrotada a estratégia da SIC de "frete" ao Benfica e ao Conselho de Disciplina da Liga (o que porventura deve vir a dar no mesmo), procurando ofuscar e limitar o impacto da entrevista de Pinto da Costa à RTP1.
Entrevistar o presidente do Benfica à mesma hora que está a ir para o ar a entrevista ao presidente do F. C. do Porto é uma estratégia mesquinha, cujo objectivo não é certamente informar e esclarecer os portugueses, pois este objectivo seria melhor conseguido com entrevistas em horas não coincidentes.
Estranho que a SIC não adopte o mesmo critério, de forma a que, quando Sócrates for entrevistado na RTP1, possa, em simultâneo, vir a entrevistar Passos Coelho.
Relativamente à entrevista da SIC Notícias ao Dr. Ricardo Costa do CD da Liga, os portugueses teriam ficado mais esclarecidos se tivesse ocorrido contraditório.
Daqui...
Sai, assim, derrotada a estratégia da SIC de "frete" ao Benfica e ao Conselho de Disciplina da Liga (o que porventura deve vir a dar no mesmo), procurando ofuscar e limitar o impacto da entrevista de Pinto da Costa à RTP1.
Entrevistar o presidente do Benfica à mesma hora que está a ir para o ar a entrevista ao presidente do F. C. do Porto é uma estratégia mesquinha, cujo objectivo não é certamente informar e esclarecer os portugueses, pois este objectivo seria melhor conseguido com entrevistas em horas não coincidentes.
Estranho que a SIC não adopte o mesmo critério, de forma a que, quando Sócrates for entrevistado na RTP1, possa, em simultâneo, vir a entrevistar Passos Coelho.
Relativamente à entrevista da SIC Notícias ao Dr. Ricardo Costa do CD da Liga, os portugueses teriam ficado mais esclarecidos se tivesse ocorrido contraditório.
Daqui...Levem esta senhora ao exorcista
Desde a conversão da TVI ao socratismo, a partir de Setembro de 2009 e na sequência de pressões ou manobras políticas para proteger Sócrates da exposição a factos incómodos e inexplicados (interferências na linha editorial e nos conteúdos informativos com que a jornalista Constança convive bem), que Constança Cunha e Sá embarcou numa cruzada contra o PSD assente em tontarias e em distorções da realidade que começam a concorrer seriamente com as alarvidades opinativas de Emídio Rangel.
Desde a mistificação da ausência de alternativas a Sócrates até ao empolamento de divisões e encarniçamentos no seio do PSD (que os momentos temporais coincidentes com as suas crónicas não corroboram), passando pela crónica alucinada referenciada em baixo, que ataca gratuitamente Passos Coelho e desqualifica a sua vitória esmagadora, agitando febrilmente fantasmas de desunião que uma votação de 61% não legitimam, tudo lhe serve para branquear e suportar o socratismo.
Ter como referencial de comparação um político desacreditado pela crispação e conflitualidade gratuita que introduziu na sociedade portuguesa, pela sua opacidade e relação difícil com a verdade, pelas políticas inconsistentes e erráticas que impôs (a maioria das quais já meteu no saco), pela propaganda que esconde a realidade, pela falta de rigor na governação e pelo estado comatoso para que conduziu o país, para, a partir deste quadro político absolutamente medíocre, considerar que não há alternativa no PSD a Sócrates, é bem revelador das limitações de análise desta senhora jornalista.
Quem tem assistido ao nervosismo e à insegurança com que, habitualmente, conduz as suas entrevistas televisivas, compreende, agora, como essa postura decorre de uma evidente fragilidade de saberes e de competências analíticas.
Se alguns não se libertam de espíritos do passado, Constança parece mais possuída pelo espírito socrático do presente, que lhe tolda a visão e o raciocínio, pelo que um esconjuro desta possessão lhe libertaria a inteligência analítica de teias e sombras perturbadas.
Daqui...
Desde a mistificação da ausência de alternativas a Sócrates até ao empolamento de divisões e encarniçamentos no seio do PSD (que os momentos temporais coincidentes com as suas crónicas não corroboram), passando pela crónica alucinada referenciada em baixo, que ataca gratuitamente Passos Coelho e desqualifica a sua vitória esmagadora, agitando febrilmente fantasmas de desunião que uma votação de 61% não legitimam, tudo lhe serve para branquear e suportar o socratismo.
Ter como referencial de comparação um político desacreditado pela crispação e conflitualidade gratuita que introduziu na sociedade portuguesa, pela sua opacidade e relação difícil com a verdade, pelas políticas inconsistentes e erráticas que impôs (a maioria das quais já meteu no saco), pela propaganda que esconde a realidade, pela falta de rigor na governação e pelo estado comatoso para que conduziu o país, para, a partir deste quadro político absolutamente medíocre, considerar que não há alternativa no PSD a Sócrates, é bem revelador das limitações de análise desta senhora jornalista.
Quem tem assistido ao nervosismo e à insegurança com que, habitualmente, conduz as suas entrevistas televisivas, compreende, agora, como essa postura decorre de uma evidente fragilidade de saberes e de competências analíticas.
Se alguns não se libertam de espíritos do passado, Constança parece mais possuída pelo espírito socrático do presente, que lhe tolda a visão e o raciocínio, pelo que um esconjuro desta possessão lhe libertaria a inteligência analítica de teias e sombras perturbadas.
Daqui...Terça-feira, 30 de Março de 2010
Quantos professores participaram nas manifestações?
De acordo com a tecnologia da empresa espanhola Lynce (ver AQUI...) e a fazer fé em extrapolações de proporcionalidades a partir dos exemplos apresentados de manifestações ocorridas em Espanha, estaríamos a falar de pouco mais de um milhar de professorzecos por manifestação.
Valha-nos que o "contador de cabeças" admite que a qualidade das ideias que se defendem é mais relevante do que a quantidade daqueles que, num momento preciso, seguem determinadas ideias.
Mas, parafraseando o sociólogo da empresa (impressiona-me sempre o discurso dos sociólogos!...) e dando-lhe algum benefício da dúvida, sobretudo se aplicado ao que referencio de seguida, que valor tem o facto de 36% dos votantes portugueses seguir alguém que é mentiroso e defende políticas ruinosas para a escola pública e para o país?
Valha-nos que o "contador de cabeças" admite que a qualidade das ideias que se defendem é mais relevante do que a quantidade daqueles que, num momento preciso, seguem determinadas ideias.
Mas, parafraseando o sociólogo da empresa (impressiona-me sempre o discurso dos sociólogos!...) e dando-lhe algum benefício da dúvida, sobretudo se aplicado ao que referencio de seguida, que valor tem o facto de 36% dos votantes portugueses seguir alguém que é mentiroso e defende políticas ruinosas para a escola pública e para o país?
Acabo de assistir a um momento histórico no Parlamento
Nuno Morais Sarmento (PSD), ouvido na Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República, acaba de arrasar, com uma classe intelectual e uma argumentação factual imbatíveis, a credibilidade do "insuspeitíssimo" Henrique Granadeiro (PT) e a competência do deputado Manuel Seabra (PS).
Henrique Granadeiro não sai deste episódio "encornado", antes sai fatalmente "estocado".
Por outro lado, foi um espectáculo deplorável assistir a deputados socialistas totalmente encabulados e envergonhados face às respostas de Morais Sarmento. É sintomática a deselegância como alguns dos deputados do PS (incluindo Manuel Seabra) abandonaram a sala, antes de aquele que eles próprios convidaram ter concluído a sua audição pública. Uma vergonha!
Perante os factos aduzidos e se a vida política e pública deste país se pautasse pelo rigor e pela decência, o deputado socialista Manuel Seabra e o presidente da PT, Henrique Granadeiro, sentir-se-iam, por si próprios, compelidos a porem os seus lugares à disposição.
É absolutamente imperdível que o país tome conhecimento da primeira intervenção de Morais Sarmento, nesta Comissão. Se ainda hoje tiver acesso ao vídeo, postá-lo-ei aqui, pois considero que o mesmo é de visionamento obrigatório para se compreender a postura contraditória e nada fiável de Henrique Granadeiro neste processo, bem como a ligeireza dos deputados do PS destacados para esta Comissão.
Sei que é um gesto insignificante, mas esta semana solicitei o desligamento de todos os serviços que me eram prestados pela Portugal Telecom, também pela circunstância de não aceitar que a direcção desta empresa alinhe, directa ou indirectamente, consciente ou inconscientemente, no jogo propagandístico ou nos tiques de controlo de um primeiro-ministro em quem não tenho nenhuma confiança, nem reconheço nenhuma credibilidade para estar à frente do governo do meu país.
Henrique Granadeiro não sai deste episódio "encornado", antes sai fatalmente "estocado".
Por outro lado, foi um espectáculo deplorável assistir a deputados socialistas totalmente encabulados e envergonhados face às respostas de Morais Sarmento. É sintomática a deselegância como alguns dos deputados do PS (incluindo Manuel Seabra) abandonaram a sala, antes de aquele que eles próprios convidaram ter concluído a sua audição pública. Uma vergonha!
Perante os factos aduzidos e se a vida política e pública deste país se pautasse pelo rigor e pela decência, o deputado socialista Manuel Seabra e o presidente da PT, Henrique Granadeiro, sentir-se-iam, por si próprios, compelidos a porem os seus lugares à disposição.
É absolutamente imperdível que o país tome conhecimento da primeira intervenção de Morais Sarmento, nesta Comissão. Se ainda hoje tiver acesso ao vídeo, postá-lo-ei aqui, pois considero que o mesmo é de visionamento obrigatório para se compreender a postura contraditória e nada fiável de Henrique Granadeiro neste processo, bem como a ligeireza dos deputados do PS destacados para esta Comissão.
Sei que é um gesto insignificante, mas esta semana solicitei o desligamento de todos os serviços que me eram prestados pela Portugal Telecom, também pela circunstância de não aceitar que a direcção desta empresa alinhe, directa ou indirectamente, consciente ou inconscientemente, no jogo propagandístico ou nos tiques de controlo de um primeiro-ministro em quem não tenho nenhuma confiança, nem reconheço nenhuma credibilidade para estar à frente do governo do meu país.
A máquina de cálculo de défices de Constâncio avariou ou foi gamada?
Já lá vão algumas horas desde que o INE reportou ao Eurostat o valor final (será desta?) do défice público português, fixando-o em 9,4%, contra o valor de 9,3% referenciado, tardiamente pelo governo, depois de ter andado a enganar os portugueses com valores fictícios, por razões meramente eleitoralistas e consonantes com o estilo de manigâncias do socratismo.
Confesso a minha ignorância chã em finanças públicas e em técnicas de cálculo de défices, mas há uma questão que me vem perturbando e inquietando a inteligência desde há algum tempo, mas que hoje assumiu uma irrequietude insuportável e que pode ser expressa na seguinte questão:
- se Constâncio foi capaz, em 2005, de calcular o défice nacional até às centésimas (6,83%), por que razão, agora, não lhe foi solicitado o mesmo tipo de cálculo e se assiste a este espectáculo de revisões sucessivas do seu valor? A máquina de Constâncio enferrujou, o "maquinador" perdeu a motivação de 2005 ou a máquina desapareceu mesmo?
Aguardo respostas convincentes, caso contrário alguém terá que se responsabilizar pela demanda da máquina de Constâncio, mesmo que já tenha sido transferida para o BCE.
Confesso a minha ignorância chã em finanças públicas e em técnicas de cálculo de défices, mas há uma questão que me vem perturbando e inquietando a inteligência desde há algum tempo, mas que hoje assumiu uma irrequietude insuportável e que pode ser expressa na seguinte questão:
- se Constâncio foi capaz, em 2005, de calcular o défice nacional até às centésimas (6,83%), por que razão, agora, não lhe foi solicitado o mesmo tipo de cálculo e se assiste a este espectáculo de revisões sucessivas do seu valor? A máquina de Constâncio enferrujou, o "maquinador" perdeu a motivação de 2005 ou a máquina desapareceu mesmo?
Aguardo respostas convincentes, caso contrário alguém terá que se responsabilizar pela demanda da máquina de Constâncio, mesmo que já tenha sido transferida para o BCE.
Segunda-feira, 29 de Março de 2010
Até quando a cumplicidade com a ditadura cubana?
¿Hasta cuándo la complicidad con la dictadura en Cuba?
Mientras reconocidos cubanos pro castristas como Pablo Milanés comienzan finalmente a abrir los ojos y a tener la valentía intelectual -e integridad ética- de oponerse al régimen dictatorial de los Castro y compañía, sumándose a intelectuales comunistas como José Saramago quien abandonó su apoyo a la "aventura" totalitaria tras aquellos resonados fusilamientos del año 2003 -que se sumaban a otros asesinatos cometidos por el régimen en este medio siglo de opresión contra su pueblo- tenemos que dirigentes, militantes y sectores políticos de la izquierda uruguaya siguen siendo cómplices de la tiranía que padece nuestra hermana isla caribeña. No todos, por cierto, aunque el hecho de que la Mesa Política del Frente Amplio haya emitido un comunicado de apoyo a una dictadura no deja de ser condenable, máxime si tenemos en cuenta su representatividad como voz política de todo el electorado frentista y de su clase dirigente. Es preocupante, definitivamente, ver a un partido demócrata y de izquierda (que ha vivido en carne viva lo que significa una dictadura, lo que significa el terrorismo de Estado) apoyar a un gobierno totalitario como el de Castro. En Cuba no sólo no hay libertad de expresión, ni libertad de prensa, no sólo está prohibido toda forma de oposición política tanto como la posibilidad de que sus ciudadanos puedan moverse libremente y salir o entrar de su país cuando quieran, no sólo está prohibido hasta el acceso a Internet, no sólo hay presos políticos, no sólo entonces no se respetan libertades y derechos humanos básicos, sino que hace más de medio siglo que la cúpula dirigente es la misma, sin derecho a elecciones libres y reprimiendo a todo el que se oponga el régimen (incluyendo desde fusilamientos hasta procesamientos sin garantías mínimas).
Uma excepcional crónica de Pablo Romero que vale a pena ler até ao fim aqui...
Mientras reconocidos cubanos pro castristas como Pablo Milanés comienzan finalmente a abrir los ojos y a tener la valentía intelectual -e integridad ética- de oponerse al régimen dictatorial de los Castro y compañía, sumándose a intelectuales comunistas como José Saramago quien abandonó su apoyo a la "aventura" totalitaria tras aquellos resonados fusilamientos del año 2003 -que se sumaban a otros asesinatos cometidos por el régimen en este medio siglo de opresión contra su pueblo- tenemos que dirigentes, militantes y sectores políticos de la izquierda uruguaya siguen siendo cómplices de la tiranía que padece nuestra hermana isla caribeña. No todos, por cierto, aunque el hecho de que la Mesa Política del Frente Amplio haya emitido un comunicado de apoyo a una dictadura no deja de ser condenable, máxime si tenemos en cuenta su representatividad como voz política de todo el electorado frentista y de su clase dirigente. Es preocupante, definitivamente, ver a un partido demócrata y de izquierda (que ha vivido en carne viva lo que significa una dictadura, lo que significa el terrorismo de Estado) apoyar a un gobierno totalitario como el de Castro. En Cuba no sólo no hay libertad de expresión, ni libertad de prensa, no sólo está prohibido toda forma de oposición política tanto como la posibilidad de que sus ciudadanos puedan moverse libremente y salir o entrar de su país cuando quieran, no sólo está prohibido hasta el acceso a Internet, no sólo hay presos políticos, no sólo entonces no se respetan libertades y derechos humanos básicos, sino que hace más de medio siglo que la cúpula dirigente es la misma, sin derecho a elecciones libres y reprimiendo a todo el que se oponga el régimen (incluyendo desde fusilamientos hasta procesamientos sin garantías mínimas).
Uma excepcional crónica de Pablo Romero que vale a pena ler até ao fim aqui...
Boys para cimentar a confiança e a transparência
E se estes comissários políticos fossem para o mercado, criassem as suas próprias empresas, pedissem empréstimos e corressem os mesmos riscos e dificuldades com que muitos empresários se confrontam?
De facto, se as empresas públicas e as empresas participadas estão sujeitas a instrumentalizações políticas, a pagamentos de favores políticos ou a instintos controleiros, com recurso a "boys" partidários remunerados principescamente, alguns dos quais sob suspeita ou envolvidos em casos judiciais, então torna-se preferível pôr fim a esta promiscuidade entre Estado e economia.
Penso que, no imediato, seria um extraordinário avanço em termos de transparência e de credibilidade democráticas, se todos os gestores públicos ou indicados por empresas públicas tivessem que ser escrutinados e aprovados em sede parlamentar.
De facto, se as empresas públicas e as empresas participadas estão sujeitas a instrumentalizações políticas, a pagamentos de favores políticos ou a instintos controleiros, com recurso a "boys" partidários remunerados principescamente, alguns dos quais sob suspeita ou envolvidos em casos judiciais, então torna-se preferível pôr fim a esta promiscuidade entre Estado e economia.
Penso que, no imediato, seria um extraordinário avanço em termos de transparência e de credibilidade democráticas, se todos os gestores públicos ou indicados por empresas públicas tivessem que ser escrutinados e aprovados em sede parlamentar.
Domingo, 28 de Março de 2010
Vida longa à "vaca" (Episódio 1)
E tem este governo uma ministra para a Igualdade (risos...).
O noticiado é apenas uma consequência, entre múltiplas outras, da aceitação pelos sindicatos de uma avaliação de desempenho, e legislação conexa, escancaradamente absurdas e injustas.
Os professores acabarão a pagar a factura da incompetência atrevida e dos ataques, nomeadamente, aos direitos dos professores por parte do socratismo, mas também a factura, tanto da aceitação sindical desta avaliação do desempenho, como da desmobilização e acomodação de muitos professores.
E as facturas decorrentes desta inusitada adoração da "vaca sagrada" (em que se transformou o odioso modelo de avaliação de Maria de Lurdes Rodrigues) continuarão a chegar e tenderão a intensificar-se.
Vida longa à "vaca"!...
NOTÍCIA DO SEMANÁRIO SOL
Função PúblicaFuncionárias que progridem em licença de maternidade sem retroactivos
Por Margarida Davim
Uma professora de Famalicão nem queria acreditar quando recebeu do Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação uma notificação para devolver os retroactivos da sua progressão, por ter estado em licença de maternidade. O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) alerta: «Esta situação afecta toda a Função Pública».
Uma professora de Famalicão teve Muito Bom na avaliação de desempenho e conseguiu, por isso, subir na carreira, mudando de escalão. Mas vai ter de devolver o dinheiro que recebeu em retroactivos, por a sua progressão ter coincidido com o gozo da licença de maternidade.
«Isto é uma consequência da lei 89/2009», explicou ao SOL a presidente do SIPE, Júlia Azevedo, sublinhando que esta legislação se aplica «a todas as funcionárias da Administração Pública» e não apenas às professoras.
«Vamos ter de começar a fazer contas para saber quando podemos ter bebés», ironiza a sindicalista, que explica que esta penalização só se verifica quando progressão e licença de maternidade coincidem.«Quem tiver os filhos antes ou depois de progredir já não tem este problema», diz.
O caso da docente do Agrupamento de Escolas Bernardino Machado, em Famalicão, foi o primeiro a chegar ao SIPE, mas Júlia Azevedo acredita que não será o último. «Esta situação vai afectar muitas mulheres».
É, por isso, que a dirigente do SIPE exige «a revogação da lei» e vai pedi-la ainda hoje, durante o encontro agendado com o secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, sobre a avaliação do desempenho dos professores.
Esta quarta-feira devem também seguir as cartas para a ministra Isabel Alçada, o Presidente da República, a Provedoria de Justiça e a Assembleia da República, pedindo a anulação da legislação e a «reposição dos direitos das trabalhadoras».
Se isso não for suficiente, Júlia Azevedo diz que está disposta a «ir para os tribunais».
O noticiado é apenas uma consequência, entre múltiplas outras, da aceitação pelos sindicatos de uma avaliação de desempenho, e legislação conexa, escancaradamente absurdas e injustas.
Os professores acabarão a pagar a factura da incompetência atrevida e dos ataques, nomeadamente, aos direitos dos professores por parte do socratismo, mas também a factura, tanto da aceitação sindical desta avaliação do desempenho, como da desmobilização e acomodação de muitos professores.
E as facturas decorrentes desta inusitada adoração da "vaca sagrada" (em que se transformou o odioso modelo de avaliação de Maria de Lurdes Rodrigues) continuarão a chegar e tenderão a intensificar-se.
Vida longa à "vaca"!...
NOTÍCIA DO SEMANÁRIO SOL
Função PúblicaFuncionárias que progridem em licença de maternidade sem retroactivos
Por Margarida Davim
Uma professora de Famalicão nem queria acreditar quando recebeu do Gabinete de Gestão Financeira do Ministério da Educação uma notificação para devolver os retroactivos da sua progressão, por ter estado em licença de maternidade. O Sindicato Independente de Professores e Educadores (SIPE) alerta: «Esta situação afecta toda a Função Pública».
Uma professora de Famalicão teve Muito Bom na avaliação de desempenho e conseguiu, por isso, subir na carreira, mudando de escalão. Mas vai ter de devolver o dinheiro que recebeu em retroactivos, por a sua progressão ter coincidido com o gozo da licença de maternidade.
«Isto é uma consequência da lei 89/2009», explicou ao SOL a presidente do SIPE, Júlia Azevedo, sublinhando que esta legislação se aplica «a todas as funcionárias da Administração Pública» e não apenas às professoras.
«Vamos ter de começar a fazer contas para saber quando podemos ter bebés», ironiza a sindicalista, que explica que esta penalização só se verifica quando progressão e licença de maternidade coincidem.«Quem tiver os filhos antes ou depois de progredir já não tem este problema», diz.
O caso da docente do Agrupamento de Escolas Bernardino Machado, em Famalicão, foi o primeiro a chegar ao SIPE, mas Júlia Azevedo acredita que não será o último. «Esta situação vai afectar muitas mulheres».
É, por isso, que a dirigente do SIPE exige «a revogação da lei» e vai pedi-la ainda hoje, durante o encontro agendado com o secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, sobre a avaliação do desempenho dos professores.
Esta quarta-feira devem também seguir as cartas para a ministra Isabel Alçada, o Presidente da República, a Provedoria de Justiça e a Assembleia da República, pedindo a anulação da legislação e a «reposição dos direitos das trabalhadoras».
Se isso não for suficiente, Júlia Azevedo diz que está disposta a «ir para os tribunais».
Sábado, 27 de Março de 2010
Abençoados os jovens...
"Abençoados os jovens, pois eles vão herdar a dívida pública" (Herbert Hoover, 31º presidente dos Estados Unidos).
Desde 1850, apenas por duas vezes, mais concretamente em 1891 e em 1926-1928, a dívida pública portuguesa atingiu um nível semelhante ao actual.
Contudo, a cegueira socrática persiste em apostar num modelo de desenvolvimento arcaico e assente em obras megalómanas, que aumentam a dívida pública e parasitam a dinâmica económica das pequenas e médias empresas, ao invés de privilegiar um modelo de desenvolvimento regional homogéneo e de proximidade que envolvesse as pessoas localmente e promovesse os recursos e as potencialidades específicas de cada região do país.
Enquanto não nos libertarmos desta espécie de retorno infernal do mesmo, sob a forma (muito pouco ousada e imaginativa) de, por um lado, despesismo incontrolado e endividamento a rodos (com a injustiça de que os decisores do esbanjamento nunca descontam nada por conta dos seus aventureirismos), e, por outro, esmagamento das classes média baixa, média e média alta, o país continuará a patinar aflitivamente para fugir do miserabilismo quase generalizado.
Desde 1850, apenas por duas vezes, mais concretamente em 1891 e em 1926-1928, a dívida pública portuguesa atingiu um nível semelhante ao actual.
Contudo, a cegueira socrática persiste em apostar num modelo de desenvolvimento arcaico e assente em obras megalómanas, que aumentam a dívida pública e parasitam a dinâmica económica das pequenas e médias empresas, ao invés de privilegiar um modelo de desenvolvimento regional homogéneo e de proximidade que envolvesse as pessoas localmente e promovesse os recursos e as potencialidades específicas de cada região do país.
Enquanto não nos libertarmos desta espécie de retorno infernal do mesmo, sob a forma (muito pouco ousada e imaginativa) de, por um lado, despesismo incontrolado e endividamento a rodos (com a injustiça de que os decisores do esbanjamento nunca descontam nada por conta dos seus aventureirismos), e, por outro, esmagamento das classes média baixa, média e média alta, o país continuará a patinar aflitivamente para fugir do miserabilismo quase generalizado.
Ribau, bau, bau... pardais ao ninho
Daqui...Todavia, Ribau Esteves excedeu-se na sua postura bonzinha em relação a Sócrates e, ao não concretizar quem e em que circunstâncias Sócrates é insultado gratuitamente, acaba a fazer figura de cowboy tresloucado a disparar sobre muitos jornalistas, agentes da justiça, políticos e demais cidadãos que têm dado um contributo inestimável para que os portugueses conheçam o carácter e a conduta de quem nos (des)governa e assumiu, farisaicamente e sem autoridade subjacente, o papel de detractor "gratuito" de classes profissionais honradas.
Disparando sem alvos certos, Ribau atinge pelas costas muitos companheiros do seu próprio partido, legitimamente empenhados em esclarecer, na Comissão de Inquérito, aquilo que parece uma tentativa de Sócrates para, em conluio com alguns "amigos", estancar as notícias que apresentavam factos sobre a sua conduta pública (ao contrário do que alguns pretendem fazer crer, a obsessão pelo controlo da comunicação social nada tinha a ver com o governo e com as suas políticas, mas tão-só com a necessidade de silenciamento das notícias acerca de episódios, no mínimo pouco transparentes e edificantes, da vida pública do cidadão Sócrates).
Ficamos, assim, sem saber se, no elevado critério de Ribau, chamar mentiroso a alguém que mente, reiterada e desavergonhadamente, é um "insulto gratuito". O que nos fazia falta agora, era a constatação de que Sócrates, afinal, não passa de um "canastrão" vitimizado e empurrado por forças negras para uma novela "venezuelana" que ele não precipitou ou na qual não tem responsabilidades.
Ribau Esteves daria um excelente contributo para a desinfestação do pântano político e moral em que o país se vai afundando, e para o qual a conduta pessoal e política de Sócrates contribuiu decisivamente, se concretizasse quem insulta gratuitamente Sócrates e relativamente a que matérias, condutas ou episódios.
Ao proferir esta atoarda genérica num contexto de distribuição de "milho" por parte de Sócrates, Ribau parece resvalar para uma esperteza circunstancial típica de pardais agradecidos e arrebatados com as "migalhas".
A saudável alternância democrática fica a ganhar se estes pardais, por uma vez, "aninharem".
Quem não tem vergonha, todo o mundo é seu
Estas declarações de Sócrates (que ilustram bem a consistência do seu princípio de não comentar a política interna a partir do estrangeiro - o que se aplica apenas a assuntos que lhe sejam desagradáveis) traduzem um paternalismo bacoco e uma inacreditável presunção de autoridade, que efectivamente já ninguém lhe reconhece, tendo em conta os ataques pessoais que decidiu fazer à sua própria credibilidade, pelo que são ridículas as tentativas de se dar ares de tutor e tabelião da política portuguesa.
Depois de Sócrates ter definido o que deve ser a agenda do candidato presidencial Manuel Alegre, vem agora pronunciar-se sobre o que deve ser a linha de actuação política do PSD.
Na sua megalomania e egocentrismo, Sócrates está desmedidamente convicto que ninguém deve confrontar, quer a sua mediocridade, as suas políticas desastrosas e o seu absoluto descrédito, quer a sua linha de actuação errática, contraditória e até obscura.
Sócrates é a realidade, a verdade e o caminho. Ninguém se deve atrever a pôr em causa este desígnio nacional.
Depois de Sócrates ter definido o que deve ser a agenda do candidato presidencial Manuel Alegre, vem agora pronunciar-se sobre o que deve ser a linha de actuação política do PSD.
Na sua megalomania e egocentrismo, Sócrates está desmedidamente convicto que ninguém deve confrontar, quer a sua mediocridade, as suas políticas desastrosas e o seu absoluto descrédito, quer a sua linha de actuação errática, contraditória e até obscura.
Sócrates é a realidade, a verdade e o caminho. Ninguém se deve atrever a pôr em causa este desígnio nacional.
Sexta-feira, 26 de Março de 2010
Quinta-feira, 25 de Março de 2010
Cão que ladra, mas não morde
Ainda me encontro na viagem de regresso a Vila Real, sem grandes condições logísticas para acompanhar as notícias e para publicar textos.
A presença atribulada (muita assistência e excessiva morosidade no acesso às galerias) e a breve permanência no Parlamento não me permitiram apreender o sentido de voto do PSD, na discussão do PEC, mau grado ter escutado críticas devastadoras de Manuela Ferreira Leite ao PEC e ao PS.
Todavia, acabo de tomar conhecimento que o PSD de Ferreira Leite e de Aguiar-Branco, em nome de uma mistificação a que chamam "interesse nacional" (que interesse tem o país em ver a classe média brutalmente espoliada e a economia real espatifada?), viabilizaram a resolução sobre o PEC, abstendo-se.
À semelhança do que, vergonhosamente, já acontecera com a avaliação dos professores, o PSD de Ferreira Leite e de Aguiar-Branco persistem em levar Sócrates ao colo, no caminho para o descrédito e o abismo.
Estes personagens reduziram o PSD ao partido viabilizador do pior do socratismo, sobretudo quando estão de saída e já não representam o sentimento maioritário dos sociais-democratas. Na prática, uma indigna usurpação de uma representatividade que já não têm.
As decisões deixaram de estar alinhadas com os discursos. O PSD de Ferreira Leite e de Aguiar-Branco assemelha-se, passe a analogia, "a um cão que ladra, ladra, mas não morde".
Este PSD transformou-se num braço armado dos interesses de Cavaco Silva, apostado em garantir uma estabilidade apodrecida que garanta a sua reeleição. E o país e a alternativa política e a decência da coerência que se lixem!
Tinha que o escrever, pois esta "panelinha" já enoja.
A presença atribulada (muita assistência e excessiva morosidade no acesso às galerias) e a breve permanência no Parlamento não me permitiram apreender o sentido de voto do PSD, na discussão do PEC, mau grado ter escutado críticas devastadoras de Manuela Ferreira Leite ao PEC e ao PS.
Todavia, acabo de tomar conhecimento que o PSD de Ferreira Leite e de Aguiar-Branco, em nome de uma mistificação a que chamam "interesse nacional" (que interesse tem o país em ver a classe média brutalmente espoliada e a economia real espatifada?), viabilizaram a resolução sobre o PEC, abstendo-se.
À semelhança do que, vergonhosamente, já acontecera com a avaliação dos professores, o PSD de Ferreira Leite e de Aguiar-Branco persistem em levar Sócrates ao colo, no caminho para o descrédito e o abismo.
Estes personagens reduziram o PSD ao partido viabilizador do pior do socratismo, sobretudo quando estão de saída e já não representam o sentimento maioritário dos sociais-democratas. Na prática, uma indigna usurpação de uma representatividade que já não têm.
As decisões deixaram de estar alinhadas com os discursos. O PSD de Ferreira Leite e de Aguiar-Branco assemelha-se, passe a analogia, "a um cão que ladra, ladra, mas não morde".
Este PSD transformou-se num braço armado dos interesses de Cavaco Silva, apostado em garantir uma estabilidade apodrecida que garanta a sua reeleição. E o país e a alternativa política e a decência da coerência que se lixem!
Tinha que o escrever, pois esta "panelinha" já enoja.
Quarta-feira, 24 de Março de 2010
Sinceramente, já não há paciência!
Daqui...A Fenprof quer sol na eira da contestação e chuva no nabal dos acordos. Mas, desejar o mesmo e o seu contrário não parece, nem do ponto de vista sindical, a posição mais coerente, consistente ou convincente.
Antes desta tomada de posição, a Fenprof deve uma explicação aos professores relativamente às razões ou motivações, até agora insondáveis, que a levaram a aceitar este modelo de avaliação, contra a expectativa e o desejo da maioria dos professores. Ninguém percebe como se podem ter as reservas que este documento evidencia e se sancione, em sede negocial, o modelo.
Até prova em contrário, a Fenprof será cúmplice da situação conflitual, do descalabro e do prejuízo que a implementação deste modelo de avaliação de Maria de Lurdes Rodrigues acarretará para a escola pública e, especificamente, para as aprendizagens dos alunos.
Serei testemunha presencial do chumbo da resolução sobre o PEC?
Juntamente com os alunos de uma turma de Filosofia de 11º ano, amanhã testemunharemos, nas galerias da Assembleia da República, um momento decisivo da triste vida deste país.
Será que sai chumbo? Ou estão de regresso as abstenções que vão mantendo, em estado vegetativo, um governo a pedir que lhe desliguem a máquina?
Será que sai chumbo? Ou estão de regresso as abstenções que vão mantendo, em estado vegetativo, um governo a pedir que lhe desliguem a máquina?
Terça-feira, 23 de Março de 2010
Aceitam-se contributos
Iniciativa meritória do CDS-PP e aberta ao contributo dos professores, no sentido de melhorarem a proposta de alteração do Estatuto do Aluno. Em tempos de imposições e de decisões sem consulta às bases, eis uma abertura que se saúda.
Grupo Parlamentar
http://cdsnoparlamento.pp.parlamento.pt/
Subscreva a NewsLetter do Grupo Parlamentar do CDS-PP: informacaogpcdspp@pp.parlamento.pt
Exmos.(as) Senhores(as) Professores(as)
O projecto de Lei que ontem lhe enviámos sobre a alteração do Estatuto do Aluno, será apreciado na generalidade na próxima 6ª feira, dia 26.
As nossas propostas ficarão muito beneficiadas, relativamente à sua aderência à realidade vivida pelos professores nas escolas, com os contributos pontuais e globais que nos possam fazer chegar, permitindo assim melhorar as soluções apresentadas.
Dado que a apreciação na especialidade do nosso projecto, será feita em Abril e Maio, gostaríamos de incorporar o seu contributo, a fim de que o nosso projecto final resulte de uma verdadeira e espontânea discussão pública.
Na expectativa da sua resposta, reiteramos o nosso agradecimento pela confiança em nós depositada, e reenviamos-lhe o Power-Point corrigido, pois continha duas gralhas.
Envie, por favor, o seu contributo para: estatutodoaluno@cds.pt
Com os melhores cumprimentos,
João Casanova de Almeida
(Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do CDS-PP)
Grupo Parlamentar
http://cdsnoparlamento.pp.parlamento.pt/
Subscreva a NewsLetter do Grupo Parlamentar do CDS-PP: informacaogpcdspp@pp.parlamento.pt
Exmos.(as) Senhores(as) Professores(as)
O projecto de Lei que ontem lhe enviámos sobre a alteração do Estatuto do Aluno, será apreciado na generalidade na próxima 6ª feira, dia 26.
As nossas propostas ficarão muito beneficiadas, relativamente à sua aderência à realidade vivida pelos professores nas escolas, com os contributos pontuais e globais que nos possam fazer chegar, permitindo assim melhorar as soluções apresentadas.
Dado que a apreciação na especialidade do nosso projecto, será feita em Abril e Maio, gostaríamos de incorporar o seu contributo, a fim de que o nosso projecto final resulte de uma verdadeira e espontânea discussão pública.
Na expectativa da sua resposta, reiteramos o nosso agradecimento pela confiança em nós depositada, e reenviamos-lhe o Power-Point corrigido, pois continha duas gralhas.
Envie, por favor, o seu contributo para: estatutodoaluno@cds.pt
Com os melhores cumprimentos,
João Casanova de Almeida
(Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do CDS-PP)
O candidato que, entre os professores e Sócrates, escolheu Sócrates
A mais que certa impossibilidade de Aguiar-Branco chegar à liderança do PSD é um alívio para os professores.
Começa a causar náusea a insistência com que se vangloria de, decorridos apenas três meses das eleições, ter faltado à palavra (no que foi acompanhado pela Fenprof e pela Fne) e ter violado um compromisso eleitoral, dando a mão a Sócrates, na questão da avaliação dos professores.
Objectivamente e enquanto líder da bancada parlamentar do PSD, Aguiar-Branco tem-se revelado um aliado de Sócrates, tanto por acção, como por omissão.
Nos debates, vai cumprindo o seu papel exclusivo de atrapalhar, com picardias, remoques e provocações, os discursos de Rangel (mais) e Passos Coelho (apesar de tudo, menos).
Mau de mais!...
Começa a causar náusea a insistência com que se vangloria de, decorridos apenas três meses das eleições, ter faltado à palavra (no que foi acompanhado pela Fenprof e pela Fne) e ter violado um compromisso eleitoral, dando a mão a Sócrates, na questão da avaliação dos professores.
Objectivamente e enquanto líder da bancada parlamentar do PSD, Aguiar-Branco tem-se revelado um aliado de Sócrates, tanto por acção, como por omissão.
Nos debates, vai cumprindo o seu papel exclusivo de atrapalhar, com picardias, remoques e provocações, os discursos de Rangel (mais) e Passos Coelho (apesar de tudo, menos).
Mau de mais!...
Segunda-feira, 22 de Março de 2010
Como podem/devem os professores posicionar-se face a este modelo de avaliação?
Como expectável, a partir do que fora cozinhado no acordo de princípios (mera reposição do memorando de entendimento), o Projecto de Decreto Regulamentar da Avaliação do Desempenho Docente vem confirmar três realidades incontornáveis:
-o modelo de avaliação de Maria de Lurdes Rodrigues permanece quase intocado, tanto nos seus pilares, dimensões, processos, rotinas e quinquilharia, como nas suas inconsistências, arbitrariedades, penalizações e efeitos perversos sobre as relações interpessoais e sobre o investimento dos professores no trabalho com os alunos;
- a Fenprof e a Fne desprezaram a reivindicação fundamental dos professores que exigia o fim deste modelo de avaliação e aliaram-se ao ME, recuperando o espírito do Memorando de Entendimento;
- a suspensão exigida pelos sindicatos revelou-se uma farsa ainda maior do que a própria farsa em que se transformou o modelo de avaliação, evidenciando à saciedade que os sindicatos sempre acreditaram e desejaram este modelo (que não deixará de lhes proporcionar bons dividendos no negócio da formação).
Confrontados com estas contingências, tenho para mim que os professores dispõem agora de três alternativas de actuação face à imposição deste modelo de avaliação e que são as seguintes:
1) reagir nas escolas e reforçar as agendas dos movimentos independentes de professores que rejeitam este modelo de avaliação. A circunstância de existir uma profunda desilusão com a conduta dos sindicatos (que teve implicações na residual adesão dos professores à greve de 4 de Março), que tem alimentado um sentimento de que não vale a pena recrudescer a luta para os sindicatos virem a seguir desbaratá-la (o que já ocorreu por duas vezes), leva-me, neste momento, a ter algum cepticismo relativamente a esta alternativa, pelo que vai levar algum tempo até que os professores se confrontem com a irracionalidade e as discricionariedades geradas por este modelo de avaliação e se voltem a mobilizar;
2) simular a aceitação do modelo, fazendo-a na sua plenitude e mostrando que os professores são muito bons e excelentes nos seus desempenhos, de forma a que os oportunistas e/ou os seguidistas, desta vez, tenham concorrência e não se aproveitem da resistência dos colegas. Por conseguinte, defendo que os professores devem todos candidatar-se ao Muito Bom e Excelente, exigindo uma avaliação rigorosa e requerendo uma observação de aulas sistemática, de forma a provarem a disformidade e a inexequibilidade do modelo;
3) contribuir para uma alternativa política, no país, que atire este modelo de avaliação para o caixote do lixo e centre a preocupação e o trabalho das escolas num ensino exigente e na avaliação das aprendizagens dos alunos. Esta alternativa pressupõe, obviamente, uma mobilização dos professores, enquanto cidadãos e votantes, no sentido de afastar o PS de Sócrates do poder. De todas as alternativas, esta é, seguramente, a mais eficaz.
-o modelo de avaliação de Maria de Lurdes Rodrigues permanece quase intocado, tanto nos seus pilares, dimensões, processos, rotinas e quinquilharia, como nas suas inconsistências, arbitrariedades, penalizações e efeitos perversos sobre as relações interpessoais e sobre o investimento dos professores no trabalho com os alunos;
- a Fenprof e a Fne desprezaram a reivindicação fundamental dos professores que exigia o fim deste modelo de avaliação e aliaram-se ao ME, recuperando o espírito do Memorando de Entendimento;
- a suspensão exigida pelos sindicatos revelou-se uma farsa ainda maior do que a própria farsa em que se transformou o modelo de avaliação, evidenciando à saciedade que os sindicatos sempre acreditaram e desejaram este modelo (que não deixará de lhes proporcionar bons dividendos no negócio da formação).
Confrontados com estas contingências, tenho para mim que os professores dispõem agora de três alternativas de actuação face à imposição deste modelo de avaliação e que são as seguintes:
1) reagir nas escolas e reforçar as agendas dos movimentos independentes de professores que rejeitam este modelo de avaliação. A circunstância de existir uma profunda desilusão com a conduta dos sindicatos (que teve implicações na residual adesão dos professores à greve de 4 de Março), que tem alimentado um sentimento de que não vale a pena recrudescer a luta para os sindicatos virem a seguir desbaratá-la (o que já ocorreu por duas vezes), leva-me, neste momento, a ter algum cepticismo relativamente a esta alternativa, pelo que vai levar algum tempo até que os professores se confrontem com a irracionalidade e as discricionariedades geradas por este modelo de avaliação e se voltem a mobilizar;
2) simular a aceitação do modelo, fazendo-a na sua plenitude e mostrando que os professores são muito bons e excelentes nos seus desempenhos, de forma a que os oportunistas e/ou os seguidistas, desta vez, tenham concorrência e não se aproveitem da resistência dos colegas. Por conseguinte, defendo que os professores devem todos candidatar-se ao Muito Bom e Excelente, exigindo uma avaliação rigorosa e requerendo uma observação de aulas sistemática, de forma a provarem a disformidade e a inexequibilidade do modelo;
3) contribuir para uma alternativa política, no país, que atire este modelo de avaliação para o caixote do lixo e centre a preocupação e o trabalho das escolas num ensino exigente e na avaliação das aprendizagens dos alunos. Esta alternativa pressupõe, obviamente, uma mobilização dos professores, enquanto cidadãos e votantes, no sentido de afastar o PS de Sócrates do poder. De todas as alternativas, esta é, seguramente, a mais eficaz.
Reforçar a intervenção do PROmova
Envia o teu nome e o da tua escola de pertença/colocação para o e-mail profsmovimento@gmail.com
Mobiliza também os colegas da tua escola a subscreverem esta Plataforma, para que as nossas reivindicações possam ter mais força.
Mobiliza também os colegas da tua escola a subscreverem esta Plataforma, para que as nossas reivindicações possam ter mais força.
Domingo, 21 de Março de 2010
Caguço
Uns falam de vitimização, outros de desrespeito, alguns de condicionamento e um ou outro de contra-ataque (pasme-se).
A mim, a leitura da entrevista de Sócrates ao JN, na parte relativa à Comissão de Inquérito, não me sugere mais nada que não seja "caguço político".
A mim, a leitura da entrevista de Sócrates ao JN, na parte relativa à Comissão de Inquérito, não me sugere mais nada que não seja "caguço político".
O que tu queres, sei eu!...
Vinda de quem vem, esta proposta visa constituir uma espécie de supra-conselho de escolas (a própria designação é curiosa: "conselho superior das profissões de educação"), no sentido de controlar reacções, danos e misérias resultantes de políticas educativas inconsistentes e desacertadas.
Seria, certamente, mais um órgão para sancionar e branquear a mediocridade do eduquês socrático. A este respeito, proponho para seu presidente o nostálgico Jorge Pedreira (o único a sentir-se injustiçado, pois não foi objecto de recompensas políticas, como Maria de Lurdes e Valter Lemos). Estaria garantida a imparcialidade do órgão.
A situação da escola (e do país) exige que se ponha fim ao paradigma (socrático) da não-verdade
Subscrevo esta crónica de José Gil da primeira à última linha.
Enquanto o ME responde ao problema da violência escolar com a fantochada de acções de formação proposta pelo ME para que os professores aprendam a lidar com a violência escolar (forma sempre subliminar e enviesada de imputar o ónus dos problemas ao desconhecimento/incompetência dos professores), José Gil prefere desocultar as raízes do problema e assinalar as condições e os factores susceptíveis de modificar a situação actual da escola pública.
Destaco:
- a necessidade de se dizer a verdade sobre a realidade quotidiana e concreta das escolas, algo que é incompatível com o paradigma de não-verdade da governação Sócrates;
- a necessidade de "mudar o espírito da educação. (...) restituir a autoridade dos docentes, dar-lhes condições (materiais e imateriais) para ensinar, valorizar o conhecimento com uma cultura de exigência, recusando a falsa democracia do facilitismo (...)".
Enquanto o ME responde ao problema da violência escolar com a fantochada de acções de formação proposta pelo ME para que os professores aprendam a lidar com a violência escolar (forma sempre subliminar e enviesada de imputar o ónus dos problemas ao desconhecimento/incompetência dos professores), José Gil prefere desocultar as raízes do problema e assinalar as condições e os factores susceptíveis de modificar a situação actual da escola pública.
Destaco:
- a necessidade de se dizer a verdade sobre a realidade quotidiana e concreta das escolas, algo que é incompatível com o paradigma de não-verdade da governação Sócrates;
- a necessidade de "mudar o espírito da educação. (...) restituir a autoridade dos docentes, dar-lhes condições (materiais e imateriais) para ensinar, valorizar o conhecimento com uma cultura de exigência, recusando a falsa democracia do facilitismo (...)".
Clicar na imagem para aumentar
In Visão, 18/03/2010
Sábado, 20 de Março de 2010
Estou farto!
Desabafo de um marido de uma professora, numa excelente crónica que vale a pena ler e divulgar, pela forma (em primeira pessoa) como desmistifica as acusações que alguns despeitados da vida fazem aos professores.
Talvez o problema de compreensão do "mais inútil dentre todos os inúteis", Miguel Sousa Tavares, a propósito da vida dos professores, resida no facto de nunca ter convivido com professores, porque professora não é, propriamente, estrela de novela. Alguém que lhe leia esta crónica.
Talvez o problema de compreensão do "mais inútil dentre todos os inúteis", Miguel Sousa Tavares, a propósito da vida dos professores, resida no facto de nunca ter convivido com professores, porque professora não é, propriamente, estrela de novela. Alguém que lhe leia esta crónica.
Ministra reforça autoridade disciplinar dos professores
A demagogia socrática no seu melhor: desta vez é que é...
(...)
(...) Daqui...
A propósito das actuais propostas de alteração ao Estatuto do Aluno - reforço da autoridade dos directores (que não acrescenta nada de substantivo ao que já está no Estatuto) e diferenciação entre faltas justificadas e injustificadas (essa diferenciação vai traduzir-se exactamente em quê?...) - é importante que estejamos precavidos face a anúncios ministeriais de circunstância, porque eles não diferem em nada da verborreia de Maria de Lurdes Rodrigues.É a repetição demagógica do mesmo discurso, com a diferença de agora tudo aparecer embrulhado em sorrisos (mesmo que esforçados).
Também será interessante comparar-se o que disseram (ou deveriam ter dito e não disseram) muitos dos que agora aplaudem as propostas do governo sem terem a preocupação de contrapor no concreto o que muda verdadeiramente e em que sentido. Seguir-se-ão esses exercícios comparativos, porque convém termos memória.
Demagogia e oportunismo não combinam, de facto, com vergonha na cara!
Lavoisier e a ADD
Enfim, e como seria de esperar, o futuro "novo" modelo de avaliação de desempenho docente (ADD) ficará quase igual ao "anterior" modelo contemplado no Decreto Regulamentar 2/2008, com uma clara e substancial diferença: a figura do professor "relator". (Como disse, em tempos, um ex-ministro da Educação, isto tem que dar uma volta de 360º ou, como diz o povo, isto tem que mudar para que tudo fique na mesma.) Esperemos (não seria propriamente anormal...) que o "r" na prática, quando a coisa for e vai ser mesmo a do€r, não seja mais um "d"...
Muito já se escreveu e disse do anterior modelo de avaliação (agora regurgitado, digo, ressuscitado), nomeadamente quanto aos seus aspectos mais perversos (injusto, iníquo, fomentador de intrigas, da delação e do clientelismo, do trabalho para a "fotografia", para o "folclore" e para as "evidências", incapaz de promover melhores aprendizagens, entre outros...) mas é óbvio que nem tudo será mau com este "novo" modelo. Basta pensar que o "bullying" entre pares (nalguns casos entre trios, quartetos, enfim dependendo do n.º de interessados nas classificações de "mérito" e distintivas) certamente aumentará, o que dará mais alguns trocos a ganhar a algum(ns) lóbi(s): empresas de segurança, empresas de cuidados paliativos, advogados, psicólogos, psiquiatras e afins. Como se vê, há mais de 200 anos Lavoisier estava cheio de razão: nada se perde, tudo se transforma... Com um jeitinho, ainda alguém o vai culpar pela futura ADD e pela qualidade do Ensino em Portugal...
Manuel Salgueiro
Muito já se escreveu e disse do anterior modelo de avaliação (agora regurgitado, digo, ressuscitado), nomeadamente quanto aos seus aspectos mais perversos (injusto, iníquo, fomentador de intrigas, da delação e do clientelismo, do trabalho para a "fotografia", para o "folclore" e para as "evidências", incapaz de promover melhores aprendizagens, entre outros...) mas é óbvio que nem tudo será mau com este "novo" modelo. Basta pensar que o "bullying" entre pares (nalguns casos entre trios, quartetos, enfim dependendo do n.º de interessados nas classificações de "mérito" e distintivas) certamente aumentará, o que dará mais alguns trocos a ganhar a algum(ns) lóbi(s): empresas de segurança, empresas de cuidados paliativos, advogados, psicólogos, psiquiatras e afins. Como se vê, há mais de 200 anos Lavoisier estava cheio de razão: nada se perde, tudo se transforma... Com um jeitinho, ainda alguém o vai culpar pela futura ADD e pela qualidade do Ensino em Portugal...
Manuel Salgueiro
Sexta-feira, 19 de Março de 2010
Trocado(s), indisciplinados e divididos
Depois de um "Trocas-te", já ninguém esperaria que pudéssemos assistir a um "Trocado" que, no momento da sua aparição pública, ao fim de cinco meses de governação, o faz de uma forma absolutamente desastrada.
São tempos de nervosismo, desorientação e divisão nas hostes socratistas que anunciam um clima de fim de festa.
Valha-nos Gama para zelar pela dignidade do Parlamento e para dar uma lição à arrogância e à insolência de Lello.
São tempos de nervosismo, desorientação e divisão nas hostes socratistas que anunciam um clima de fim de festa.
Valha-nos Gama para zelar pela dignidade do Parlamento e para dar uma lição à arrogância e à insolência de Lello.
Quem é amigo, quem é?
Avaliai-vos uns aos outros, como o Director vos escolheu e avaliará. Ámen!
Aí está a famigerada e instabilizadora ADD de Maria de Lurdes Rodrigues e dos sindicatos, contra a qual milhares e milhares de professores combateram.
Sem prejuízo de análises detalhadas que venha a empreender do documento, é certo e sabido que este é mais um contributo para a degradação da vida das escolas, para a secundarização da função essencial do professor, que é ensinar, e, sobretudo, para um menor investimento dos professores no apoio à aprendizagem dos alunos (a descida nos resultados dos exames nacionais do secundário, nas escolas que implementaram este modelo de avaliação, não engana), de tão preocupados e sobreocupados em avaliarem e serem avaliados.
Está aberto o jogo do faz de conta.
Ler esta rica prenda aqui:
Projecto de Decreto Regulamentar da Avaliação do Desempenho Docente
Sem prejuízo de análises detalhadas que venha a empreender do documento, é certo e sabido que este é mais um contributo para a degradação da vida das escolas, para a secundarização da função essencial do professor, que é ensinar, e, sobretudo, para um menor investimento dos professores no apoio à aprendizagem dos alunos (a descida nos resultados dos exames nacionais do secundário, nas escolas que implementaram este modelo de avaliação, não engana), de tão preocupados e sobreocupados em avaliarem e serem avaliados.
Está aberto o jogo do faz de conta.
Ler esta rica prenda aqui:
Projecto de Decreto Regulamentar da Avaliação do Desempenho Docente
“ECD: Ameaça Iminente” - esteve para ser uma peça cinematográfica quase perfeita, mas não foi…
…faltou-lhe realismo, porque, como diz o povo, “quando a esmola é grande, o pobre desconfia”.
Por mais mise en scènes e por mais manobras de diversão que ME e sindicatos (FENPROF e FNE) ensaiem, há uma verdade lapidar que os persegue e contra a qual a história aconselha ser ocupação inglória agitar fantasmas tenebrosos, inevitabilidades ou convicções circunstanciais: ninguém constrói nada de convincente e duradouro em cima de farsas, injustiças, processos faz de conta ou incoerências, além de que a transigência face a princípios e a reivindicações justas, em nome de uma capitulação juvenil ao charme, é um rabo de fogo que, mais cedo ou mais tarde, consumirá as entranhas daqueles que, tendo a força e a razão do seu lado, cederam inexplicavelmente.
Afirmado isto, e toda a gente sabe do que falo (a farsa de um ciclo de avaliação promovida a coisa séria e válida para efeitos de progressão e concursos, uma exigência de suspensão miraculosamente convertida em aceitação, o sempre aviltante castigo dos que tinham a razão e a decência do seu lado por contraposição à recompensa dos seguidistas ou oportunistas, um sistema de quotas que nem por cima dos seus cadáveres seria aceite, um modelo de avaliação que, num golpe de mágica, passa de rejeitado/enjeitado a legitimado e credível, numa lista quase interminável de outras enormidades que farão a história da firmeza da luta sindical), concentremo-nos, então, no filme que prometia um arraso de tsunami, mas, cuja produção foi, entretanto, abortada.
Propositadamente, não gastei, nestes dias, uma linha que fosse a brandir contra os moinhos de vento da harmonização do ECD à lei geral da Função Pública (o que não significa que no futuro e existindo maioria socialista - cruzes canhoto - tal não venha a ser seriamente tentado, porque o PS é definitivamente o partido anti-professores), consubstanciados na encenação do assim chamado “Projecto de Alteração ao ECD" de 15 de Março, porque a ameaça não era credível, nem no tempo, nem no modo.
Como ainda ontem foi confirmado, quartel de Abrantes e tudo não passou de uma encenação, cujas finalidades são por demais evidentes, de tal modo que alguns protagonistas não contiveram o impulso de as propalar imediatamente, sob a forma de gesta heróica da resistência sindical que, de uma penada, garantiu:
- a imprescindibilidade de se ter assinado o Acordo de Princípios para agora se poder ser credível na contestação (não percebi a associação, mas talvez queira significar que favor com favor se paga);
- a criação de condições para se continuar a negociar, a negociar e a negociar indefinidamente, porque é disto que se alimenta a vida sindical, enquanto no quotidiano escolar os professores estão fartos de ataques, de mudanças permanentes de tudo e de nada, antecipam as suas reformas, falta-lhes a alegria e o espírito de cooperação, assim como deixaram de se rever no clima das escolas e de ter paciência para aturar pequenos tiranetes, tantas vezes desqualificados técnica, científica e moralmente;
- a importância de se preservar o que já está conquistado no ECD, agitando-se ataques mais graves para acomodar as cedências anteriores.
No essencial, estamos perante um golpe de teatro, baseado num guião demasiado previsível que não garantiu, nem suspense, nem empolgamento, porque todos os protagonistas desta encenação estão interessados em vender um Acordo que muito poucos professores compraram (apaziguando um mal-estar e uma revolta latentes) e em promover uma imagem de abertura negocial (o ME) e um processo negocial (os sindicatos) em que os professores não acreditam verdadeiramente, porque se limita à negociação de lana caprina, uma vez que em relação às reivindicações centrais dos professores os sindicatos já capitularam em Janeiro.
Um final assim tão rápido e tão feliz para questões tão sérias só pode ser argumento de uma qualquer opereta bufa. Tretas, tretas, tretas… que só a revelação futura de um qualquer encontro fortuito no Chiado ou de uma qualquer reunião secreta no ISCTE (o disfarce terá incluído moto e capacete?) explicará cabalmente.
Da próxima vez, procurem ser mais convincentes e não vale a pena quererem refazer a história de uma entrada de leão e saída de sandeiro (em Janeiro), com uma entrada e saída simultâneas de leão que apenas acontecem no circo e não em processos negociais.
A não ser assim, então o filme ainda é mais grave, pois traduz um ME de cabeça perdida, entregue a personagens de um amadorismo confrangedor e destituídos de qualquer sentido estratégico. Mas, não me cheira!...
Por mais mise en scènes e por mais manobras de diversão que ME e sindicatos (FENPROF e FNE) ensaiem, há uma verdade lapidar que os persegue e contra a qual a história aconselha ser ocupação inglória agitar fantasmas tenebrosos, inevitabilidades ou convicções circunstanciais: ninguém constrói nada de convincente e duradouro em cima de farsas, injustiças, processos faz de conta ou incoerências, além de que a transigência face a princípios e a reivindicações justas, em nome de uma capitulação juvenil ao charme, é um rabo de fogo que, mais cedo ou mais tarde, consumirá as entranhas daqueles que, tendo a força e a razão do seu lado, cederam inexplicavelmente.
Afirmado isto, e toda a gente sabe do que falo (a farsa de um ciclo de avaliação promovida a coisa séria e válida para efeitos de progressão e concursos, uma exigência de suspensão miraculosamente convertida em aceitação, o sempre aviltante castigo dos que tinham a razão e a decência do seu lado por contraposição à recompensa dos seguidistas ou oportunistas, um sistema de quotas que nem por cima dos seus cadáveres seria aceite, um modelo de avaliação que, num golpe de mágica, passa de rejeitado/enjeitado a legitimado e credível, numa lista quase interminável de outras enormidades que farão a história da firmeza da luta sindical), concentremo-nos, então, no filme que prometia um arraso de tsunami, mas, cuja produção foi, entretanto, abortada.
Propositadamente, não gastei, nestes dias, uma linha que fosse a brandir contra os moinhos de vento da harmonização do ECD à lei geral da Função Pública (o que não significa que no futuro e existindo maioria socialista - cruzes canhoto - tal não venha a ser seriamente tentado, porque o PS é definitivamente o partido anti-professores), consubstanciados na encenação do assim chamado “Projecto de Alteração ao ECD" de 15 de Março, porque a ameaça não era credível, nem no tempo, nem no modo.
Como ainda ontem foi confirmado, quartel de Abrantes e tudo não passou de uma encenação, cujas finalidades são por demais evidentes, de tal modo que alguns protagonistas não contiveram o impulso de as propalar imediatamente, sob a forma de gesta heróica da resistência sindical que, de uma penada, garantiu:
- a imprescindibilidade de se ter assinado o Acordo de Princípios para agora se poder ser credível na contestação (não percebi a associação, mas talvez queira significar que favor com favor se paga);
- a criação de condições para se continuar a negociar, a negociar e a negociar indefinidamente, porque é disto que se alimenta a vida sindical, enquanto no quotidiano escolar os professores estão fartos de ataques, de mudanças permanentes de tudo e de nada, antecipam as suas reformas, falta-lhes a alegria e o espírito de cooperação, assim como deixaram de se rever no clima das escolas e de ter paciência para aturar pequenos tiranetes, tantas vezes desqualificados técnica, científica e moralmente;
- a importância de se preservar o que já está conquistado no ECD, agitando-se ataques mais graves para acomodar as cedências anteriores.
No essencial, estamos perante um golpe de teatro, baseado num guião demasiado previsível que não garantiu, nem suspense, nem empolgamento, porque todos os protagonistas desta encenação estão interessados em vender um Acordo que muito poucos professores compraram (apaziguando um mal-estar e uma revolta latentes) e em promover uma imagem de abertura negocial (o ME) e um processo negocial (os sindicatos) em que os professores não acreditam verdadeiramente, porque se limita à negociação de lana caprina, uma vez que em relação às reivindicações centrais dos professores os sindicatos já capitularam em Janeiro.
Um final assim tão rápido e tão feliz para questões tão sérias só pode ser argumento de uma qualquer opereta bufa. Tretas, tretas, tretas… que só a revelação futura de um qualquer encontro fortuito no Chiado ou de uma qualquer reunião secreta no ISCTE (o disfarce terá incluído moto e capacete?) explicará cabalmente.
Da próxima vez, procurem ser mais convincentes e não vale a pena quererem refazer a história de uma entrada de leão e saída de sandeiro (em Janeiro), com uma entrada e saída simultâneas de leão que apenas acontecem no circo e não em processos negociais.
A não ser assim, então o filme ainda é mais grave, pois traduz um ME de cabeça perdida, entregue a personagens de um amadorismo confrangedor e destituídos de qualquer sentido estratégico. Mas, não me cheira!...
Encornanço como instituição nacional?
Desde o famoso desabado de Granadeiro, assumindo-se “encornado” no negócio falhado PT/TVI, que o número de enganados nos mais diversos domínios não pára de aumentar.
Depois dos tristes casos de Mirandela (a propósito, para quando o relatório “conclusivo” do pedido pelo ME, via DREN?) e de Fitares, cujos dirigentes foram os últimos a saber (vulgo “encornados”), surge mais um caso de uma aluna de 10 anos (sim, 10 anos!) que agrediu, à dentada, uma professora.
Em notícia passada na RTP foi referido que a respectiva menina não estava “sinalizada” pela respectiva Escola. Nem por qualquer das entidades (ir)responsáveis neste domínio. Certamente, e tal como nos casos anteriores, nunca ninguém viu nem se apercebeu de nada de particularmente estranho no comportamento da mocinha... Tudo perfeitamente normal... Não será, pois de admirar novos “encornados”...
Razão tinha não só Manuel Pinho, que não foi compreendido nem valorizado devidamente, como também o “reactivado” Conselho Nacional da Cultura ao criar uma nova secção: nada menos que a tauromaquia!
Manuel Salgueiro
Depois dos tristes casos de Mirandela (a propósito, para quando o relatório “conclusivo” do pedido pelo ME, via DREN?) e de Fitares, cujos dirigentes foram os últimos a saber (vulgo “encornados”), surge mais um caso de uma aluna de 10 anos (sim, 10 anos!) que agrediu, à dentada, uma professora.
Em notícia passada na RTP foi referido que a respectiva menina não estava “sinalizada” pela respectiva Escola. Nem por qualquer das entidades (ir)responsáveis neste domínio. Certamente, e tal como nos casos anteriores, nunca ninguém viu nem se apercebeu de nada de particularmente estranho no comportamento da mocinha... Tudo perfeitamente normal... Não será, pois de admirar novos “encornados”...
Razão tinha não só Manuel Pinho, que não foi compreendido nem valorizado devidamente, como também o “reactivado” Conselho Nacional da Cultura ao criar uma nova secção: nada menos que a tauromaquia!
Manuel Salgueiro
Quinta-feira, 18 de Março de 2010
Diz que é uma espécie de hetero-investigação
Ler mais aqui...O país e as instituições do Estado estão a pagar um preço demasiado elevado pela infeliz circunstância de muitos portugueses aquiescerem, com as suas opções ou omissões, a que vários lugares de relevo político ou económico andem tão indecentemente frequentados.
Todavia, o meu profundo respeito e admiração por aqueles que no sistema judicial e na PJ fazem o seu trabalho de forma corajosa, impoluta e imune a pressões, esteja envolvido quem esteja e doa a quem doer.
"Trocas-te" nos números
Daqui...Errata aplicável aos programas de governo do PS de Sócrates:
Onde se lê "criar mais emprego" deve ler-se "criar mais desemprego".
Quarta-feira, 17 de Março de 2010
Parece que és bruxo...
... ou como Manuel Pinho foi premonitório ao antecipar que a vida pública portuguesa se viria a tornar numa tourada de encornados: nos negócios, na política e no sindicalismo docente.
Um homem de gestos visionários que o país não soube ler e valorizar devidamente.
Um homem de gestos visionários que o país não soube ler e valorizar devidamente.
Falta de senso dos responsáveis e crise de autoridade dos professores na escola
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In Público, 17/03/2010
Obrigado, La Salette
Hoje, começa a ficar claro para muita gente que estamos confrontados com uma política educativa e com actores que são a parte substantiva dos problemas que afectam a escola pública e que é necessário combater.
O posicionamento lúcido e corajoso de Santana Castilho contrasta, quer com a mediocridade, a cegueira e o cinismo dos responsáveis referenciados, quer com os porta-vozes do conselho de escolas e do "eduquês", comprometidos até ao pescoço com este paradigma de escola pública, que os leva a produzir declarações públicas ridículas, equivocadas, insensatas e auto-justificativas da sua existência institucional (a atingir o fim do prazo de validade), os quais, regra geral, procuram preservar quem deveria ser responsabilizado.
Um abraço para Santana Castilho, o pensador da escola pública que vê muito para além da fumaça e do nevoeiro da propaganda, da mediocridade e dos fogos de palha mediáticos.
Com sorrisos e bolos...
A propósito desta inacreditável declaração de Mário Nogueira, pois traduz a confissão de que foram enganados pelos sorrisos, embora sempre suspeitasse que a decisão de assinar o Acordo de Princípios não passou do resultado de um exercício de sedução ou, talvez mesmo, de sugestão!
«Os sorrisos da ministra já não nos enganam»
Mário Nogueira, dirigente da Federação Nacional de Professores (Fenprof) assume a ruptura total com Isabel Alçada, depois de ter recebido do Ministério da Educação uma proposta de Estatuto da Carreira Docente com aspectos «que nunca foram alvo de negociação».
Margarida Davim, Sol
Aí está a finalidade da criação da figura dos directores de escolas: proporcionar pasto aos "boys" partidários
ler mais aqui...Se alguém ainda tinha dúvidas sobre a verdadeira intencionalidade que presidiu à imposição do novo modelo de gestão às escolas e que está por detrás da crescente autonomia das escolas, estes aproveitamentos e favorecimentos que ocorrem em teias partidárias são absolutamente esclarecedores.
A mobilidade social e a empregabilidade, entre nós, não são garantidas pela formação escolar, mas pelas ligações partidárias ou familiares.
Tudo isto traduz entorses na formação moral e de cidadania dos protagonistas destes fretes, porque nada impede que não se deva optar por fazer concursos públicos transparentes que permitam a selecção daqueles que reúnem as melhores condições curriculares para os lugares.
A cunha e o compadrio, em Portugal, não são compatíveis com medidas de gestão e organização administrativa que até podem funcionar em outros países, mas que entre nós corroem a decência da vida social e a credibilidade das instituições.
Uma vergonha!
O problema não são as "pernas" dos professores, mas as "cabeças" dos seus representantes sindicais
A ingenuidade, a injustificada confiança em Sócrates e a traição às reivindicações dos professores pagam-se caro.
Confrontados com um modelo de avaliação que rejeitam, com um modelo de gestão em que não se revêem e com um sistema de quotas que não aceitam, os professores são agora atacados (esperavam o quê de Sócrates?...) em áreas como os concursos, a mobilidade ou a natureza das ligações jurídicas às escolas/agrupamentos.
Todavia, a questão que se coloca é a seguinte: "descer à rua" para voltar a passar, pela terceira vez, um cheque em branco a estes representantes sindicais?
A propaganda em versão comédia
Já nem a propaganda e o regresso aos anúncios virtuais evitam a comédia em que se converteu a gorvernação Sócrates.
Sócrates, o construtor de barragens (cuja construção já foi anunciada vezes sem conta), como não tem vergonha na cara, vem agora prometer 121 mil empregos, depois de ter falhado rotundamente a promessa de criar 150 mil empregos, na legislatura anterior (deixando um registo histórico de desempregados). Já ninguém leva a sério estas encenações, nem mesmo o "speaker" de serviço.
O que veio a seguir foi a comédia pura:
"Speaker" anuncia primeiro-ministro como "José Trocas-te"
Na apresentação da Estratégia Nacional para a Energia, que decorreu hoje no no Pavilhão de Portugal, o "speaker" apresentou o primeiro-ministro como "José Trocas-te".
Sócrates, o construtor de barragens (cuja construção já foi anunciada vezes sem conta), como não tem vergonha na cara, vem agora prometer 121 mil empregos, depois de ter falhado rotundamente a promessa de criar 150 mil empregos, na legislatura anterior (deixando um registo histórico de desempregados). Já ninguém leva a sério estas encenações, nem mesmo o "speaker" de serviço.
O que veio a seguir foi a comédia pura:
"Speaker" anuncia primeiro-ministro como "José Trocas-te"
Na apresentação da Estratégia Nacional para a Energia, que decorreu hoje no no Pavilhão de Portugal, o "speaker" apresentou o primeiro-ministro como "José Trocas-te".
Terça-feira, 16 de Março de 2010
Que ECD é este?
Perguntas ingénuas de um "radical" que não engoliu o Acordo de Princípios:
- a revisão do ECD não tinha sido já objecto de um acordo entre ME e sindicatos?
- os sindicatos, em Janeiro, e o ME, em Março, andam a brincar com os professores?
Projecto de ECD
- a revisão do ECD não tinha sido já objecto de um acordo entre ME e sindicatos?
- os sindicatos, em Janeiro, e o ME, em Março, andam a brincar com os professores?
Projecto de ECD
Esvaziaram a autoridade das bestas de Maria de Lurdes Rodrigues
Embora multifactorial, o problema da violência escolar agravou-se dramaticamente devido às condições de facilitismo e de atenuação excessiva da disciplina e da responsabilização que pautam as relações pedagógicas e escolares em geral, mas também em consequência dos mecanismos que conduziram à erosão progressiva da autoridade dos professores perante os alunos, os encarregados de educação e a sociedade em geral.
Para este último efeito, contribuíram, sobremaneira, três ordens de factores:
- o ataque político de Maria de Lurdes Rodrigues e acólitos à reputação pública, à respeitabilidade e à competência dos professores, como estratégia para reinar e para submeter as escolas a lógicas propagandísticas e à fabricação de estatísticas de sucesso;
- a alteração das rotinas e das funções escolares dos professores, sobrecarregando-os com tarefas burocráticas inúteis e contraproducentes ou reduzindo muito do seu trabalho a actividades de guarda, ocupação e animação dos tempos livres dos alunos, o que contribuiu, quer para uma menor disponibilidade dos professores para o acompanhamento dos alunos, quer para uma diluição da especificidade e da dignidade da aula, por comparação com outros tempos e actividades;
- as dependências e vassalagens que o modelo de avaliação e a nova gestão escolar introduziram nas escolas, ao hipotecarem uma parte significativa da autonomia pedagógica e da liberdade de actuação dos professores à vontade, quantas vezes inconsistente e desprezível, de pequenos tiranetes.
Para este último efeito, contribuíram, sobremaneira, três ordens de factores:
- o ataque político de Maria de Lurdes Rodrigues e acólitos à reputação pública, à respeitabilidade e à competência dos professores, como estratégia para reinar e para submeter as escolas a lógicas propagandísticas e à fabricação de estatísticas de sucesso;
- a alteração das rotinas e das funções escolares dos professores, sobrecarregando-os com tarefas burocráticas inúteis e contraproducentes ou reduzindo muito do seu trabalho a actividades de guarda, ocupação e animação dos tempos livres dos alunos, o que contribuiu, quer para uma menor disponibilidade dos professores para o acompanhamento dos alunos, quer para uma diluição da especificidade e da dignidade da aula, por comparação com outros tempos e actividades;
- as dependências e vassalagens que o modelo de avaliação e a nova gestão escolar introduziram nas escolas, ao hipotecarem uma parte significativa da autonomia pedagógica e da liberdade de actuação dos professores à vontade, quantas vezes inconsistente e desprezível, de pequenos tiranetes.
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In Público, 16/03/2010
Obrigado, La Salette
O estalinismo do PS está Vitalino e recomenda-se
A única diferença que é possível enxergar entre a chamada "lei da rolha" (a que os condescendentes com as mentiras e com os envolvimentos mal explicados de Sócrates em situações nada recomendáveis pretendem reduzir o congresso do PSD) e as sanções disciplinares do Estatuto do PS, resume-se a um "estalinismo" de 60 dias (antes de actos eleitorais) no PSD e a um "estalinismo" permanente no PS (ao não especificar qualquer balizamento temporal para a sua aplicação, deduz-se que se aplique em permanência).
A forma como a rolha serve a alguns, como Constança Cunha e Sá (deve ter sido promovida na actual TVI), para tapar a domesticação da TVI (o Freeport parece que tem desenvolvimentos importantes, mas não passam na estação...) e para agravar a miopia em ver alternativas a Sócrates, denota bem a baixa exigência desta senhora consigo própria. Satisfaz-se com o que tem e que é tão deprimente.
Talvez um dos seguros de vida que Sócrates tem, neste momento, se chame TVI e Constança Cunha e Sá.
Dos Estatutos do PS:
«Artigo 94º
(Das sanções disciplinares)
1. Os membros do Partido estão sujeitos à disciplina partidária, podendo ser-lhes aplicadas as seguintes sanções:
a. Advertência;
b. Censura;
c. Suspensão até um ano;
d. Expulsão.
2. Três advertências equivalem automaticamente a uma pena de suspensão de três meses.
3. A Comissão Nacional de Jurisdição pode converter em pena de expulsão a terceira ou subsequentes penas de suspensão, para o que o processo lhe é obrigatoriamente remetido com os necessários elementos de instrução.
4. Fora do caso previsto no número anterior, a pena de expulsão só pode ser aplicada por falta grave, nomeadamente o desrespeito aos princípios programáticos e à linha política do Partido, a inobservância dos Estatutos e Regulamentos e das decisões dos seus órgãos, a violação de compromissos assumidos e em geral a conduta que acarrete sério prejuízo ao prestígio e ao bom nome do Partido.
5. Considera-se igualmente falta grave a que consiste em integrar ou apoiar expressamente listas contrárias à orientação definida pelos órgãos competentes do Partido, inclusivé nos actos eleitorais em que o PS não se faça representar.»
A forma como a rolha serve a alguns, como Constança Cunha e Sá (deve ter sido promovida na actual TVI), para tapar a domesticação da TVI (o Freeport parece que tem desenvolvimentos importantes, mas não passam na estação...) e para agravar a miopia em ver alternativas a Sócrates, denota bem a baixa exigência desta senhora consigo própria. Satisfaz-se com o que tem e que é tão deprimente.
Talvez um dos seguros de vida que Sócrates tem, neste momento, se chame TVI e Constança Cunha e Sá.
Dos Estatutos do PS:
«Artigo 94º
(Das sanções disciplinares)
1. Os membros do Partido estão sujeitos à disciplina partidária, podendo ser-lhes aplicadas as seguintes sanções:
a. Advertência;
b. Censura;
c. Suspensão até um ano;
d. Expulsão.
2. Três advertências equivalem automaticamente a uma pena de suspensão de três meses.
3. A Comissão Nacional de Jurisdição pode converter em pena de expulsão a terceira ou subsequentes penas de suspensão, para o que o processo lhe é obrigatoriamente remetido com os necessários elementos de instrução.
4. Fora do caso previsto no número anterior, a pena de expulsão só pode ser aplicada por falta grave, nomeadamente o desrespeito aos princípios programáticos e à linha política do Partido, a inobservância dos Estatutos e Regulamentos e das decisões dos seus órgãos, a violação de compromissos assumidos e em geral a conduta que acarrete sério prejuízo ao prestígio e ao bom nome do Partido.
5. Considera-se igualmente falta grave a que consiste em integrar ou apoiar expressamente listas contrárias à orientação definida pelos órgãos competentes do Partido, inclusivé nos actos eleitorais em que o PS não se faça representar.»
Money for the "boys"
Esta ainda não é a versão de Teixeira dos Santos, porque essa está a ser ultimada algures numa casa-de-banho do ministério das Finanças.
Enquantos os gregos protestam nas ruas, os portugueses das classes média e média alta enfiam o garrote e apertam-no até ao sufoco para que a rapaziada do PS continue a medrar. Até os sindicalistas apoiam o mais do que certo candidato presidencial de Sócrates.
Já que, em Portugal, o clima é de festa e de loas a mentirosos e desacreditados, siga a música:
Enquantos os gregos protestam nas ruas, os portugueses das classes média e média alta enfiam o garrote e apertam-no até ao sufoco para que a rapaziada do PS continue a medrar. Até os sindicalistas apoiam o mais do que certo candidato presidencial de Sócrates.
Já que, em Portugal, o clima é de festa e de loas a mentirosos e desacreditados, siga a música:
Eis um PEC que vale a pena
Segunda-feira, 15 de Março de 2010
Tudo aponta para que a expectativa de encerramento iminente deste caso tenha sido demasiado Cândida
Como habitualmente acontece, na justiça portuguesa, as investigações parecem não bater certo com determinadas declarações. Que o diga Cândida Almeida.
Embora não tenha nenhuma confiança na coragem da justiça portuguesa para investigar Sócrates, confesso alimentar uma perplexidade e uma expectativa:
- que motivação levou Cândida Almeida a proferir afirmações públicas extemporâneas que apontavam para o fim iminente do processo Freeport e que ilibavam Sócrates de qualquer envolvimento neste caso?
- tendo em conta a gravidade das acusações feitas por Manuela Moura Guedes à PJ e a uma das suas investigadoras, fico à espera do processo judicial contra a jornalista e dos resultados do mesmo.
Entretanto, mesmo sem Jornal Nacional de Sexta, a blogosfera e o jornalismo independente ficarão vigilantes quanto ao curso e à transparência das investigações no caso Freeport.
Embora não tenha nenhuma confiança na coragem da justiça portuguesa para investigar Sócrates, confesso alimentar uma perplexidade e uma expectativa:
- que motivação levou Cândida Almeida a proferir afirmações públicas extemporâneas que apontavam para o fim iminente do processo Freeport e que ilibavam Sócrates de qualquer envolvimento neste caso?
- tendo em conta a gravidade das acusações feitas por Manuela Moura Guedes à PJ e a uma das suas investigadoras, fico à espera do processo judicial contra a jornalista e dos resultados do mesmo.
Entretanto, mesmo sem Jornal Nacional de Sexta, a blogosfera e o jornalismo independente ficarão vigilantes quanto ao curso e à transparência das investigações no caso Freeport.
Mais um que foi para o maneta
ler mais aqui...No governo de um qualquer país ocidental e democrático, este sujeito há muito que tinha deixado de reunir condições pessoais e políticas objectivas para ser primeiro-ministro.
Por uma única incidência fiscal e incomparavelmente mais irrisória que qualquer um dos casos que envolvem Sócrates, António Vitorino demitiu-se do governo, mas a ética republicana dos socialistas não é propriamente uma coisa muito bem distribuída.
Aguardam-se mais desenvolvimentos...
O PS lança Canas e acaba a apanhar foguetes
Na sequência da infeliz decisão dos militantes do PSD de silenciarem as críticas públicas às linhas de orientação estratégica da direcção partidária num período de 60 dias antes de um acto eleitoral, influenciados por um Santana Lopes que necessita, urgentemente, de ultrapassar os traumas e as fixações da sua infância política, o PS lançou Vitalino Canas (já saudoso) a fazer acusações de estalinismo e de asfixia democrática à norma aprovada no congresso do PSD, como jogada desesperada para desviar as atenções de uma tentativa (felizmente, falhada) de domesticação pró-socrática da comunicação social - a grande rolha socrática.
O libelo acusatório de Canas era já de si caricato, pois remetia para uma espécie de roto que procura passar disfarçado ao apontar o dedo ao remendado.
Mas, acontece que o próprio PS tem nos seus estatutos algo muito semelhante à rolha laranja (como o PCP e o CDS/PP também têm), a que falta apenas o pormenor das balizas temporais. Como tal, o PS lançou precipitadamente Canas, mas também possui os seus foguetes a rebentarem-lhes nas mãos, como a generalidade dos outros partidos.
Passar a ideia de que no PS se respira liberdade de expressão e de contestação à linha estratégica definida por Sócrates, sem que tal signifique sanções/penalizações políticas reais - perdas de lugares de deputado, ostracização política ou exílios (mesmo que dourados), corresponde a um acto falhado da mesma dimensão psicanalítica que as regressões onírico-políticas de Santana. São conhecidas as reacções de Lello e quejandos às dissidências de Manuel Alegre, a penalização fáctica a que foram sujeitos os deputados que votaram a favor da suspensão do modelo de avaliação do desempenho dos professores - não integrando as listas do PS às legislativas de 2009, o carreirismo que Sócrates imprimiu ao partido, o exílio de João Cravinho, etc.
Evidentemente que a lealdade e a solidariedade políticas em momento de combate eleitoral (não apenas Cavaco Silva, Pacheco Pereira, Manuela Ferreira Leite ou Luís Filipe Menezes, mas também Passos Coelho na campanha para as europeias em relação a Paulo Rangel) são valores a cultivar nos partidos, sobretudo não fazendo em momentos eleitorais o jogo dos adversários políticos, mas isto, obviamente, não pode ser conseguido à custa da liberdade de opinião e expressão, ou seja, à bomba.
O libelo acusatório de Canas era já de si caricato, pois remetia para uma espécie de roto que procura passar disfarçado ao apontar o dedo ao remendado.
Mas, acontece que o próprio PS tem nos seus estatutos algo muito semelhante à rolha laranja (como o PCP e o CDS/PP também têm), a que falta apenas o pormenor das balizas temporais. Como tal, o PS lançou precipitadamente Canas, mas também possui os seus foguetes a rebentarem-lhes nas mãos, como a generalidade dos outros partidos.
Passar a ideia de que no PS se respira liberdade de expressão e de contestação à linha estratégica definida por Sócrates, sem que tal signifique sanções/penalizações políticas reais - perdas de lugares de deputado, ostracização política ou exílios (mesmo que dourados), corresponde a um acto falhado da mesma dimensão psicanalítica que as regressões onírico-políticas de Santana. São conhecidas as reacções de Lello e quejandos às dissidências de Manuel Alegre, a penalização fáctica a que foram sujeitos os deputados que votaram a favor da suspensão do modelo de avaliação do desempenho dos professores - não integrando as listas do PS às legislativas de 2009, o carreirismo que Sócrates imprimiu ao partido, o exílio de João Cravinho, etc.
Evidentemente que a lealdade e a solidariedade políticas em momento de combate eleitoral (não apenas Cavaco Silva, Pacheco Pereira, Manuela Ferreira Leite ou Luís Filipe Menezes, mas também Passos Coelho na campanha para as europeias em relação a Paulo Rangel) são valores a cultivar nos partidos, sobretudo não fazendo em momentos eleitorais o jogo dos adversários políticos, mas isto, obviamente, não pode ser conseguido à custa da liberdade de opinião e expressão, ou seja, à bomba.
Vocês têm que fazer qualquer coisa
"Vocês têm que fazer qualquer coisa"... foi parte do desabafo sofrido do pai do nosso colega Luís que se suicidou no passado mês de Fevereiro, pelo facto de já não aguentar a pressão de uma escola pública folclórica e laxista, em que o sentido de respeito, de disciplina e de exigência se perderam.
De facto, não podemos pactuar mais com a destruição do ambiente escolar propício à educação, à formação e ao ensino rigorosos das crianças e dos jovens, feita em nome de políticas educativas erradas, de golpes de propaganda e de projectos ridículos de vaidade pessoal de um "one man show".
O texto "Memórias esparsas do Luís", escrito pelo colega Paulo Ambrósio, é de leitura obrigatória.
De facto, não podemos pactuar mais com a destruição do ambiente escolar propício à educação, à formação e ao ensino rigorosos das crianças e dos jovens, feita em nome de políticas educativas erradas, de golpes de propaganda e de projectos ridículos de vaidade pessoal de um "one man show".
O texto "Memórias esparsas do Luís", escrito pelo colega Paulo Ambrósio, é de leitura obrigatória.
Domingo, 14 de Março de 2010
Youssef Mantir Ôzo
O semblante apiedado, introvertido e profundamente intimista de Sócrates, na sua visita à Mesquita de Lisboa, quem sabe não poderá deixar antever a possibilidade de uma eventual conversão ao islamismo no pós abandono da política activa.
FreePó ou Free?NemPó
Ler na edição do jornal CM (14-03-2010)
Ninguém percebe as hesitações e os salamaleques dos investigadores perante a decisão de investigar Sócrates, até porque não devem existir obstáculos ou constrangimentos ao apuramento total da verdade, além de que investigar não significa necessariamente culpabilizar ou condenar, podendo até constituir o fundamento para suportar o não envolvimento de Sócrates.
Aliás, devia ser o próprio Sócrates a exigir que se investigasse tudo até ao fim, para que não restassem dúvidas a ninguém sobre o seu envolvimento ou não envolvimento no caso.
Será inadmissível que se possam deixar alçapões na investigação ao caso Freeport apenas por razões de sensibilidade ou melindre político, porque não pode haver cidadãos de primeira e cidadãos de segunda para a justiça. Não pode haver intocáveis.
A serem verdade estas hesitações e estas possibilidades de investigação, resultam absolutamente extemporâneas e incompreensíveis as declarações recentes de Cândida Almeida, a qual vaticinou que o caso estaria concluído em finais de Março e Sócrates não estaria implicado.
Será que alguns investigadores estão a ser sensíveis ao pedido de "piedade" de Sócrates, na versão "não batam mais no Zézinho"?
Só não vê quem não quer ver
In Expresso, 13/03/2010
“O pior cego é o que não quer ver”, José Saramago, em “Ensaio sobre a cegueira”
De acordo com a responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança Escolar, Paula Peneda, o número de agressões em / nas salas de aulas está a aumentar, tal como aumentaram as injúrias contra professores. Como razão principal esta responsável aponta o fim dos chamados “furos” e a implementação das aulas de substituição, uma das bandeiras do governo anterior (cujo líder é o mesmo do governo actual) em matéria de Educação. Ainda de acordo com esta responsável, estes problemas agudizar-se-ão com o alargamento da escolaridade obrigatória ao 12.º ano; perante a pergunta “O alargamento até ao 12.º ano vai então trazer mais problemas?”, a resposta é clara: “Vai com certeza”. Estas declarações foram feitas ao jornal “Expresso” de Sábado passado (13 de Março de 2010).
Quem passou por qualquer Escola do "antigamente", e não é preciso ter memória de elefante para se lembrar, sabe que nunca veio mal algum ao mundo, nem foi por causa dos “furos” e dos “feriados” que os meninos e as meninas ficaram menos preparados para aprenderem, para o sucesso escolar e afins. Muito menos traumatizados... Antes pelo contrário, havia até algum efeito terapêutico, de algum alívio da pressão, de descompressão e momentos de felicidade quando tal acontecia.
Quando se discutem alterações / reformas para os próximos tempos em termos do que se pretende para a Educação e até pela actualidade do fenómeno real da violência escolar, talvez fosse uma ideia o Ministério ouvir o que pensa quem anda no terreno acerca destas “ocupações”. Quem já fez substituições (a grande maioria dos professores) certamente não deixaria de exprimir o que pensa e, até, de apresentar sugestões. Por que não, por exemplo, um simples inquérito “online” como ponto de partida?
Manuel Salgueiro
De acordo com a responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança Escolar, Paula Peneda, o número de agressões em / nas salas de aulas está a aumentar, tal como aumentaram as injúrias contra professores. Como razão principal esta responsável aponta o fim dos chamados “furos” e a implementação das aulas de substituição, uma das bandeiras do governo anterior (cujo líder é o mesmo do governo actual) em matéria de Educação. Ainda de acordo com esta responsável, estes problemas agudizar-se-ão com o alargamento da escolaridade obrigatória ao 12.º ano; perante a pergunta “O alargamento até ao 12.º ano vai então trazer mais problemas?”, a resposta é clara: “Vai com certeza”. Estas declarações foram feitas ao jornal “Expresso” de Sábado passado (13 de Março de 2010).
Quem passou por qualquer Escola do "antigamente", e não é preciso ter memória de elefante para se lembrar, sabe que nunca veio mal algum ao mundo, nem foi por causa dos “furos” e dos “feriados” que os meninos e as meninas ficaram menos preparados para aprenderem, para o sucesso escolar e afins. Muito menos traumatizados... Antes pelo contrário, havia até algum efeito terapêutico, de algum alívio da pressão, de descompressão e momentos de felicidade quando tal acontecia.
Quando se discutem alterações / reformas para os próximos tempos em termos do que se pretende para a Educação e até pela actualidade do fenómeno real da violência escolar, talvez fosse uma ideia o Ministério ouvir o que pensa quem anda no terreno acerca destas “ocupações”. Quem já fez substituições (a grande maioria dos professores) certamente não deixaria de exprimir o que pensa e, até, de apresentar sugestões. Por que não, por exemplo, um simples inquérito “online” como ponto de partida?
Manuel Salgueiro
Sábado, 13 de Março de 2010
Frases do dia
"Sócrates mente tanto que até se chega a esquecer que está a mentir"
Marcelo Rebelo de Sousa
"Portugal precisa de uma verdadeira des-socratização"
Paulo Rangel
Marcelo Rebelo de Sousa
"Portugal precisa de uma verdadeira des-socratização"
Paulo Rangel
Afinal havia outros casos
Como seria, infelizmente, de esperar, há mais casos de “bullying” na Escola de Fitares, Sintra, onde leccionava o professor que em Fevereiro se suicidou, sendo o último caso grave o de uma professora que foi empurrada e por alunos e “brindada” com um traumatismo craniano (ler aqui...).
Curiosamente, o Ministério da Educação não “dá dados sobre eventuais casos de violência na escola de Fitares” (ler aqui...).
O mais provável é nunca ter havido violência na dita Escola, mas alguma coisa aqui não está bem. Como explicar que, subitamente e por geração espontânea, se tenha instalado um microclima de violência na Escola? Ou há aqui alguém que andou/anda a faltar à verdade?
Tudo isto parece, no mínimo, muito estranho...
Manuel Salgueiro
Curiosamente, o Ministério da Educação não “dá dados sobre eventuais casos de violência na escola de Fitares” (ler aqui...).
O mais provável é nunca ter havido violência na dita Escola, mas alguma coisa aqui não está bem. Como explicar que, subitamente e por geração espontânea, se tenha instalado um microclima de violência na Escola? Ou há aqui alguém que andou/anda a faltar à verdade?
Tudo isto parece, no mínimo, muito estranho...
Manuel Salgueiro
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