Um murro de Santana Castilho na consciência de Passos Coelho e da elite política "laranja" (18-01-2012): As "natas"

Sábado, 31 de Julho de 2010

É o fim dos chumbos


Para analisar mais logo, a partir da entrevista da ministra da Educação ao Expresso.

Que chatice


Mesmo depois de o PSD se ter mostrado incomodado com a sua subida galopante nas sondagens e ter sentido a necessidade de vir a terreiro dar um tiro no pé, apresentando, a destempo ("Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro" - Napoleão Bonaparte) e a despropósito, umas ideias desconchavadas e inúteis sobre revisão constitucional...
Mesmo depois do que aparenta ser uma mobilização do Estado socialista e afins para, coincidência das coincidências, fazerem convergir para um mesmo período temporal, exactamente aquele em que Sócrates e o seu (des)governo estavam desorientados e em maiores dificuldades, um conjunto de decisões e de negócios que se traduziram numa espécie de lavagem automática da imagem pública de Sócrates...
...ter a esmagadora maioria dos portugueses a considerar o seu "Deus nosso Senhor" como o político mais impopular é um score lixado e difícil de engolir, sobretudo para alguns frenéticos e alienados que, na blogosfera, se entusiasmaram antes de tempo e ferveram em água morna, mas também para alguns doentes mentais que, nas caixas de comentários de blogues, vão vociferando insultos, intimidações e excitações idiotas (o que, no respeitante a este blogue, é uma pura perda de tempo).

Sexta-feira, 30 de Julho de 2010

Eu Vivo com o rabinho entre as pernas!

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In Público, 29/07/2010

Tudo está dito aqui.
José Aníbal Félix de Carvalho

É tudo uma questão de classe

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In Público, 29/07/2010

Apesar do evidente desconhecimento do correcto processo de organização de um ano lectivo, é na verdade extremamente confrangedor que as ideias megalómanas de quem se julga “absolutamente essencial” resultem em decisões com as implicações familiares de todos bem visíveis. De todos?! Desculpem. Enganei-me! De todos menos daqueles que pavoneiam a sua (pseudo) classe.
José Aníbal Félix de Carvalho

Dúvidas?! Quais dúvidas?!

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In Público, 30/07/2010

Será que alguém ainda tem alguma dúvida sobre este assunto? E, para aqueles mais crédulos, se ainda as tiverem, apenas terão que aguardar mais uns anitos para saber os resultado do que anda para aí também na ordem do dia. Isto, claro, se quem anda a tratar do assunto tiver tempo! Cá para mim vai tudo para a sucata…
José Aníbal Félix de Carvalho

Mais um "ateu" neste País do "deus"

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In Público, 30/07/2010

Com algumas opiniões das quais discordo, não posso, no entanto, deixar passar em claro esta análise da implementação dos mega-agrupamentos. Já são muitas as vozes que se levantam nestes País (uns verdadeiros “hereges”!) face aos desígnios do seu “deus”.
Aquela das 27 perguntas? Uma minudência! Finalmente…
José Aníbal Félix de Carvalho

Festival de Artes de Pombal de Ansiães




Newsletter n.º 1


No meio do escuro, ouve-se uma voz: “SENHORAS E SENHORES, VAI DAR-SE INÍCIO AO ESPECTÁCULO” … O silêncio invade a plateia… a tosse musicada instala-se por entre o público... é a expectativa, a ansiedade... é o início do espectáculo, da paixão, da desconfiança, é o momento do momento! É do nada que a luz rompe a escuridão e uma voz longínqua e abafada chora, ri, e dita as palavras que anunciam um novo FARPA, o Festival de Artes de Pombal de Ansiães que Trás Montes de emoções!
É já entre os próximos dias 31 de Julho e 9 de Agosto que a Associação Recreativa e Cultural de Pombal de Ansiães (ARCPA) programa a décima terceira edição do festival.
As diversas disciplinas artísticas são o mote de um festival que se quer, hoje e amanhã, um manifesto universal e multidisciplinar, contando com cerca de quarenta actividades, entre espectáculos de teatro, concertos de música, exposições, workshops, cinema distribuídos por diversos espaços da Freguesia de Pombal de Ansiães, num ambiente informal e repleto de utopias.
Terminamos esta primeira nota, com as palavras do escritor António Cabral:
Trás-os-Montes de onda alta
De Portugal em vai-e-vem
Aqui termina, é verdade
Mas principia também.
A organização

Caríssimo(as):
Esta é a primeira de muitas newslletters que iremos mandar para vos motivar a fazerem uma visitinha a Pombal de Ansiães, durante o decorrer do Farpa 2010, Festival de Artes de Pombal de Ansiães.
Apareçam.
Abraço
Vitor Lima

O interesse nacional estratégico (ainda) continua Vivo?

Descontando o estilo oportunista, a falsificação/deturpação da realidade, a conduta de emplastro e as aparições forçadamente auto-glorificadoras de Sócrates, que, de resto, já enojam, a consumação expectável do negócio entre a Telefonica e a PT permite fixar as seguintes cinco ilações:
- a narrativa do sucesso do negócio, ridiculamente explorada por Sócrates e pelo seu clone político, Pedro Silva Pereira, está impregnada de uma exacerbação propagandística que visa um objectivo político (para o qual conta com o frete da direcção da PT), ou seja, salvar a face de um primeiro-ministro que fala de forma extemporânea e precipitada sobre aquilo que não sabe ou que é susceptível de fugir ao seu controlo - garantir a presença estratégica da PT na Vivo (não é a mesma coisa ser um gigante numa empresa liderante e pujante nas comunicações móveis ou participar em 24% num aumento de capital de uma empresa ligada às comunicações fixas que, como afirmou Lula, continuará "brasileira da Silva");
- confirma-se, uma vez mais, a ligeireza da retórica socrática do "absolutamente fundamental" (como o era a energia das ondas), do "interesse nacional estratégico" ou do "desígnio nacional" (a mesma leviandade que levou Sócrates a catapultar um modelo de avaliação de professores incompetente e nada sério em desígnio da sua governação), sem que se explicite o conteúdo ou o alcance concreto desses chavões e sem que a realidade traduza ou mantenha esse carácter decisivo - há quinze dias, a Vivo (e não outra qualquer empresa) era-o e, agora, deixou entusiasticamente de o ser;
- a demagogia socrática dos sentimentos anti-espanhóis e da traição à pátria esfumou-se em quinze dias e sucumbiu a escassos milhões de euros - e os espanhóis cantam vitória;
- a maioria dos jornalistas e comentadores económicos evidenciam um acriticismo e uma escassa reflexividade, na forma como reproduzem slogans e papagueiam pretensas verdades pronunciadas, sem qualquer preocupação de desconstrução crítica dos discursos políticos/económicos e de escrutinação dos seus conteúdos. Veja-se, a propósito, como a imputação à utilização da golden share de um lucro de 350 milhões de euros não é uma referência rigorosa, tendo em conta os prazos de pagamento e os dividendos envolvidos;
- em contraposição à Telefonica e à OI, que têm preservado uma imagem de autonomia em relação ao poder político, pelo menos no espaço público e mediático (atente-se na preocupação de Lula em negar a interferência no negócio entre a PT e a OI), a PT cultiva a colagem, a promiscuidade e o beija-mão à governação socrática, assemelhando-se a uma espécie de "empresa do papá", o qual a protege dos maus espanhóis e lhe garante os bons negócios a troco de se prestar a veículo para a propaganda governamental.
Aliás, depois do que nos foi dado observar nestes episódios, será que alguém ainda acredita que a tentativa de negócio PT/TVI (talvez estratégica e "absolutamente essencial" para a instauração, em Portugal, de uma verdade oficial e de uma realidade ex fabula) tenha decorrido sem o conhecimento de Sócrates e do Governo?

Quinta-feira, 29 de Julho de 2010

Selvático neoliberalismo


Aguarda-se uma violentíssima reacção de Sócrates ou do seu clone político, Pedro Silva Pereira, ou, ainda, de Francisco Assis, à reforma laboral do PSOE, indiscutivelmente neoliberal.

Pedimos desculpa por esta interrupção. A justiça segue dentro de momentos.


Quase seis anos e meio depois…  na verdade, é tão poucochinho tempo para fazer seja o que for que não há mesmo tempo para nada!
Nestes tempos de crise, e como sempre, a pesca do mexilhão é a única que dá…
Já não há mesmo pachorra!
José Aníbal Félix de Carvalho

Faça-se uma vaquinha

A crer na notícia, os procuradores do Ministério Público que investigaram (?) o caso “Freeport” não tiveram tempo para ouvir o Primeiro-ministro, embora o quisessem fazer. Recorde-se que Sócrates tinha, na altura do licenciamento desta superfície comercial, responsabilidades no Ministério do ambiente.
Não tiveram tempo!? Isto só pode ser anedota. Além de anedota, é um insulto à inteligência de qualquer mortal! Alguém acredita nesta brincadeira?
Por mim, e tendo em conta que o problema só pode ter sido a gestão do tempo, faça-se uma vaquinha (um peditório ou o que lhe quiserem chamar...) para oferecer um relógio ao ditos senhores. Só poder ter sido por falta de relógio que a “audição” não deve ter sido possível... embora o quisessem fazer!!!
Manuel Salgueiro

Azia

Adivinha-se muita indigestão ácida e esgotamento de stocks de Alka Seltzer (passe a publicidade), ali para os lados de S. Bento e do Largo do Rato.




O milagre da multiplicação das providências cautelares

Depois da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Vidago e da Câmara Municipal de Alenquer, é agora a vez dos professores da Escola Secundária Damião de Goes, em Alenquer, interporem uma providência cautelar contra o ministério da Educação, visando impedir a constituição do megagrupamento que iria fundir esta escola secundária com o Agrupamento de Escolas Pêro de Alenquer.
Um caminho de resistência a prosseguir pelas escolas e pelos professores envolvidos nestas concentrações desastrosas.

Quarta-feira, 28 de Julho de 2010

Boa noite! Hoje, não há frango à Roberto

Como promover um guarda-redes, em tempo de intervalo e sem grande tempo para fazer chichi.
À atenção da nação benfiquista.

A falta que o cheque-bebé faz à escola! Uma maneira diferente de ver a Educação Sexual?



Uma simbiose entre (mais) uma promessa adiada e a onda de burrice que inunda Portugal inteiro pela incompreensão desta ideia vanguardista!
Pode ler aqui uma análise do iluminismo de algibeira de quem nos (des)governa.
José Aníbal Félix de Carvalho

Segurem-me! Que ainda o mato!



Não andem depressa, não! É que dia 1 de Agosto é já no domingo! (Não foi num domingo que se licenciou…?) E olhem que já anda muita gentinha empenhada em ser latifundiário conforme se pode ler aqui.
José Aníbal Félix de Carvalho

Os novos latifundiários


Deixa-me ir rapidinho tomar conta do latifúndio antes que mudem de ideias! Eis os braços tentaculares das políticas absolutamente essenciais e fundamentais desta era que ficará na história da educação deste País como o Período das Trevas.
E esta antecipação está suportada em que legislação? Mais uma providência cautelar em perspectiva? Ainda vamos para o Guiness…
Não haverá por aí um roteirozinho temático que desmistifique e ponha cobro a isto? Ou será pedir muito nesta altura do campeonato?
José Aníbal Félix de Carvalho

A desertificação ou o engodo para papalvos


Continua este (des)governo, depois das Novas Oportunidades, com a sua saga de destruição da escola pública através da Igualdade de Oportunidades. Estranho conceito este, de igualdade, quando integrado nesta ideologia megalómana de quem anda ao arrepio do que é a prática actual em países que até aqui serviam de exemplo nestas coisas da educação, se bem que, mesmo nessa circunstância, exemplo nunca totalmente explicado e sempre desvirtuado de acordo com os interesses do momento para papalvo engolir.
 José Aníbal Félix de Carvalho

Terça-feira, 27 de Julho de 2010

A caminho de um partido religioso?

As últimas intervenções públicas de dirigentes do PS são deveras preocupantes, dando sinais de uma eventual evolução da matriz laica, republicana e socialista para um partido religioso e fundamentalista.
Se é verdade que Almeida Santos já elegeu Sócrates como uma espécie de Incarnação de Deus Nosso Senhor, os porta-vozes do PS e o próprio Sócrates também já adoptaram a sua Bíblia ou o seu Alcorão, ao perspectivarem a Constituição a modos de um texto sagrado, intocável e insusceptível de alterações nos seus artigos sacrossantos do Estado Social.
O problema é que a realidade política concreta e a forma como as pessoas pagam cada vez mais as facturas da educação e da saúde, não podem deixar de nos levar a conceber Sócrates e os dirigentes socialistas como um tipo específico de "católicos não praticantes".

Garganta funda

Uma crónica de leitura obrigatória a propósito daquele episódio em que Sócrates, porventura, reviveu emoções do seu passado académico, quando entregava diplomas das Novas Oportunidades, em Matosinhos, numa encenação que causou grande comoção nacional e levou o país às lágrimas.
Todavia, falar-se de "nó na garganta" é que já me parece, no quadro da fisiologia das emoções, uma resposta inadequada, pois, a rigor, seria mais caso para se apelar à imagética da "garganta funda", ou seja, que está disposta a engolir certificações de futilidades como se fossem reais qualificações.

(...)

Ler AQUI toda a crónica de Alberto Gonçalves, no Diário de Notícias online.

Depois da caldeirada, servem-se os habituais mexilhões

O desfecho do caso Freeport, desde há meses zelosamente anunciado, apenas vem confirmar o triste fado da justiça à portuguesa: quem se lixa é sempre o mexilhão, por inexistência de redes que permitam apanhar o peixe graúdo.
Da próxima, até se torna preferível que não se dêem à maçada de abrir investigações, devendo arquivar-se ab initio qualquer queixa ou denúncia que surja, porque os desenlaces são absolutamente previsíveis, além de que se poupavam recursos ao Estado e não se alimentava a imagem de uma justiça forte com os fracos e medrosa com os fortes.
O que não se aguenta mais é o desplante e a falta de vergonha daqueles que pressionam e condicionam a justiça (recordam-se de Lopes da Mota?) desde o início, alegando perseguições e campanhas negras para se colocarem acima do escrutínio da investigação judicial, ao invés de exigirem investigações completas e de proporcionarem a disponibilidade pessoal, as condições e os meios que permitissem apurar tudo sem subterfúgios, reticências ou sombras.
É absolutamente indigno vir afirmar-se, neste caso, que a justiça ilibou Sócrates, quando a mesma, perante os indícios e as acusações ocorrentes (tanto de familiares de Sócrates, como dos putativos mexilhões acusados), não teve a coragem e a transparência de investigar tudo, como aconteceria se estivessem em causa cidadãos rasos, nas mesmas circunstâncias.

Passos para uma Alternativa: três clarificações que se impunham, no imediato

Mais tarde discutirei a táctica e a estratégia políticas seguidas por Passos Coelho, bem como a minha percepção dos seus resultados e, sobretudo, daquilo que os portugueses e, em particular, os professores, esperam/esperariam do PSD.
No momento, considero da maior relevância que os actuais dirigentes do PSD pudessem clarificar as suas posições relativamente a três problemas que estão e irão estar no centro das controvérsias educativas e, especificamente, no recrudescer da conflitualidade e do mal-estar nas escolas. Refiro-me aos concursos de professores (com a questão da legitimação das classificações obtidas na farsa do 1º ciclo de avaliação acoplada), ao actual e contestado modelo de avaliação que infernizará as escolas a partir de Outubro e à irracionalidade pedagógica dos megagrupamentos.
1. À semelhança de uma garantia dada por Santana Lopes e pela sua ministra da Educação, Maria do Carmo Seabra (que, recorde-se aos mais distraídos, herdou de David Justino uma situação caótica nos concursos, que não apenas solucionou em oito dias, como contratou a empresa que tornou os concursos bem sucedidos e que o PS aproveitou), em 2004, o PSD preservará o concurso nacional de professores (garante da transparência, da igualdade de oportunidades e da colocação preferencial dos melhores) e deslegitimará as diferenciações introduzidas na graduação profissional em consequência de uma avaliação do desempenho destituída de qualquer seriedade?
2. Está o PSD na disposição de deixar cair um modelo de avaliação que os professores rejeitaram em massa e que a partir de Outubro estará de regresso ao quotidiano escolar, colocando professores contra professores, de forma inconsistente e pouco séria, e desviando os professores do investimento nas práticas lectivas e numa exigente preparação dos alunos, substituindo-o por uma imprescindível articulação entre introdução de exames nacionais nos finais de ciclo, avaliação externa e avaliação interna simplificada, centrada no departamento e no grupo disciplinar?
3. Na resposta à reacção demagógica do PS, a propósito da proposta de revisão constitucional avançada pelo PSD, Miguel Relvas, secretário-geral do PSD, contra-atacou a retórica da profissão de fé do socratismo no "estado social" com um argumento que, sensivelmente, pode ser expresso nos seguintes termos: aqueles que dizem defender o "estado social" são os mesmos que estão a desmantelar as escolas e a meter as crianças em carrinhas. Podemos inferir daqui que o PSD defende a política que está a ser seguida em países desenvolvidos da Europa de aposta em escolas de proximidade e de pequena ou média dimensão, opondo-se à opção estúpida pelos megagrupamentos?
Aguardam-se esclarecimentos concludentes.

Sigam-lhe o exemplo

À certeza do grave erro político, organizacional e pedagógico inerente à constituição dos megagrupamentos, acresce a convicção, manifestada por um reputado jurista, do sucesso da via judicial na contestação a esta medida, dada a ilegalidade que parece afectar as decisões de fusão de escolas/agrupamentos.
Assim sendo, os pais, os autarcas e os professores (convém não descurar, além do prejuízo desta medida para os alunos, o impacto que as mesmas terão em termos do surgimento de horários 0) afectados pelos megagrupamentos devem ir além dos protestos mais ou menos inconsequentes e das tomadas de posição de escolas, dando maior visibilidade à contestação e/ou enveredando pelo exemplo da Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de Vidago, que irá avançar com uma providência cautelar.
Convém ter presente que os governos de Sócrates sempre evidenciaram grande coragem política para impor medidas, desde que ninguém as conteste. Se houver oposição às mesmas, seja nas ruas, nos tribunais ou, de preferência, na comunicação social, os ziguezagues e as arrecuas são as respostas governamentais mais expectáveis.

Ave Socrates, morituri te salutant

Almeida Santos, numa entrevista ao Diário Económico, cuja substância e finalidade se restringem a uma mera intenção laudatória, raiando a insensatez da bajulação hiperbólica, não resistiu em vir a terreiro confirmar, por antítese, duas evidências básicas:
- a percepção pelos socialistas da fragilização (irreversível) da credibilidade e da imagem pública de Sócrates, pois só um líder enfraquecido necessita destes encómios públicos;
- quando não há exemplaridade da conduta política, obra e ideias para valorizar (interessante o esquecimento de Almeida Santos em relação às pretensas reformas na educação e, sobretudo, àquilo que Sócrates considerou como o desígnio da governação - a avaliação dos professores), resta exaltar o homem e o seu voluntarismo (que, no essencial é aventureirismo, com custos elevados para o país).
Mas, o mais relevante nesta entrevista é a sua dimensão oracular:
Ao afirmar a omnipresença de Sócrates - "(...) está em toda a parte", Almeida Santos parece querer dar um sinal e dissipar as dúvidas que ainda pudessem existir sobre o conhecimento de Sócrates em relação ao negócio TVI e, mesmo, sobre o facto de o primeiro-ministro aparecer envolvido em inúmeros casos. Não estaremos perante invenções, perseguições ou campanhas negras, pois parece confirmar-se que Sócrates está em toda a parte.

Segunda-feira, 26 de Julho de 2010

A esquizofrenia continua

Não há acto mais revogatório da credibilidade pessoal, que os acessos de esquizofrenia política que levam um governante a desdizer-se, constrangido, pela inépcia própria ou pelas circunstâncias que o acorrentam, a afirmar o mesmo e o seu contrário, num lapso de tempo incompatível com uma qualquer mudança radical do mundo que justificasse a sua mesma desautorização. Foi o que aconteceu uma vez mais com António Mendonça, o ministro das Obras Públicas, na sequência de outros auto-desmentidos de membros de um governo que já ninguém leva a sério, nem aqueles que o integram. Depois de um TGV e de uma ponte que avançam e não avançam, agora temos uma privatização da TAP que é "urgente", mas não para "já". Os agentes económicos e os mercados não podiam ficar mais esclarecidos.
Qualquer figurão que adira, se envolva ou cole ao socratismo corre o risco destes deslizes e destas condutas esquizóides, uma vez que a regra do jogo é dizer e desdizer, mostrar e esconder, avançar e recuar, ou não fosse a marca distintiva da governação socrática a falta de verdade e de transparência.
À medida que as condições de vida dos portugueses forem piorando, a realidade do país (depois de falharem as tentativas de condicionamento da liberdade de imprensa para impor uma realidade oficial cor-de-sócrates-a-sorrir) for apodrecendo e o PSD for aparecendo à frente nas sondagens, vão precipitar-se e aumentar exponencialmente as trapalhadas, as entropias comunicacionais e o desnorte, até ao paroxismo agónico do entendimento sampaiano do "regular funcionamento das instituições democráticas".
Além do mais, confirma-se, neste caso específico, que Mário Lino tem um sucessor à sua altura.
Nunca digas "jamais" [jamé], num governo de Babel.

Repto simples a Cavaco Silva

Todos nos recordamos da visita de Estado do então Presidente da República, Jorge Sampaio, às escolas da Finlândia, cioso de dar a conhecer uma experiência modelar que evidenciasse o nosso atraso comparativo em matéria de organização e de resultados educativos e que, em simultâneo, funcionasse como legitimação de um caminho e de opções futuras.
A esta distância, e tendo em conta a constatação do fracasso das políticas educativas de Sócrates, no seu transcurso prepotente, crispado, inconsistente, errático e desqualificador, verifica-se que a iniciativa de Sampaio caiu em saco roto, porque o próprio presidente e o poder político a utilizaram, de modo parcelar e demagógico, para atacar os professores e não para censurar e informar as políticas educativas. Assim sendo, o socratismo tem sido incapaz de ir além da obstinação manhosa pelo fado das decisões mal fundamentadas e de efeitos desastrados (como já ocorrera com a divisão na carreira, com o modelo de avaliação e com o estatuto do aluno), que, nos casos do encerramento de escolas e da criação de megagrupamentos, ainda se vêem debilitadas por uma espécie de novel versão do orgulhosamente sós: o equivocamente sós.
Vem isto a propósito da urgência em travar-se mais um desastre anunciado para a escola pública, o qual se prende com o encerramento de escolas e com a fusão de agrupamentos, cuja fundamentação, na Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2010, de 14 de Junho, é de uma pobreza franciscana: nenhuma referência a experiências internacionais; ausência de estudos, de natureza organizacional e pedagógica, que aconselhem esta opção por unidades sobredimensionadas; ninguém sabe entre que escolas e com base em que parâmetros e metodologias se comparou o (in)sucesso dos alunos em escolas pequenas com o sucesso dos alunos em escolas grandes (podemos sempre suspeitar de "achismo" presumido); não se demonstra qual é a vantagem de um projecto educativo único do pré-escolar aos 12º ano de escolaridade, pois tal até parece algo preocupantemente empobrecedor e redutor; ignora-se uma multiplicidade de variáveis e de dimensões, reduzindo tudo a espaços físicos e a computadores (nada que não pudesse ser investido em escolas de menor dimensão e de maior proximidade), quando o essencial é o espaço suportivo em termos psicológicos (afectivos) e pedagógicos, o qual, nos megagrupamentos, fica mais exíguo e distanciado, com custos para a formação e o desenvolvimento dos alunos.
A tudo isto acresce a circunstância de os países mais desenvolvidos da Europa estarem a abandonar a política das escolas concentracionárias de grandes massas de alunos e a optar pelas potencialidades educativas e psicopedagógicas das escolas pequenas.
Porquê persistir em cometer os mesmos erros que os outros países já cometeram e estão, agora, a corrigir?
É, neste contexto, que deixo aqui um desafio a Cavaco Silva:
- sendo conhecida e respeitada a apetência do actual Presidente da República pela divulgação da exemplaridade dos bons exemplos e das boas práticas, sugiro a organização de um Roteiro temático que permita levar membros do governo e representantes das autarquias e das organizações ou estruturas ligadas ao Ensino a visitarem experiências de outros países (Reino Unido, Finlândia, entre outros) e a tentarem perceber as razões do regresso à opção por escolas de menor dimensão, evitando-se, desta forma, que se incorra num grave erro de gestão e de organização educacional e pedagógica, com custos irreversíveis para as gerações futuras.

Domingo, 25 de Julho de 2010

Agrupamentos ilegais? E daí?

A crer na notícia, os novos agrupamentos de escolas entretanto criados serão ilegais, isto de acordo com um jurista.
Apesar de contestados, entre outros, por pais, encarregados de educação, professores, pelo conselho de escolas e (pasme-se!) pela própria CONFAP, apesar de patrocinada pelo Ministério da Educação, além de tal megalomania estar em extinção nalguns países do pelotão da frente como é o caso da Finlândia, o processo é ainda, pelos vistos, ilegal e vai mesmo em frente!!!
Poderá parecer estranho todo um conjunto de predicados nada abonatórios, mas o “orgulhosamente sós” deve ser mesmo muito forte e de valor inalcançável. Além do mais, tudo perfeitamente fora do anormal. Ainda há bem pouco tempo O relatório da comissão de inquérito à tentativa de compra da TVI concluiu que o primeiro-ministro conhecia a operação da PT” e este terá mentido no Parlamento, a casa da democracia. Sócrates terá mentido e, no entanto, continua a governar!!!
Como diz o povo, os cães ladram mas a caravana passa, e nos mega-agrupamentos, mesmo que sejam ilegais, o processo só pode ser irreversível e tudo correrá como “planeado”, isto é, a bem da Educação da Nação!!!
Manuel Salgueiro

Momento de inspiração

"(...) José Sócrates está para a justiça social tal como a vuvuzela está para a música clássica."
Paulo Portas, CDS-PP

Sexta-feira, 23 de Julho de 2010

O circo de Albino Almeida

O circo do facilitismo, montado por Sócrates e por Maria de Lurdes Rodrigues, tem em Albino Almeida, presidente da CONFAP, um dos acólitos mais devotado, assim como adquiriu as suas expressões mais  exuberantes na escola ocupação/entretenimento ou escola a tempo inteiro (a que alguns, abusivamente, chamam escola inclusiva) e no enquadramento quase infantilizado dos CEF, de muitos cursos profissionais e das Novas Oportunidades. A esta orientação facilitista não escapam também o esbatimento da exigência no ensino básico e as próprias provas nacionais de Português e de Matemática dos 6º e 9º anos de escolaridade.
Este ambiente geral, promotor do hedonismo educativo e da certificação de saberes e competências aparentes, goza de mecanismos ou dispositivos que o disseminam e consolidam, como sejam a pressão das estatísticas para europeu ver, a chantagem dos modelos de financiamento, a avaliação do desempenho que casa mal com o professor exigente e sugestiona, mesmo que subliminarmente, a evitar problemas e insucessos, o contraponto do mal menor face à retenção repetida e ao abandono escolar ou, ainda, sejamos sinceros, a colaboração de alguns professores neste clima de facilitação, além de que o mesmo adere magnificamente a uma envolvente cultural saturada de baixas expectativas em termos de formação/qualificação sólida (mas, em contrapartida, reivindicativa de sucesso e de classificações elevadas) e de sinais que desincentivam o espírito de sacrifício, o empenho, a exigência e o rigor.
Face a este quadro genérico, apenas o brio profissional da maioria dos professores (apesar de vilmente atacado) e os exames nacionais de 11º ano e de 12º ano se constituem como factores de credibilização do sistema de ensino, funcionando como os derradeiros obstáculos à folclorização e à estupidificação do ensino, ao serviço de oportunismos políticos circunstanciais.
Não espanta, pois, que um dos homens de mão do PS de Sócrates, na área da Educação, Albino Almeida de seu nome, tenha agora a desfaçatez de propor o fim dos exames nacionais do ensino secundário, quando a aposta numa real qualificação dos jovens aconselha, exactamente, a extensão dos exames nacionais à maioria das disciplinas, nos finais de ciclo, por três razões fundamentais:
- os exames nacionais permitem corrigir disparidades subjectivas na avaliação dos alunos e episódios de maior generosidade ou facilitismo na classificação dos alunos (tanto ao nível de escolas públicas, como de colégios privados), conferindo ganhos de credibilização à seriação dos alunos;
- os exames nacionais fornecem indicadores de proficiência às escolas na preparação científica dos seus alunos e pressionam-nas a melhorarem as suas práticas docentes;
- a experiência docente mostra, claramente, que a circunstância de uma disciplina estar sujeita a exame nacional induz os professores a um maior e mais eficaz investimento nas aulas e na preparação científica dos alunos (mais do que qualquer modelo de avaliação que avalie papelada ou duas/três aulas assistidas);
Os argumentos utilizados pelo eternizado encarregado de educação, Albino Almeida, são de uma puerilidade confrangedora, mesmo que coerentemente afinados com a estratégia de abrir campo livre ao facilitismo e de generalizar a todo o sistema de ensino a palhaçada que já vigora em alguns dos sectores referenciados acima. E os mesmos estão impregnados de infantilismo, porque:
- o argumento do nervosismo que deita tudo a perder (consequência do pouco treino com situações de exame), tanto é susceptível de ocorrer no exame nacional, como na prova de aptidão, a qual até teria um carácter mais decisivo;
- ultrapassado o nervosismo, que se pode e deve aprender a controlar, pois o mesmo surge em qualquer decisão ou actividade decisiva na vida pessoal e profissional dos indivíduos, quantas vezes com consequências marcantes, os exames constituem o processo mais transparente e insuspeito para, a nível nacional, seriar os melhores;
- como a entrada numa única universidade ou faculdade (1ª opção) não está assegurada à partida, cada aluno, além das provas globais a realizar no ensino secundário, teria que realizar várias provas de aptidão nas distintas universidades ou faculdades a que se desejasse candidatar, sendo pior "a emenda que o soneto";
- substituir os saberes e as competências, adquiridos no ensino secundário e avaliados nos exames, por organização de portefólios e técnicas de investigação e comunicação, não adquiridas no âmbito do ensino secundário, é que seria "criminoso" e traiçoeiro para os alunos, excepto para aqueles que tivessem, fora da escola, quem lhes organizasse magníficos portefólios (como muitos de encomenda que já vão acontecendo nas Novas Oportunidades);
- a comparação com a situação finlandesa é, neste caso, absolutamente desproporcionada a dois níveis: a oferta universitária, na Finlândia, não está desajustada da procura, como ocorre entre nós em alguns cursos, e a mentalidade finlandesa não é compatível coma possibilidade de favorecimentos de notas em escolas e colégios. E pergunto-me: qual é a coerência deste sujeito que vai buscar, mal, o exemplo de um país europeu para justificar o fim dos exames e não se socorre do exemplo da maioria dos países europeus para se opor à errada política do encerramento de escolas pequenas e de constituição dos megagrupamentos (com os quais diz ter uma concordância de princípio)?
A bem da qualidade do ensino público, deseja-se que Albino Almeida não deixe de acompanhar solidariamente Sócrates na breve saída de cena. Desejo, a ambos, um longo e penoso exílio público.

Leituras online: Bullying


LER AQUI

Balanço da actividade parlamentar do Bloco de Esquerda em matéria de Educação

Agradeço à deputada Ana Drago o envio deste balanço da actividade parlamentar do Bloco de Esquerda, como a saúdo pelo empenho e pela inteligência que tem colocado na defesa dos professores e da escola pública.
Mesmo não me identificando com todas as orientações do Bloco de Esquerda, divulgo com gosto todas as suas iniciativas na área da Educação, por três razões fundamentais:
- como reconhecimento pela justeza e adequação de muitas destas iniciativas;
- como forma de agradecimento/homenagem à combatividade e ao trabalho altamente qualificado de Ana Drago;
- pela relevância que atribuo ao princípio da prestação de contas relativamente ao trabalho realizado, por parte dos eleitos e dos detentores de cargos públicos.
Um abraço para Ana Drago e para a Margarida Santos e votos de umas boas e merecidas férias.

Caro/a professor/a,
Ao longo deste ano parlamentar, o Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda procurou trazer ao debate político um conjunto de propostas que acreditamos serem decisivas para qualificação das políticas públicas de educação.
Gostaríamos de lhe dar conta desse trabalho, até porque ele foi possível graças aos contributos e sugestões de muitos cidadãos e educadores que nos fizeram chegar informações, contributos e sugestões. Nesse sentido, enviamos neste mail a listagem das nossa iniciativas no âmbito parlamentar, e através da hiperligação de cada um dos documentos pode aceder ao texto das propostas e acompanhar o seu percurso no debate parlamentar.
E, sendo certo que muito está ainda por fazer, queremos desde já agradecer os contributos, as sugestões e as opiniões que nos queiram fazer chegar, para que possamos trabalhar no sentido de dar resposta aos problemas do sistema educativo e qualificar a nossa intervenção na área da educação.  É assim, acreditamos, que se constrói democracia.
Com os melhores cumprimentos,
Ana Drago (deputada)
Margarida Santos (assessora para área da educação)
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda

Aceda e acompanhe o desenvolvimento de cada iniciativa apresentada durante a 1ª Sessão da XI Legislatura
Apresentámos os seguintes Projectos de Lei:
 Regime de Autonomia e Gestão dos Estabelecimentos Públicos de Ensino: proposta no sentido de recuperar a gestão democrática das escolas, e permitir o acesso dos estabelecimentos de ensino a um regime de autonomia alargada em matéria de gestão das escolas e gestão curricular.
 Suspensão do processo de avaliação de desempenho e criação duma unidade de missão: suspensão do modelo de avaliação do anterior governo do PS.
 Modelo Integrado de Avaliação das Escolas: proposta de modelo de gestão, centrado na avaliação das escolas e valorizando a componente de avaliação externa.

Apresentámos os seguintes Projectos de Resolução:

Apresentámos as seguintes Apreciações Parlamentares:

Chamámos à Comissão Parlamentar  de Educação e Ciência:
16 Junho 2010: Audição da Ministra da Educação por requerimento do BE, relativo ao processo de reordenamento da rede escolar e concurso de integração dos professores contratados;  
4 Maio 2010: Audição da Ministra da Educação por requerimento do BE, por causa do "Concurso anual com vista ao suprimento das necessidades transitórias de pessoal docente, para o ano de 2010/2010", dada a decisão injusta e inaceitável da inclusão dos resultados da avaliação no concurso para professores contratados; 
31 Março 2010: Audição da Ordem dos Arquitectos a requerimento do BE sobre "os vários aspectos da actuação da Parque Escolar EPE" ;
24 de Março de 2010: Audição do Conselho de Administração da Parque Escolar E.P.E. a Requerimento do BE sobre "os vários aspectos da actuação da Parque Escolar EPE";  
23 Março 2010: Audição da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras PúblicasAICCOPN a requerimento do BE sobre "os vários aspectos da actuação da Parque Escolar EPE";
23 Março 2010: Audição da Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços AECOPS a requerimento do BE sobre "os vários aspectos da actuação da Parque Escolar EPE";
23 Março 2010: Audição a Requerimento do PCP e BE sobre "os vários aspectos da actuação da Parque Escolar EPE" - Arqº Tiago Mota Saraiva; Arqtº Miguel Marcelino; Arqtº André Castro Santos e Arqt.º Luis Afonso. 

Promovemos as seguintes Audições Públicas:
13 Julho 2010: Audição Parlamentar sobre Actividades de Enriquecimento Curricular, na Assembleia da República;
18 Março 2010: Audição Parlamentar sobre Regime de Autonomia e Gestão dos Estabelecimentos de Ensino, na Casa Amarela da Assembleia da República.

Fizemos as seguintes Perguntas ao Ministério da Educação:

E outras dirigidas a outros Ministérios:

Apresentámos os seguintes Requerimentos: