Para além do magnífico exercício de devastação dos sete princípios da avaliação do desempenho, Santana Castilho comprova, quer a resignação Tiririca de um Nuno Crato, em versão "Alçada de calças", quer a forma como o actual MEC ridiculariza e desacredita Pedro Passos Coelho.
© P. A-Banhos
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| In Público, 03-08-2011 (captura fotográfica) |

15 comentários:
Em questões de conteúdo SC é brilhante. E isto tem que ser dito sem qualquer tipo de preconceito e constrangimento. Outras guerras são outras guerras, ou melhor, foram.
Se faria o que diz se estivesse no poder?
Não sei. Como poderia eu saber? Mas dava tudo para o verificar.
Obviamente que não estou a ser imparcial. A minha primeira escolha seria sempre SC, mesmo num partido que não o meu, assumo.
Obrigada, Octávio!
Vou levar para o Profblog.
Beijinhos e boas férias
Cristina
Olá, Cristina!
Saúdo o teu regresso à blogosfera, pois a tua inteligência, bom senso e espírito de moderação são-nos imprescindíveis.
Excelentes férias também para ti!
Beijinhos!
Olá Octávio!
Que belas palavras...
Obrigada, ainda que ampliadas pela tua generosidade!
Beijinhos a boas férias!
O homem é um rastilho em potência. Parece ressabiado... será do telefone não ter tocado?
O Rui Ferreira levanta uma questão pertinente. Será que, se Santana Castilho estivesse sentado na cadeira, cantava tão bem como canta fora dela? É que os sons emitidos por Nuno Crato quando andava por fora também agradavam muito ao ouvido. Agora que aterrou e entrou na realidade, os sons melodiosos tornaram-se ruídos ensurdecedores.
É a política, meus senhores. É a política pura e dura, a porca da política que mais do que servir os cidadãos serve para dar de mamar aos leitõezinhos que melhores condições têm de chegar à teta.
Caro Nuno Alma!
Quando faltam os argumentos e a capacidade para discutir ideias e concepções, atiram-se atoardas ad hominem, como acaba de fazer, ainda por cima suportadas em juízos de intenção e na ignorância das situações e das motivações. Não lhe causa estranheza que um líder partidário, como Passos Coelho, mude radicalmente de concepções e convicções sobre a educação e a escola pública, em três dias. Acha normal?
Cumprimentos!
Octávio Gonçalves diz:
"Não lhe causa estranheza que um líder partidário, como Passos Coelho, mude radicalmente de concepções e convicções sobre a educação e a escola pública, em três dias. Acha normal?"
Esta questão pressupõe que Passos Coelho tenha "concepções e convicções". Que seja capaz de apreender, reflectir e construir um discurso que vá além de alguns chavões e lugares-comuns que lhe vão soprando ao ouvido.
Ora nada disto está ainda demonstrado.
Caro, Octávio
Vamos cá então aos factos:
- A avaliação passará a ser externa como muitos almejavam;
- Os ciclo foram ampliados como muitos sempre defenderam;
- Só terá observação de aulas quem solicitar.
Então agora é a história das quotas. Então o caro Octávio sentir-se-ia com coragem suficiente para perante todos os outros funcionários públicos defender que para si não haveria quotas? Porquê? Por causa de um qualquer preconceito? Essas reivindicações absurdas têm colocado a opinião pública contra nós e por via dessas "birrinhas" perdemos, vencimento, dignidade, autoridade e até o direito a uma aposentação digna. E depois rematam com a verborrei da Escola Pública. Factos, amigo, factos! Factos e sensatez é o que precisamos.
Caro, Nuno!
Mas, afinal, que factos são os seus?!
- O que é para si "avaliação externa"? Nesta proposta de Nuno Crato não existe nenhuma avaliação externa, mas a continuação da avaliação inter-pares, com os colegas, mesmo que de outras escolas a avaliarem (contra o que está no programa do PSD), o que ainda acrescenta mais problemas do que aqueles que resolve.
- Quem lhe garante que o "folclore" das aulas observadas (pré-preparadas para impressionar) será opcional? Neste modelo também era, em parte, mas isso tinha consequências.
- Nos meus textos, onde viu a referência a "quotas"? Só que as quotas, no ensino, não podem ter a rigidez de outros grupos profissionais (como não as tem, no início do ano lectivo, em relação aos seus alunos e, no entanto, não dá excelentes a todos) e pressupõem um sistema de classificação que não existe nesta proposta de Nuno Crato que, mais uma vez, confunde avaliação com classificação. Se quiser, depois, posso explicar-lhe como seria possível coexistirem um sistema de avaliação, formativo, destinado à detecção de dificuldades e à melhoria das práticas, e um sistema de classificação, que, de acordo com o que defendo, resultasse da média das classificações atribuídas, aquando da mudança de escalão, pelo inspector da área, pelo director e pelo coordenador, sem burocracias, reuniões, objectivos individuais ou fichas copiadas.
E já nem lhe peço para comparar os princípios da avaliação do desempenho que Passos Coelho entregou no Parlamento e exibiu na SIC, em Março e Abril de 2011, com aqueles que Nuno Crato agora apresentou. Mas, pode fazer esse exercício, como pode avaliar a desonestidade política de quem afirmou, publicamente, que chegados ao Governo (e sabiam que chegariam ao Governo em Junho, quando os processos estivessem adiantados e quase finalizados em muitas escolas) suspenderiam o modelo de avaliação e os seus processos.
Acha sério que alguém qualifique os processos de "monstruosos e kafkianos" e os legitime? Não lhe mete confusão que alguns professores já tenham no saco um "excelente" obtidos em condições de total falta de transparência e seriedade? (se quiser apresento-lhe, factualmente, muitos casos). Tudo factos, como vê!...
Cumprimentos!
Caro Octávio,
Está seguro que no céu ainda há avaliadores que têm saco para dar excelentes transparentes? Suponho que mesmo no céu deverão ser escassos. Repare, quando viesse um externo a atribuir excelentes considerados por si tranparentes, haveria ao lado um colega a considerá-los opacos e um outro a dizer que com anjos não vale. Pense nisso e no que temos perdido como classe por causa das tontices em torno da ADD.
Caro Nuno!
Há muitos níveis intermédios, como deve reconhecer, entre falta descarada de transparência e seriedade face à transparência absoluta. Além do mais, a classificação externa do "inspector" seria sempre ponderada com a do director e a do coordenador, e vice-versa, tendo em conta a existência de desvios injustificados. Maior objectividade e transparência classificativas eram impossíveis, até porque a percepção de que o professor estaria a ser classificado por três autoridades que não conheciam as as classificações, entre si, aumentaria o rigor da classificação. Simples e sem retirar nenhum tempo ou preocupação aos professores que assim se podiam dedicar exclusivamente à tarefa de ensinar, excepto aqueles que evidenciassem dificuldades e necessitassem de um enquadramento avaliativo.
Renovados cumprimentos!
A polémica, saudável, entre Nuno Alma e Octávio Gonçalves(OG) vai boa, sim senhor.
Apenas duas ou três questões a OG relacionadas com a sua proposta para a classificação de professores:
- Por um inspector da área? Que elmentos teria esse inspector para classificar?
- pelo Director? classificava-me como? pela minha cara? pelos bons dias que lhe desse?
- pelo coordenador? Como? pelas minhas intervenções nas reuniões?
E tudo isso sem burocracias, reuniões, obectivos individuais ou fichas(copiadas ou não..)?
Se me conseguir esclarecer estas questões, rendo-me...~
Boa noite
Olha’m’estes!
Numa altura em que as nossas equipas, depois de brilharem nas pré-eliminatórias das ligas europeias, já conhecem os adversários dos play-off; em que a Bundesliga já arrancou e está próximo o arranque do Championat e da nossa emocionante Liga Zon Sagres, com esse enorme aperitivo que é a Supertaça, já amanhã; numa altura em que nos devíamos estar a preocupar com as exibições e resultados do Sporting; e sobretudo num dia em que o glorioso Benfica recebe o Arsenal de Londres, numa cerimónia de gala em que vai ser apresentado um campeão do mundo, anda’m’esta gente a perder tempo com a avaliação dos professores? Mas como é possível haver gente que ainda se preocupe com questões secundárias, numa altura destas?
Cada coisa no seu tempo. Agora é tempo de bola. Usufruam dos prazeres da época, que a época é curta e o fim da vida é certo!
Caro Afonso Henriques!
Dada a relevância do desafio que me dirige no seu comentário, ainda que sem a pretensão de obter a sua rendição, optarei por responder-lhe, brevemente, na forma de um post.
Abraço!
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