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| In Público, 31-08-2011 (Clicar na imagem para aumentar) |
Face à quase acefalia que vem caracterizando as abordagens jornalísticas das matérias educativas, com particular incidência para a avaliação dos professores (impressiona a forma como o editorial "anónimo" do Público se banha na espuma do processamento superficial da informação, ilusionando-se com a pretensa inteligência negocial de Nuno Crato, ao mesmo tempo que parece ignorar que o modelo agora comerciado é, no essencial, o mesmo que já existia, apenas com outras designações e retoques cirúrgicos, para não dizer cosméticos, além de que é um rebento sempre apadrinhado pelos entendimentos e acordos destes sindicatos), esta crónica de Santana Castilho é um exercício lúcido e rigoroso do desempenho governamental, porque nem todos, em Portugal, embandeiram nas ondas da inactivação da seriedade analítica e do espírito crítico (esta competência incómoda que, para Nuno Crato, parece rivalizar em clara desvantagem com a instrução, nas finalidades da educação).
E a verdade é que o desempenho governamental é, mesmo, sofrível, porque, especificamente, no domínio da Educação, multiplicam-se as oportunidades perdidas:
- não se alterou o modelo de gestão das escolas;
- não se assumiu que a avaliação do desempenho dos professores é parte da avaliação do desempenho das escolas;
- não se procedeu à reforma drástica da Inspecção-Geral da Educação;
- não se limpou e simplificou o labiríntico e desconexo edifício administrativo e legislativo;
- não se anunciou um concurso nacional de professores para o próximo ano lectivo;
- não se extinguiu a Parque Escolar, EP;
- não se apresentou um exigente Estatuto do Aluno;
- não se anunciou uma intervenção a doer no processo de formação inicial de professores.
Octávio V. Gonçalves

1 comentários:
SC não se esquece de nada. Alguém sabe quando consegue escrever claro.
As pessoas que pensam a sério não interessam. Na Educação, SC é o caso mais visível.
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