Um murro de Santana Castilho na consciência de Passos Coelho e da elite política "laranja" (18-01-2012): As "natas"

Quinta-feira, 31 de Março de 2011

Puro Gozo

Fonte: Público
Não duvido que estes rapazolas que tomaram conta da governação do país e da administração de empresas públicas tenham sido sócios, no passado, na empresa Puro Prazer.
Todavia, também não questiono que o conhecimento e a amizade desta gente tenha culminado numa parceria de "jobs for the boys" que bem podia ser apelidada de Puro Gozo.
É um facto que eles gozam abertamente com os 30% dos portugueses que continuam a suportá-los eleitoralmente, que pelos vistos nem se incomodam, senão vejamos:
- o secretário de Estado, Paulo Campos, terá justificado a contratação do amigo com a banalidade das funções que desempenhava, no sentido de que quem sabe organizar festas e servir cervejolas, também consegue organizar a distribuição do correio;
- o administrador, Marcos Baptista, nem sequer tinha a certeza se era ou não licenciado, como se alguém que tenha frequentado uma universidade acreditasse nesta balela despudorada.
Talvez, neste momento, o administrador em causa esteja a lamentar-se da escolha que fez da universidade, porque se a formação tem decorrido na Independente, a coisa tinha-se, porventura, desenrascado mais a contento.
Já são falsificações e ocultações a mais. Basta!...

Nota de culpa

Fonte: Desmitos
É a maior dívida pública de, pelo menos, os últimos 160 anos, estúpidos!
E o impulso socrático (em linguajar socialista, leia-se PSD), desde 2005, não engana, como o algodão.

Anatomia de um golpe

Estamos a pedir em más condições, depois de um golpe de Sócrates que provocou eleições para tentar continuar no deslize e no agravamento em que estávamos” (António Barreto, 31-03-2011)
Embora os portugueses mais esclarecidos já tenham percebido os contornos da anatomia do golpe gizado por Sócrates, nunca é demais sublinhar a evidência da motivação socrática, sobretudo, num tempo em que os portugueses são permanentemente bombardeados, até ao nojo, com a cassete socrato-socialista da vitimização e da culpabilização do PSD.

Ao arrepio da estratégia "lança-culpas", o ministro da Economia, sempre coerente com a sua teoria das cadeias causais, não deixará de vir a terreiro, mais logo, estabelecer uma relação directa entre a notícia da degradação do défice público, em 2010, e o novo máximo atingido, hoje, pelas taxas de juros da dívida portuguesa.

Equívocos políticos? Explique-se melhor, por favor...

Agora:

Antes:
"O líder parlamentar do PSD escreveu ontem à sua bancada para lembrar a importância da viabilização do projecto social-democrata a favor da suspensão do modelo de avaliação dos professores(...)" e lembrou que "quem esteve ao lado dos que sugeriam a suspensão, por maioria de razão, só pode - agora - estar do mesmo lado" (Paulo Rangel, em 2009, criticando a postura dos deputados socialistas que, juntamente com Manuel Alegre, se manifestaram favoráveis à suspensão da avaliação).
Declarações à TSF
O que gera equívocos políticos (e até descrédito) é defender-se a suspensão do modelo de avaliação no passado recente e expor reservas, sem explicitação dos fundamentos, à consumação dessa suspensão na actualidade, sem que tenha ocorrido modificação substantiva da natureza do modelo e das condições da sua implementação.
Mais grave que as leituras políticas, mesmo que equívocas, são as incoerências de fundo, pois não se pode ser contra a avaliação inter-pares, pugnar pela exigência na escola, defender a autoridade dos professores e colocar o ensino no centro das preocupações e das tarefas docentes, ao mesmo tempo que, escorado numa posição de rejeição meramente retórica do modelo, se transige, por razões de calendário político, com a manutenção efectiva de um instrumento (esta ADD) que está nos antípodas dos princípios que Paulo Rangel postula e, diariamente nas escolas, os arruína miseravelmente.
E o esforço inútil e inconsequente exigido aos professores? E a contínua degradação do clima escolar? E o prejuízo (tempo, recursos, disposição) para o investimento nas aprendizagens dos alunos? E o desmoronamento de valores como a seriedade, o rigor e a transparência?
Será que a conveniência política, as leituras equívocas dos que ignoram as realidades ou os avalistas farisaicos da avaliação alheia (tantos a somarem disparates e erros de análise ou de gestão, sem que nenhuma avaliação ou consequência os belisque) se sobrepõem a tudo o resto?
Ora, explique-se lá!...

Quarta-feira, 30 de Março de 2011

A checklist musical de Sócrates, no último ano

Maio de 2010:
Tango


Março de 2011:
Fado (do coitadinho que foi derrubado quando, finalmente, ia salvar o País)
Na ausência de um Fado, Jorge Palma também serve:


Maio/Junho de 2011
Corridinho
Do tipo os eleitores encarregar-se-ão de te pôr a mexer!...

Para se perceber a dimensão trágica da herança socrática

Acompanhar a emissão da SIC Notícias, a partir deste momento (23.00 até às 23.55 horas de 30 de Março).

Antipático e em transgressão

Parece que o antipático Sócrates foi apanhado a conduzir a grande velocidade, em contramão.
Está tudo aqui:
Fonte: ABC

Nada que não possa ser resolvido lá em casa

Fonte: Público
Claro, sem desentendimentos familiares ou, de todo, violência doméstica.
De facto, a ética republicana e socialista dos ministros de Sócrates é de uma notável exemplaridade, excepto para a assumpção de responsabilidades políticas e pedidos de demissão, em conformidade.

Mais uma cambalhota do PS(D)

Fonte: Jornal de Negócios
Extraordinariamente, é a vitória da crise política sobre a crise financeira e económica. Esta última pode esperar, pois o momento que se aproxima exige que os portugueses voltem a acreditar em Sócrates, porque à terceira é que é!...
A vocação deste PS(Desesperado) para as cambalhotas é qualquer coisa que tem passado despercebida à comunicação social, à semelhança dos apupos com que Sócrates foi, hoje, recebido em Coimbra, destoando do presidente, da presidenta e do ex-presidente.

Exportável

Fonte: Estadão
Interrompendo a narrativa quixotesca do resistente solitário, determinado e confiante, Sócrates exporta sinais tranquilizadores para os mercados internacionais e que correspondem a uma das suas imagens de marca nacional, que assim se internacionaliza: irritado e vaiado.
Definitivamente, o homem não aprecia jornalistas, sejam eles portugueses ou brasileiros, cujas questões remetam para situações e problemas que, em cada momento, não se conformem ao guião propagandístico pré-estabelecido.

Os professores e as escolas têm razões para ter esperança no futuro

In Público, 30-03-2011
Com a clareza, a inteligência e a autoridade que os professores e os portugueses em geral lhe reconhecem, Santana Castilho explica, nesta sua crónica do Público, as circunstâncias e as contingências que determinaram  a solução processual e legislativa encontrada, no Parlamento, para aplicar a estocada final num modelo de avaliação do desempenho docente, de si desacreditado e rejeitado nas escolas.
A centralidade desta crónica, ao deixar antever, publicamente, a esperança (e o próprio Santana Castilho vem corporizando e alimentando como nenhum outro, ao longo destes seis anos, a chama dessa esperança) de um novo paradigma para a educação que se abre com uma diferente e mais séria concepção da avaliação, é tal, que a mesma pode inaugurar um ponto de viragem decisivo no sector da educação, pelo que também disponibilizo, de seguida, o texto integral da mesma, de forma a que possa ser objecto da maior divulgação entre os professores.
E também estou para ver se a bazófia de algum "tudólogo" e se o compromisso de alguma televisão com o esclarecimento público permitem aceitar o desafio de debate deixado por Santana Castilho.

Terça-feira, 29 de Março de 2011

A inevitabilidade da promulgação presidencial do diploma que determina o fim do modelo de avaliação

Sem qualquer pretensão de interferência no arbítrio do Presidente da República para promulgar ou não o decreto que revoga o actual modelo de avaliação do desempenho docente, tenho como adquirido que Cavaco Silva optará pela sua promulgação, sem qualquer pedido de fiscalização da constitucionalidade do diploma ou sem manifestação pública de reservas.
Sustento esta minha previsão no conjunto dos considerandos seguintes:
- a qualidade da informação que o Presidente da República possui acerca da natureza do modelo de avaliação não está, certamente, ao nível das generalidades e das limitações evidenciadas pelos comentadores e analistas mediáticos, sendo expectável que não lhe ocorra a indistinção falaciosa entre "avaliação" e "este modelo de avaliação", da mesma forma que não ignorará, nesta fase, as limitações estruturais do modelo e as arbitrariedades e conflitualidades que as mesmas vinham gerando nas escolas;
- o Presidente da República não pode ser insensível, quer à constatação fenomenológica das resistências e da rejeição dos actores, no terreno, face ao modelo em causa, desde a esmagadora maioria dos professores à generalidade dos seus representantes sindicais, sem esquecer a convergência de todos os partidos da oposição, desde sempre, com a leitura dos professores, quer à marca inapagável de "injusto, burocrático e arbitrário" que o  modelo carrega, o que tornaria incompreensível a insistência, ao arrepio da inteligência dos professores, numa medida arruinada na sua credibilidade e seriedade;
- o conhecimento da natureza dos processos, dos instrumentos e das rotinas de sobre-ocupação consubstanciadas neste modelo de avaliação, não autoriza a invocação de argumentos técnicos, pedagógicos e éticos que firmem a legitimação deste tipo de avaliação;
- nenhuma pessoa inteligente, seja ou não um actor político, insiste na salvação, no resgate ou na manutenção de uma comprovada inutilidade, de um continuado factor de desestabilização da escola pública e, sobretudo, de uma medida politicamente condenada à sua extinção, no tempo dos próximos dois meses.
Como mostrarei mais tarde, este tipo de argumentação aplica-se, com as devidas adaptações, à irracionalidade e à decisão suicidária, em termos de solução para os problemas com que o país se confronta, em que incorreriam os eleitores se viessem, com o seu voto, a assegurar a sobrevivência política de Sócrates.

Uma cicatriz escolar e social

Mais uma excelente reflexão do Professor João Ruivo.
Pela minha parte, apenas me custa assistir, nas escolas, ao espectáculo legítimo,  mas deprimente, de um ou outro professor vergado aos sistemáticos e irracionais cabrestos socráticos, exercitando números de auto-flagelação e auto-mutilação intelectual, moral e emocional. Mas, há gente para tudo!...
Março 2011

Os professores podem continuar a ser avaliados com este modelo? Poder, podem, mas para quê?

In Público, 29-03-2011
Além de estarmos perante uma notícia à "La Palice", afirmando que qualquer lei antes de entrar em vigor ainda não está em vigor (o que, obviamente, só acontece após a publicação em Diário da República), a questão que ressalta é a seguinte: garantida que está a revogação do modelo (a rejeição generalizada desta farsa, nas escolas, não deixa margem para incertezas), os professores "poderão continuar a ser avaliados" para quê?
Talvez os 9% de professores que não consideram este modelo de avaliação "injusto, burocrático e arbitrário" aproveitem os (escassos) dias que restam para se envolverem intensa e desesperadamente em observações de aulas e em preenchimentos de fichas, como quem se entrega a um passatempo inútil.

Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Fica aqui um desafio a Miguel Sousa Tavares e à SIC

aqui coloquei algumas questões a que os comentadores e analistas deviam responder, querendo parecer sérios, antes de começarem a debitar parvoíces, a enredarem-se em falácias e, acima de tudo, a bacharelarem sobre o que ignoram absolutamente.
Ora, acabei de assistir, no Jornal da Noite da SIC, a um exercício desbragado de incultura e de desonestidade intelectual, por parte do comentador Miguel Sousa Tavares ao invectivar o que designou por "irresponsabilidade" do PSD e do CDS-PP e ao dar por adquirido que o modelo de avaliação, agora revogado, era susceptível de apurar o mérito dos professores ou de ter qualquer impacto positivo na qualificação do ensino. Acontece que o modelo de avaliação do desempenho dos professores não garantia, antes pelo contrário, nenhum desses objectivos.
Parece que o princípio do mérito que defendem para os outros, não tem aplicação a eles próprios, dada a ligeireza e a insciência com que opinam sobre realidades que desconhecem.
Assim sendo, apenas me resta desafiar Miguel Sousa Tavares e a SIC a aceitarem o contraditório para se poder repor a verdade sobre o revogado modelo de avaliação do desempenho.
Se Miguel Sousa Tavares não responder ao desafio aqui lançado, então, o homem é cobarde, convive galhardamente com a sua estupidez e acomoda-se, medroso, à sua ignorância.
Se a SIC não responder ao desafio aqui lançado, então, o dever de informar com rigor e transparência, no respeito pelo contraditório, é para esta estação televisiva uma patranha destinada a enganar os portugueses.

Pantomineiros

Estranhamente, os mesmos que quiseram empalidecer a vitória maioritária de Cavaco Silva, nas últimas eleições presidenciais, enfatizando o elevado (e aldrabado) nível de abstenção, remetem-se, agora, ao silêncio das ratazanas, a propósito da vitória esmagadora de Sócrates, na eleição para secretário-geral do PS, com 93,3% dos votos, pasme-se, obtidos a partir de apenas cerca de 20% dos militantes, ou seja, numa base de quase 80% de abstenção.

A cobardia do animal feroz

In Público, 24-03-2011 (clicar na imagem para aumentar)
Se dúvidas houvesse sobre a arrogância e a visão “democrática” de quem nos tem (des)governado nestes últimos anos elas ficaram completamente dissipadas nas atitudes que todo um País democrático presenciou aquando da discussão do PEC IV.
José Aníbal Félix de Carvalho

Isto é uma democracia mas aqui quem manda sou eu

In Público, 24-03-2011 (Clicar na imagem para aumentar)
Para quem ainda anda a verter lágrimas por ver a "determinação" sair de onde já devia ter saído há muito tempo, uma síntese das trapalhadas e manipulações socráticas.
José Aníbal Félix de Carvalho

Mentiras, cegueira e vícios

In Público, 25-03-2011
Uma crónica lúcida sobre os problemas a que a (pseudo)ferocidade conduziu Portugal. Como é possível que ainda haja gente que acredite no choradinho, na "culpa dos outros" e na vitimização?
José Aníbal Félix de Carvalho

Cavaco Silva promulga fim da avaliação dos professores

Notícia do jornal "I", para ler mais logo.
In jornal "I", 28-03-2011

Domingo, 27 de Março de 2011

Tenham calma

Vai por aí um grande frenesim entre professores, quer sobre desenhos de alternativas e cenários para uma nova avaliação do desempenho, quer sobre medos e papões que alguns saudosistas da farsa vão agitando.
Procurem acalmar-se e fruir o momento!...
Estou certo que dentro de duas ou três semanas poderão surgir (boas) novidades, pelo que, neste momento, sugeriria que, cada um de nós, procurasse concentrar-se naquilo que deve ocupar a vida de um professor: preparação de aulas, leccionação, apoio aos alunos e avaliação dos alunos.
Quanto à avaliação feita pelos pares, desculpem-me  a franqueza, mas esta experiência já foi suficientemente traumática e com custos relacionais e organizacionais que demorarão muito tempo a reverter.
Já os sindicatos, ao invés de estarem a cavar divergências que, nesta fase pré-eleitoral, não fazem sentido, deviam abrir processos de reflexão interna sobre as (falhadas e dúbias) estratégias adoptadas para combater este modelo de ADD, com custos para os professores e para as escolas, quando a revogação do modelo, no Parlamento, já podia ter ocorrido há mais de um ano.

Não querem, antes, começar por responder a isto?

Começa a meter dó a leviandade e o confrangimento intelectual com que comentadores e analistas (até António Barreto claudicou à tentação de atacar a revogação da avaliação dos professores) teorizam e reprovam a inconsistência e a irresponsabilidade de governantes, deputados e demais agentes políticos (bastas vezes com razão), ao mesmo tempo que eles próprios incorrem em exercícios judicativos ignorantes e inconscientes acerca de matérias, cuja natureza e dinâmicas no terreno desconhecem absolutamente, como é o caso do modelo de avaliação do desempenho, que havia sido imposto nas escolas contra toda a racionalidade e seriedade.
Para fundamentar a absurdidade/improbidade do modelo e, em consequência, para testar a honestidade intelectual das luminárias opinantes das televisões, deixo, às respectivas, quatro reptos básicos, sob a forma de questões:

1. Para que serve e que legitimação colhe um modelo de avaliação, em que qualquer professor, independentemente do escalão em que se encontra, sem formação, sem autoridade reconhecida e sem garantia de transparência e imparcialidade, pode ser chamado a avaliar qualquer outro professor, seja ou não do seu grupo disciplinar?

2. Que relevância avaliativa e que consequências para a melhoria das práticas lectivas quotidianas decorrem da observação de duas aulas preparadas artificiosa e folcloricamente (quantas vezes com recurso a materiais de encomenda) e em que o avaliador ignora variáveis decisivas, como as especificidades e o historial das turmas?

3. Consideram estar garantida a objectividade, a seriedade e a imparcialidade de uma avaliação, quando avaliadores e avaliados estão comprometidos em relações interpessoais diárias de amizade, intimidade, inimizade, interesses, favores, disputas pessoais ou temores de compensação/retaliação, sobretudo quando o processo de atribuição das menções classificativas é opaco e os critérios são fortuitos, difusos e, em alguns casos, ininteligíveis?

4. Não lhes causa estranheza que os países mais desenvolvidos do mundo, entre os quais se contam os países da Europa, não tenham nenhum modelo de avaliação desta natureza? Descobrimos a pólvora da avaliação do desempenho com este modelo?

Quem, dentre estes inusitados especialistas em avaliação, está disponível para me responder, olhos nos olhos, a estas questões?
Se está, então, não se esconda atrás da cobardia da ausência de contraditório e vamos a isso.
Se não está, então que cada comentarista aproveite o seu tempo de antena para, cada vez que for chamado a opinar sobre a avaliação dos professores, discorrer sobre as virtudes terapêuticas da caca de galinha.
Fará, cada um deles, melhor figura!

Sábado, 26 de Março de 2011

As reacções ao fim da ADD: da satisfação à ignorância, passando pelo conselheiro (sem) Esperança

Fonte: Público
As reacções ao fim da farsa consubstanciada no modelo de avaliação do desempenho docente, que finalmente se viu remetido ao caixote do lixo como seu lugar natural, são susceptíveis de poderem ser distinguidas e categorizadas na forma que se segue:

- o alívio e a satisfação da esmagadora maioria dos professores (porque também há uma minoria com sentimentos ad contrarium, como aqueles que não tinham turmas atribuídas e nada faziam, os que beneficiavam dos cambalachos e da arbitrariedade reinante ou os oportunistas que procuravam ganhar uma vantagem ao arrepio da banalidade diária da sua docência) que, nas escolas, eram vítimas quotidianas de uma demência e de uma artificialidade, sob a forma de práticas e de procedimentos aberrantes do ponto de vista técnico, pedagógico, moral e relacional;
- o entusiasmo e a sensação de dever cumprido, por parte dos movimentos de professores e dos bloggers que não deixaram arrefecer o combate e fizeram o que puderam, às claras e nos undergrounds da influência e da persuasão, para se chegar a este resultado;
- mesmo que dúbios e pouco convictos na contestação ao defunto modelo de ADD, ressalvo a manifestação pública de regozijo dos representantes sindicais e do presidente da ANDE (vide notícia em cima);

- a histeria, a demagogia e o ressabiamento expectáveis e típicos da trupe socratina que, com esta revogação, se sentiu ferida de morte no coração da sua maior aldrabice política, outrora considerada desígnio da governação;
- a ligeireza, ignorante do modelo e falaciosa na argumentação, porque confunde "avaliação" com "classificação" (têm desculpa porque estas tecnicidades transcendem as limitações das suas formações em achismos) e com "este" modelo de avaliação em concreto, com que os comentadores e os opinadores papagueiam alarvidades acerca da educação e da avaliação dos professores;
- o rosto pungido de Pacheco Pereira, alardeando o seu desconhecimento da natureza do modelo de avaliação e das perturbações e arbitrariedades que estava a gerar nas escolas (porque os professores não são um bando de estúpidos, arruaceiros e irresponsáveis, ao invés são gente superiormente habilitada e eticamente exigente, não tendo por hábito mimetizar o facilitismo inerente aos seus comentários e julgamentos), mas, acima de tudo, escancarando a incomodidade de quem tem rabo preso no actual ministério da Educação e, mais grave, de quem, dadas as responsabilidades políticas, como próximo de Manuela Ferreira Leite e como candidato a deputado, aldrabou os professores ao não denunciar, na campanha eleitoral das últimas legislativas, o compromisso do PSD com os professores, com vista à suspensão do modelo de avaliação (o incómodo sentido em relação a Passos Coelho, não legitima que valha tudo e o seu contrário, Senhor Dr. Pacheco Pereira);

- por fim, há a reacção infeliz e mistificadora da realidade, devida ao presidente do Conselho de Escolas (vide notícia em cima), própria de quem ainda não percebeu que as atitudes servis face à governação socrática têm os dias contados e que o futuro da educação e do ensino público, em Portugal, não passará, certamente, pela continuidade dessa estrutura inventada pelo capricho de Maria de Lurdes Rodrigues, ou seja, a restauração da exigência e da decência na escola pública construir-se-à com transparência e entusiasmo, mas sem este Esperança.

Para todos os benfiquistas, votos de uma Páscoa Feliz!

Bem sei que ainda é cedo, mas também é verdade que acabará por acontecer uma antecipação do martírio de Jesus e Vieira, sem lugar a ressurreição.
Obrigado, Zé!

Evidências do (des)governo da Nação

In Expresso, 26-03-2011
Palavras para quê?
Promessas: 150 000 empregos! Resultado: Mais de 600 000 desempregados?
Avaliação: Porreiro, pá!

Manuel Salgueiro

Um chorrilho de mentiras, proferido com a maior desfaçatez do mundo

Como nunca tive qualquer tipo de inclinação vocacional para as artes tanatológicas, não é agora que me vou ocupar com dissecações de um modelo de avaliação enterrado ou de uma ministra politicamente finada.
Apenas registo o carácter absolutamente ficcionado desta narrativa de Isabel Alçada, trapaceando a realidade da avaliação na parte relativa às características e virtualidades deste modelo de ADD (não é estranho que, numa democracia, não haja ninguém disponível, no Governo e no partido do Governo, para debater publicamente com os críticos do modelo?) e à aceitação do mesmo por parte dos professores. Tudo mentira!
Ouvindo a ministra, fica-se com a ideia que, nos próximos dias, o país assistirá a manifestações massivas de professores a exigirem a reposição deste modelo de ADD.
Estamos perante uma intervenção propagandística e elusiva apenas destinada a produzir efeito junto da opinião pública e de comentadores que ignoram, de todo, as deficiências estruturais e procedimentais do modelo de ADD e os seus efeitos deletérios no clima relacional, na organização e na eficácia das escolas.

Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Momento histórico

Apenas destoa a cegueira socialista e o pachequismo, seja lá isso o que seja, porque nem o próprio ainda o percebeu!

Isto não fica assim

crer nesta fonte,o senhor Primeiro-ministro demissionário irritou-se, em Bruxelas, com alguns jornalistas quando questionado sobre a situação financeira do país, tendo respondido com grande "crispação", com o dedo em riste, ar ofendido e voz acima do tom, ainda de acordo com a fonte. Fez ainda questão de lembrar que "não andamos por aí a pedinchar, temos dinheiro suficiente".
Pela amostra, e como diz o povo, ainda a procissão não saiu do adro, mas está visto que os próximos tempos serão tudo menos monótonos! Está visto q'isto não fica assim!
Manuel Salgueiro

Missão (quase) cumprida

Estratégia de luta, concebida pelo PROmova, contra as políticas educativas do socratismo
Entrei, em 2007, recorrendo à criação deste blogue, e em 2008, mediante a constituição do movimento PROmova, respectivamente, na contestação pública e na luta activa dos professores, movido por dois propósitos em mente:

- combater, até à sua revogação, a arbitrária e injusta divisão na carreira, entre professores e titulares. Confrontados com um governo maioritário, o caminho para a derrogação desta divisão aberrante só poderia vir da força de manifestações massivas nas ruas, embora a consumação do fim desta medida viesse a ocorrer já num contexto de governo minoritário e enfraquecido. O decisivo é que, em 2010, verificou-se a extinção da figura dos professores titulares - 1ª grande vitória dos professores;

- acabar com um modelo de ADD absurdo, incompetente, destituído de seriedade (basta pensar que qualquer um podia avaliar qualquer outro, sem formação, experiência ou autoridade reconhecidas) e gerador de processos de opacidade e de conflitualidade, além de inspirado numa filosofia burocrático/administrativista e numa confusão técnica entre avaliação e classificação. Esta suspensão já deveria ter ocorrido, não fosse a pressão dos sindicatos sobre o PSD para terem o protagonismo de uma negociação que desbarataram quase absolutamente. Contudo, nunca tive dúvidas que, num contexto de governo minoritário e de tibieza sindical, a estratégia mais adequada para derrubar este modelo de avaliação passava pelo concerto parlamentar dos partidos da oposição. Mas, o que interessa é que, com um ano e três meses de atraso, se consumou o fim do pesadelo que este modelo de ADD representava para os professores e para as escolas, enterrando-se definitivamente a herança nefasta de Maria de Lurdes Rodrigues - 2ª grande vitória dos professores.

Assim sendo, fiz o pleno dos objectivos a que me propus nesta luta dos professores, pelo que me sinto gratificado pela sensação pessoal de MISSÃO CUMPRIDA!
No entanto, também não esqueço que existem outras duas reivindicações que tenho defendido com a convicção da adequação e da justeza das mesmas e que são, quer a existência de um concurso nacional e transparente de colocação de professores, suportado na graduação profissional, quer a implementação de um modelo de gestão democrático nas escolas.

Neste momento de extraordinária vitória para os professores e, mais importante, ainda, para a restauração da decência na escola pública, regozija-me ver que os críticos e os detractores da estratégia de envolvimento dos partidos da oposição (quantas vezes diminuída e atacada publicamente face à via sindical e à via judicial), sejam, agora, os primeiros a enfatizarem esta solução.
Mas, esta é uma vitória de todos os professores, alunos, encarregados de educação e portugueses em geral, pois devolve às escolas o ambiente e a seriedade imprescindíveis ao investimento nas aprendizagens dos alunos.

Todavia, também estou convicto que a valorização dos professores e os ganhos de credibilização da escola pública e de motivação docente não vão ficar por aqui.
A ver vamos!...

Este homem é uma autoridade em avaliação


Parece que, amanhã, Sócrates falará aos portugueses sobre a avaliação dos professores.
Tratando-se de uma reconhecida autoridade em matéria de avaliação, tenho a expectativa em saber se aparecerá ladeado pelo Reitor Arouca e pelo Professor António Morais.
É, tão-só, uma questão daquilo a que o Professor Adriano Moreira (este sim, um transmontano de que nos orgulhamos e que é uma referência intelectual e moral para muitos de nós) chama de "exemplaridade de conduta": uns têm e outros não.

P.S.: Quanto a Pacheco Pereira, apenas lamento que o desespero da antecipação da perda de protagonismo e de relevância político/partidária, lhe esteja a desencadear uma evidente incoerência mental (particularmente, para quem viu a luz por detrás das Faces Ocultas e prometeu revelações messiânicas) relativamente à sua avaliação do que era, ainda há alguns meses atrás, a desgraça de manter Sócrates no poder, além de que em matéria de avaliação de professores, o homem é, simplesmente, uma absoluta nulidade, empreendendo abordagens a partir de respostas pavlovianas a estímulos sonoros (se é avaliação, então é para manter, seja ela qual for e esteja a ter as consequências que tiver). Poupe a inteligência dos professores, até porque ainda há quem recorde a sua passagem pelo ensino básico.

Para comemorar um EXTINTO (modelo de avaliação), só mesmo um branco duriense da minha colheita

Um brinde a todos os que lutaram contra o aberrante EXTINTO modelo de ADD e a todos os que foram capazes de resistir até ao fim!
TCHIM-TCHIM!...

Já está! Acabou este miserável modelo de ADD

Acabo de assistir, emocionado, ao fim do absurdo modelo de ADD, herdado de Maria de Lurdes Rodrigues, e contra o qual lutei, desde as primeiras tentativas de imposição do mesmo, em Janeiro de 2008.
Sempre defendi e me empenhei para que a solução que pusesse fim a esta afronta aos professores e à qualificação da escola pública, ocorresse pela via partidária, em sede parlamentar.
Valeu a pena acreditar na força e na razão das minhas convicções.
Esta é a semana mais extraordinária e arrebatadora para os professores e para a escola pública, dos últimos seis anos.
Um sentido obrigado ao PSD, ao BE, ao CDS-PP e ao PCP!
Claro, nesta história de luta e nesta decisão, há um HOMEM, maiúsculo em saber, coragem e dignidade, para quem está reservado, mais tarde, um abraço e um obrigado muito especial!

As boas notícias continuam

Sócrates afunda...
Desenvolvimento da notícia aqui

Quinta-feira, 24 de Março de 2011

A mulher de António Costa (PS) ficará feliz com a suspensão da avaliação do desempenho

António Costa (PS) acaba de afirmar, no programa "Quadratura do Círculo", que está a ser emitido na SIC Notícias, que "a sua mulher ficará feliz com a suspensão do modelo de avaliação".
Tendo em conta a incomodidade e o carácter reprovador com que António Costa se referiu à suspensão desta avaliação do desempenho, a conclusão é simples: a afronta do socialismo socrático em relação aos professores é de tal nível demencial que os dirigentes socialistas não se inibem de defender um modelo destituído de rigor e de seriedade, indiferentes à extenuação e à infelicidade (subentende-se) que o mesmo gera nos seus próprios cônjuges (apesar do esforço que Costa já deve ter feito, lá em casa, para explicar a operacionalização e os méritos desta farsa avaliativa).
Provavelmente, a infelicidade da educadora em causa não deixará de constituir um componente fundamental da sua dinâmica motivacional.

É o fim da FARSA

Foram quatro anos de desgaste, de sobreocupação inútil, de crispações e de conflitualidades escusadas entre professores, mas também de um escorraçar infame para uma reforma precoce, e não desejada, de tantos professores experientes. E tudo isto em consequência da imposição de uma avaliação absurdamente burocrática, incompetente e inoperacionalizável.
O modelo de avaliação em vigor constituiu uma das maiores (desgraçadamente, houve muitas outras) marcas de vergonha, de incompetência e de demência do socratismo.
A suspensão do actual modelo de ADD é complementada por um Projecto de Resolução, consubstanciado num magnífico texto que define os princípios configuradores de um novo quadro legal da avaliação e da classificação do desempenho das escolas e dos docentes, que, entre outras virtualidades, permitirá reconduzir os professores àquilo que é a sua função essencial na escola: ENSINAR!


PROJECTO DE RESOLUÇÃO N.º   /XI

Princípios a que deve obedecer o novo quadro legal da avaliação e da
classificação do desempenho das escolas e dos docentes

O PSD não põe em causa o princípio de avaliação do desempenho dos professores nas nossas escolas. Mas esta avaliação não deverá ter um intuito penalizador para a sua dignidade e para as suas condições de trabalho.
Pelo contrário, deverá ter como objectivo primordial a melhoria do desempenho dos docentes.

A insistência no actual modelo de avaliação vigente não trará qualquer vantagem para o sistema, sendo mesmo, paradoxalmente, um factor de perturbação da desejada qualidade do ensino.

Desse modo, o PSD propôs a sua suspensão numa outra iniciativa legislativa apresentada conjuntamente com a presente.

Precisamente porque acredita que a avaliação dos docentes deve constituir um elemento incentivador da melhoria da qualidade do ensino nas nossas escolas, o Grupo Parlamentar do PSD propõe, neste projecto de resolução, os princípios que deverão nortear a aplicação de um novo modelo, a ser aplicado a partir o início do próximo ano lectivo.

Assim, nos termos regimentais e constitucionais aplicáveis, os Deputados abaixo assinados do Grupo Parlamentar do PSD propõem que a Assembleia da República adopte a seguinte:
RESOLUÇÃO 
1.    Até ao final do presente ano lectivo, o Governo deverá aprovar um novo enquadramento legal e regulamentar que concretize um modelo de avaliação do desempenho docente que deverá produzir efeitos a partir do início do próximo ano lectivo.
2.    Para o efeito previsto no número anterior, o Governo deverá desenvolver todas as diligências no sentido de gerar o mais amplo consenso possível com os diferentes agentes educativos.
3.    O novo modelo de avaliação deverá nortear-se pelos seguintes princípios:

a.    O quadro legal que venha a ser definido deve tratar autonomamente a avaliação do desempenho e a classificação do desempenho.
b.    O modelo de avaliação e classificação do desempenho deve ser desenvolvido com a colaboração estreita dos actores a quem se destina, substituindo a lógica da imposição pela lógica da aceitação.
c.    O modelo de avaliação e classificação do desempenho das escolas e dos professores deve prever um sério escrutínio técnico, de natureza pedagógica e científica, por parte das associações representativas da comunidade educativa, de modo a garantir-lhe credibilidade e exequibilidade. 
d.    O modelo de avaliação e de classificação do desempenho não deve ser universal, isto é, não deve ser o mesmo para contextos científicos e pedagógicos diferentes.
e.    A avaliação do desempenho deve privilegiar a avaliação do desempenho da Escola, enquanto somatório do desempenho dos seus actores.
f.     A avaliação do desempenho dos docentes far-se-á tendo como referencial obrigatório o quadro de desenvolvimento da escola a que o docente pertence e não uma multiplicidade de percursos e objectivos individuais dos docentes que a integram.
g.    A avaliação do desempenho deve visar a gestão do desempenho, isto é, ter como resultado prioritário a determinação dos obstáculos ao sucesso do ensino e a sua remoção, numa lógica formativa.
h.    A classificação do desempenho referir-se-á a ciclos temporais bem mais dilatados que o anual, manifestamente insuficiente para gerar alterações observáveis relevantes e de forma a não supor cargas incomportáveis de procedimentos administrativos. No que toca a consequências na progressão na carreira dos docentes, tais ciclos temporais serão os da duração de cada escalão profissional.
i.      A classificação do desempenho deve revestir uma lógica externa preponderante, removendo definitivamente da cultura organizacional das escolas os malefícios da classificação inter-pares.
j.      A avaliação e a classificação do desempenho devem ser consequentes, num quadro de correspondência bem definida entre autonomia e responsabilidade.
k.    A avaliação e a classificação do desempenho devem constituir referenciais dominantes da acção de supervisão formativa da Inspecção-Geral da Educação e instrumentos axiais de uma política de garantia da qualidade do ensino.
Palácio de S. Bento, 24 de Março de 2011

Os Deputados,

O anúncio da revogação da ADD

Valeu a pena a persistência!...
Parabéns ao PSD!

O ignóbil modelo de ADD cai amanhã, no Parlamento, por iniciativa do PSD

Para quem não acreditava, aqui está!
E é só o primeiro passo para se começar a mudar de vida, nas escolas públicas.


Projecto de Lei nº  575/XI
  
Suspensão do actual modelo de Avaliação do
Desempenho de Docentes

Exposição de Motivos
  
O modelo de avaliação de docentes tem sido causa de enorme perturbação nas nossas escolas e de gritante desmotivação para a generalidade dos professores portugueses.
No início desta Legislatura, o Parlamento criou condições para que o actual Governo rectificasse as evidentes debilidades do modelo obsessivamente imposto pela anterior governação liderada pelo Eng. José Sócrates.
Contudo, desafortunadamente, mais de um ano volvido, somos obrigados a concluir que, substantivamente, pouco mudou. Não se ignora a alteração do Estatuto da Carreira Docente que, por força da acção do PSD, permitiu que, designadamente, culminasse a divisão artificial entre as categorias de “professor titular” e de mero “professor”. Mas, no que concerne ao modelo de avaliação do desempenho docente, as mudanças não trouxeram qualquer melhoria que respondesse aos problemas decorrentes do anterior modelo.
O processo de avaliação dos docentes é, hoje, nas nossas escolas um enorme encargo burocrático para os professores, dele nada decorrendo de positivo, do ponto de vista formativo e de incentivo a progressos no seu desempenho.
O Grupo Parlamentar do PSD propõe, deste modo, a suspensão deste modelo de avaliação, em coerência com o enunciado e com o intuito de recentrar a actividade dos professores no ensino e nas aprendizagens dos seus alunos, isto é, na sua essencial missão nas escolas.
Em paralelo e em simultâneo com o presente projecto de lei, o Grupo Parlamentar do PSD apresenta um projecto de resolução em que materializa a sua visão e as suas propostas para um modelo de avaliação dos professores simples, consequente, que contribua para a melhoria do seu desempenho e que não perturbe a sua actividade docente.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis, os deputados abaixo assinados apresentam o seguinte Projecto de Lei:

Artigo 1.º
(Norma revogatória)

1.    São revogados os artigos 40.º a 49.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, alterado pelos Decretos-Lei n.º 105/97, de 29 de Abril, 1/98, de 2 de Janeiro, 35/2003, de 27 de Fevereiro, 121/2005, de 26 de Julho, 229/2005, de 29 de Dezembro, 15/2007, de 19 de Janeiro, 35/2007, de 15 de Fevereiro, 270/2009, de 30 de Setembro e 75/2010, de 23 de Junho.

2.    É revogado o Decreto Regulamentar 2/2010, de 23 de Junho.

Artigo 2.º
(Novo modelo de avaliação do desempenho docente)

Até ao final do presente ano lectivo, o Governo aprovará o enquadramento legal e regulamentar que concretize um novo modelo de avaliação do desempenho docente e que deverá produzir efeitos a partir do início do próximo ano lectivo.

Artigo 3.º
(Período Transitório)

Durante o período que decorre até à entrada em vigor do novo modelo de avaliação do desempenho docente, são repristinados os artigos 39.º a 53.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovados pelo Decreto-Lei n.º139-A/90, de 28 de Abril, alterado pelos Decretos-Lei n.º 105/97 de 29 de Abril, 1/98 de 2 de Janeiro, 35/2003 de 27 de Fevereiro, 121/2005 de 26 de Julho, 229/2005 de 29 de Dezembro.

Artigo 4.º
(Entrada em vigor)

A presente lei entra em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.

Palácio de S. Bento, de 24 de Março de 2011

Os Deputados,

Há mais vida para além de Roque Santeiro

Uma entrevista didáctica para aqueles que, apesar de não terem enxergado nenhum dos milagres prometidos pelo Roque Santeiro português, persistem em acreditar, contra todas as evidências e desafiando a racionalidade mais óbvia, nas suas dissociações e virtualidades salvíficas.
Um exercício lúcido de desmistificação da actuação política e da retórica falaciosa de Sócrates e afins.

Uma auditoria às finanças públicas, já!

Para que a exigência de verdade e de transparência não se veja reduzida a uma mera invocação retórica, é fundamental que os portugueses sejam esclarecidos, antes da realização das eleições legislativas, sobre o real estado das finanças públicas do país.
Por conseguinte, subscrevo os apelos de António Barreto e da minha colega Maria João Cunha a remeterem esta incumbência de superior serviço público para a Presidência da República.
Desta vez, os portugueses reclamam que seja tudo posto em pratos limpos, sem ocultações, truques ou conluios, pelo que, na minha opinião, a responsabilidade pela implementação deste desígnio nacional devia ficar acometida às duas mais altas figuras do Estado, o Presidente da República e o Presidente da Assembleia da República.
Exijamo-lo, já!

Caros amigos,
Julgo que é chegado o momento de nós, cidadãos, fazermos alguma coisa por nós próprios, pelos nossos filhos e pelo país (que não tem culpa do estado a que chegou). A democracia representativa não impede que façamos ouvir a nossa voz de cidadãos: afinal somos nós que elegemos os nossos representantes.
Neste sentido, e dadas as circunstâncias políticas, urge manifestarmos a nossa vontade.
Foi por isso que escrevi, há pouco, ao Sr. Presidente da República a reiterar o apelo feito ontem à noite por António Barreto, na SIC Notícias, no sentido de o Presidente chamar o Governador do Banco de Portugal para proceder a uma rápida auditoria às finanças públicas, antes das eleições, a fim de que o povo seja informado com verdade acerca do real estado do país: só assim poderemos votar de forma responsável e consciente.
O texto que escrevi, através do site da Presidência da República, no campo "Escreva ao Presidente", é o que transcrevo a seguir. Se quiserem, podem copiá-lo, ou redigir o vosso próprio texto.
Sr. Presidente da República Portuguesa, 
No contexto político em que nos encontramos, venho solicitar-lhe o atendimento do apelo feito ontem, 23 de Março, por António Barreto, no programa televisivo do canal SIC Notícias, apresentado pela jornalista Ana Lourenço, no sentido de que, através do senhor Governador do Banco de Portugal, seja executada uma breve auditoria às finanças públicas a fim de que, antes das eleições, o povo seja esclarecido com verdade acerca do real estado do país, nesse domínio. Em concordância com aquele sociólogo e intelectual, essa atitude de honestidade política urge para um esclarecimento popular da verdadeira situação financeira do país, conducente a uma consciente escolha, no momento de votar.
Seria bom que cada um reencaminhasse este mail para os seus contactos. Vamos fazer ouvir a nossa voz!
Maria João Cunha

Metas de aprendizagem é favor depositar no Metão

Esta gente esqueceu-se, definitivamente, que a função e a ocupação decisiva dos professores é ENSINAR.
Para os adictos ao eduquês e às suas burocretinices, as notícias sobre o "Metão" estão aqui.

A Alemanha está necessitada de engenheiros

Numa intervenção a roçar o histérico e a resvalar para uma intromissão despropositada e perigosa na soberania nacional, a chanceler alemã, Angela Merkel, acaba de exprimir uma incompreensível incomodidade face ao afastamento daquele que mais se assemelha a um seu comissário político (tipo "fera" para consumo interno, mas "gatinho" na pedinchice externa), em Lisboa, ignorando o quão útil o engenheiro Sócrates lhe pode vir a ser no âmbito do relançamento da economia alemã.
Um raríssimo diploma dominical (talvez, único em todo o mundo) e um domínio "fax de conta" do Inglês Técnico constituirão, indiscutivelmente, uma vantagem preferencial.
Sugiro a promoção comercial e a venda de submarinos aos ditadores amigos da Internacional Socialista.

Uma teoria de ciclo vital do desenvolvimento humano

O mais preocupante é ver-me já conceptualizado (embora a marca da minha preferência não seja exactamente esta) na 3ª etapa!

Esta noite, sinto-me assim...

Até nunca mais, Sócrates!

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Conseguimos. Porreiro, pá!

Passei a tarde e o princípio da noite em viagem, pelo que apenas pude fazer um acompanhamento radiofónico do momento pelo qual milhares de professores ansiavam: a queda do primeiro-ministro que arrastou a ética política e o país para um nível de degradação sem precedentes, além de ter feito da afronta aos professores e da devastação da seriedade de procedimentos na escola pública a pedra de toque da sua execrável actuação política.
Embora afirme que "conseguimos" derrubar Sócrates, trata-se, obviamente, da valorização de um papel de formiga que nos coube neste combate, naquele sentido metafórico em que a formiga caminha, no deserto, lado a lado com o elefante e olhando para trás, desabafa: "Elefante, já reparaste na poeira que estamos a levantar?!".
Mas, o que é facto é que, muitos de nós, nos orgulhamos de ter contribuído para resgatar o país da influência nefasta do socratismo.
Uma vez consumada a demissão de Sócrates, que estranhamente parece estar a causar uma inusitada azia a um ou outro resistente - ainda que muito em breve deixarão de ter razões para tamanha indisposição (digo, eu), o meu  blogue deixará o luto que mantém, desde 2009, e assumirá uma vocação mais construtiva e proactiva, na procura de ideias e de soluções alternativas ao estado actual do país e, sobretudo, da escola pública.
Brevemente, um grupo de professores dará notícia da organização de um jantar comemorativo da queda de Sócrates, para o qual serão convidados, quer todos os professores que se opuseram à desgovernação deste personagem em matéria de educação, quer todas as personalidades públicas e partidárias, da esquerda à direita, que se empenharam na denúncia e no combate às medidas impostas pelo ministério da Educação.

Terça-feira, 22 de Março de 2011

Amanhã, será um grande dia

Decorridos seis anos da malfadada chegada de Sócrates ao poder, eis que amanhã será um grande dia para todos aqueles que temos resistido à prepotência, às mentiras, ao ilusionismo e, sobretudo, aos ataques sem paralelo que Sócrates dirigiu à dignidade e à profissionalidade dos professores.
Aliás, nem sequer concebo que algum professor possa sentir-se angustiado ou abespinhado com a queda de Sócrates, a não ser por razões de um qualquer oportunismo, de uma cega fidelidade partidária ou de um insondável défice de auto-respeito.
Mas, vamos ao que interessa: confirmando-se, amanhã, o despedimento de Sócrates e do seu desgoverno, divulgarei e dinamizarei aqui uma iniciativa comemorativa desta libertação política e moral, que está engatilhada, desde 2008, à espera desta ansiada oportunidade.

Uma mudança que se saúda

Não é habitual, no contexto empresarial português e na filosofia organizacional das empresas de serviços, a assumpção de falhas e de erros, seguida de um pedido de desculpas.
Esta carta foi-me remetida na sequência de uma interrupção prolongada na disponibilização do sinal de televisão, telefone e Internet, aqui denunciada.
Da mesma forma que critiquei a falha no serviço, também não me inibo de dar nota pública desta nova atitude, pois trata-se de uma mudança de paradigma de actuação e um sinal de maturidade desta empresa, que registo e saúdo.
Assim procedessem os (ir)responsáveis políticos que nos têm desgovernado, nos últimos 6 anos.

Segunda-feira, 21 de Março de 2011

Hoje, comprometam-se

Numa feliz e não ocasional concomitância, celebra-se, hoje, o Dia Mundial da Árvore e o Dia Mundial da Poesia.
Não há poesia mais bela que aquela que a Natureza escreve sempre que da semente ou do enxerto faz nascer e crescer e florir e frutificar a árvore.
Compreendo que a maioria das pessoas possa não dispor das condições ou das predisposições para plantar uma árvore, para ler um livro de poesia e/ou para escrever um poema. Mas, no mínimo, procurem comemorar este dia comprometendo-se para, no tempo que aí vem de Primavera, plantarem uma árvore, que sempre poderia simbolizar a despedida do longo e penoso Inverno socrático, ou, em alternativa, fruírem um livro de poemas, no entardecer dos dias soalheiros que aí virão.
Dêem uma oportunidade à vida, à humanização e ao ensimesmamento reflexivo/criativo.
O mundo e a humanidade merecem!...

Domingo, 20 de Março de 2011

Em matéria de ADD, novidades, novidades... só no Parlamento

No decurso do tempo que os professores levam de resistência às sucessivas versões do actual modelo de avaliação do desempenho docente fui formando as duas convicções a seguir explicitadas.

Pela via da contestação e da negociação sindical* não adviria nenhuma possibilidade de derrubar esta concepção absurda de avaliação do desempenho, como ficou bem patente no "memorando de entendimento" e no "acordo de princípios", onde foi por demais evidente a anuência e o compromisso sindical com este tipo de hetero-avaliação burocrática, opaca, arbitrária e sem nenhuma relevância para a proficiência docente e para a qualificação do ensino.
A contestação de meias-tintas, apenas para professor ver, que tem caracterizado a actuação sindical da FNE e da FENPROF, no que concerne, quer à exigência de se acabar com a fantochada que vai pelas escolas, quer à consequente dinamização de uma contestação a sério à concretização dos processos desacreditados inerentes ao modelo de ADD, ilustra exemplarmente a falta de convicção das direcções sindicais nesta luta.

Sempre mantive a esperança que o fim deste modelo de avaliação aconteceria pela porta da intervenção parlamentar ou dos sinais oriundos da mais que provável alternância governativa (mesmo que inicialmente surgidos em sede parlamentar), mau grado algumas decepções e frustrações pelo caminho, de cuja responsabilidade os sindicatos não podem alhear-se.
Estou, agora, plenamente convencido que este modelo de ADD cairá às mãos das opções políticas, pelo que os próximos dias, mesmo ainda antes do dia 30 de Março (data da audição promovida pela Comissão Parlamentar de Educação e Ciência), serão certamente prometedores. Aguardemos, pois!...

* Então, sobre as actuações judiciais contra a ADD, ou contra outras medidas do ministério da Educação e do Governo, nem sequer vale a pena tecer nenhum tipo de comentário.

Ponto de situação relativamente à petição pelo fim deste modelo de ADD

O email que divulgo em baixo foi-me remetido pelos colegas da Escola Secundária c/3º Ciclo Henrique Medina (Esposende) que promoveram a petição online contra o actual modelo de avaliação e que aqui empreendem o ponto de situação de todo o processo, com especial destaque para a audição, em sede de Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, que terá lugar no próximo dia 30 de Março.
Como esta temática é do interesse dos milhares de professores que rejeitam esta farsa de avaliação do desempenho, tomo a liberdade de divulgar publicamente o conteúdo do email, não sem antes deixar um abraço de agradecimento aos colegas que promoveram esta relevante iniciativa.

Estou com esta Odisseia

Fonte: Público
Angustiava-me e indignava-me a aparente indiferença internacional face ao contra-ataque, absolutamente desigual e desumano, encetado por Kadhafi contra uma população líbia ciosa de liberdade e justiça, chacinando os resistentes quase indefesos, maioritariamente jovens, como se de ratos se tratasse.
O mundo livre e democrático não podia apoiar e incentivar o povo líbio a libertar-se da opressão e da tirania, para, depois, quando esse desígnio é concretizado, ser deixado à mercê da retaliação animalesca dos homens de Kadhafi.
Como tal, congratulo-me com a resposta pronta da França, da Inglaterra e dos Estados Unidos, dando cumprimento à Resolução 1973 das Nações Unidas, pois só desta forma é possível neutralizar os ditadores sanguinários e proporcionar efectiva confiança e esperança ao desejo de democracia de milhões de jovens por todo o mundo.
Mas, também me choca ver alguma esquerda posicionar-se contra esta intervenção das Nações Unidas, colocando-se, na prática, do lado de uma oligarquia psicopata, em oposição, quer à emergência reclamada pela protecção de um povo indefeso, quer ao amparo do humanismo e dos valores que estruturam os direitos humanos mais básicos.