Um murro de Santana Castilho na consciência de Passos Coelho e da elite política "laranja" (18-01-2012): As "natas"

Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

Um Governo condenado pelas oportunidades perdidas

In Público, 31-08-2011 (Clicar na imagem para aumentar)
Mais uma excepcional e arrasadora crónica de Santana Castilho, que, assim, regressa em grande forma do período estival.
Face à quase acefalia que vem caracterizando as abordagens jornalísticas das matérias educativas, com particular incidência para a avaliação dos professores (impressiona a forma como o editorial "anónimo" do Público se banha na espuma do processamento superficial da informação, ilusionando-se com a pretensa inteligência negocial de Nuno Crato, ao mesmo tempo que parece ignorar que o modelo agora comerciado é, no essencial, o mesmo que já existia, apenas com outras designações e retoques cirúrgicos, para não dizer cosméticos, além de que é um rebento sempre apadrinhado pelos entendimentos e acordos destes sindicatos), esta crónica de Santana Castilho é um exercício lúcido e rigoroso do desempenho governamental, porque nem todos, em Portugal, embandeiram nas ondas da inactivação da seriedade analítica e do espírito crítico (esta competência incómoda que, para Nuno Crato, parece rivalizar em clara desvantagem com a instrução, nas finalidades da educação).
E a verdade é que o desempenho governamental é, mesmo, sofrível, porque, especificamente, no domínio da Educação, multiplicam-se as oportunidades perdidas:
- não se alterou o modelo de gestão das escolas;
- não se assumiu que a avaliação do desempenho dos professores é parte da avaliação do desempenho das escolas;
- não se procedeu à reforma drástica da Inspecção-Geral da Educação;
- não se limpou e simplificou o labiríntico e desconexo edifício administrativo e legislativo;
- não se anunciou um concurso nacional de professores para o próximo ano lectivo;
- não se extinguiu a Parque Escolar, EP;
- não se apresentou um exigente Estatuto do Aluno;
- não se anunciou uma intervenção a doer no processo de formação inicial de professores.

Octávio V. Gonçalves 

Sábado, 27 de Agosto de 2011

Uma alternativa credível à filosofia de avaliação do desempenho que governo(s) e sindicatos teimam em impor aos professores - Parte III

Este post é a continuação deste e incorpora o essencial da resposta a este repto do colega Afonso Henriques. Quem estiver apenas interessado na minha proposta concreta de modelo de avaliação dos professores pode passar directamente para o texto a azul.

Além de uma multiplicidade de vertentes e componentes funcionais da actual ADD que foram sendo corrigidas ou eliminadas, de versão para versão, por força da resistência dos professores e da pressão dos sindicatos, é pública a minha rejeição da filosofia e das dinâmicas processuais que estruturam o modelo em vigor, mercê da forma como as mesmas tendem a gerar complexidão desnecessária, artificialidade, arbitrariedade e instabilidade/conflitualidade no sistema. No fundamental, considero existirem quatro pressupostos críticos que minam a conformidade organizacional e a operacionalidade dos processos avaliativos em vigor, comprometendo-lhes a credibilidade e a eficiência. Refiro-me ao seguinte:

1) para uma organização como a escola, em que os professores partilham programas, projectos, alunos e turmas, devendo pautar a sua actuação pelo trabalho colaborativo e em equipa, é um disparate deixar à iniciativa de cada um, tanto a definição do “Projecto docente” (nova designação para os famigerados “objectivos individuais”), como a escolha sobre o nível de desempenho na escola, decidindo se trabalharão para “bom”, para “muito bom” ou para “excelente”, o que é susceptível de prejudicar o investimento dos professores no trabalho com os alunos, seja pela percepção de uma quase inexistência de avaliação, seja por excesso de procedimentos e artifícios dirigidos à sua própria avaliação;

2) os procedimentos avaliativos em vigor introduzem no trabalho dos professores, quer duplicações de referenciações, de descrições, de evidenciações e de avaliações (já empreendidas, ao longo do ano, em sede de direcção, de conselho pedagógico, de grupo disciplinar e de departamento, para serem registadas e repetidas novamente em fichas e relatórios de auto-avaliação), quer produções fictícias de aulas para observador/avaliador ver, pelo que se hipoteca, de forma contraproducente, tempo, energia e recursos;

3) a opção pela mobilização de professores não eleitos pelos pares ou sem autoridade reconhecida para avaliarem colegas (tanto os habilidosamente designados, por esta equipa ministerial, como “bolsa de avaliadores” externos, como “quem” o Coordenador “designar”) constitui um erro, evitado na generalidade dos países europeus (e rejeitado no programa eleitoral do PSD), e um factor de perturbação permanente do processo avaliativo, porque não afasta a invocação de conflitos de interesses (por exemplo, a mobilidade e os horários “zero” derrubam a natureza estanque das escolas) e o apelo ao não reconhecimento da autoridade do avaliador (quantas vezes, pelo conhecimento do nível da sua própria docência);

4) a indistinção e a confusão entre avaliação, enquanto dispositivo de vigilância e instrumento de melhoria e aperfeiçoamento das práticas docentes, sinalizando eventuais dificuldades e problemas com que alguns professores se possam debater e contribuindo para a superação dos mesmos, e classificação, tanto para efeitos de progressão ou qualquer outra forma de premiar o desempenho adequado e o mérito excepcional, como para fins de penalização de eventuais negligenciações reiteradas dos deveres profissionais.

Qualquer alternativa credível de avaliação do desempenho docente deve contribuir para neutralizar os quatro pressupostos disfuncionais assinalados, além de procurar uma convergência com as melhores experiências europeias. Para que tal ocorra, torna-se imprescindível reservar as funções de avaliação e classificação ao director, ao coordenador de departamento/grupo disciplinar e, em casos especiais, a um corpo regional de inspecção pedagógica, assim como assumir-se a filosofia e os processos a seguir explicitados:

- uma vez que a escolha democrática é a fonte mais inquestionada e transparente de legitimação do poder e da autoridade, os directores e os coordenadores (de departamento ou disciplinares, tendo em conta a dimensão dos grupos disciplinares), a quem caberia a fase interna da avaliação e da classificação dos docentes, deveriam ser objecto de eleição pelos seus pares, dentre aqueles docentes mais experientes e mais respeitados/autorizados das escolas (ou, no mínimo, deixada à autonomia de cada escola, a opção pelo tipo de escolha de directores e coordenadores), da mesma forma que as avaliações e as classificações externas, relativas ao “mérito excepcional” e ao “plano de acompanhamento individual” deveriam pertencer a profissionais de uma carreira técnica específica, não sobreponível ou confundível com a carreira docente, ou seja, um corpo regional de inspectores pedagógicos;

- é indiscutível que, nas escolas, a grande maioria dos professores cumpre adequadamente e a níveis muito similares o desempenho das suas funções, uma minoria negligencia ou mostra-se incapaz de corresponder aos seus deveres profissionais e uma outra minoria tem um nível de empenhamento e de comprometimento com o ensino de excelência. Este pressuposto permitiria, desde logo, esvaziar a actual discordância acerca das quotas, além de que, não tenho qualquer dúvida, traduz a distribuição de classificações em qualquer modelo de avaliação que seja credível, uma vez que é esta a realidade concreta na esmagadora maioria das escolas;

- ao pressuposto anterior acresce a evidência de que a avaliação dos professores deve pautar-se por critérios de simplicidade, parcimónia e realismo, não introduzindo processos e práticas artificiais, desnecessárias (em termos dos seus resultados concretos) ou contraproducentes, não estorvando o desempenho das funções docentes e não prejudicando, antes pelo contrário, as aprendizagens dos alunos;

- todos os professores, sem excepção, seriam avaliados em permanência, sem terem que estar a trabalhar especificamente para a sua própria avaliação, antes se limitando a cumprir empenhadamente as suas tarefas, a realizarem as suas actividades e a procederem à avaliação regular das mesmas, nos seus órgãos de pertença, sendo objecto de uma classificação de serviço pelo director e pelo coordenador de departamento ou de grupo disciplinar (prevalecendo a média das duas classificações) no final do ciclo avaliativo, em função do seu trabalho como professor;

- a avaliação teria uma regularidade ordinária e a classificação ocorreria, nos finais de ciclo, para efeitos de progressão ou, extraordinariamente, quando o director ou o coordenador (podendo também fazê-lo por solicitação subscrita pela maioria dos professores do departamento/grupo disciplinar) apresentassem proposta fundamentada para uma avaliação de mérito excepcional (professor excelente) ou para um plano de acompanhamento individual (professor com dificuldades manifestas);

- de acordo com a avaliação anual e rotineira que o director e o coordenador empreendessem do trabalho de cada professor, proporiam, no final do ciclo avaliativo, uma classificação de serviço para cada docente, acompanhada de uma fundamentação simples e objectiva dessa classificação, com base no trabalho desenvolvido pelo professor (aqui, 2 ou 3 páginas chegavam). Sempre que as classificações ficassem abaixo do nível “Bom” dariam lugar à definição e implementação de um plano de acompanhamento, com aulas observadas e participação obrigatória do inspector regional da área pedagógica do docente, da mesma forma que as classificações de excelência que fossem atribuídas dariam lugar a um período de confirmação ou não dessa classificação, em que o inspector regional da área pedagógica do docente avaliaria o trabalho desse professor, podendo assistir a algumas das suas aulas, de forma a garantir uma equidade regional e nacional na atribuição destas distinções excepcionais, que acelerariam a progressão ou se traduziriam em qualquer outra forma de compensação;

- no quadro da autonomia de cada escola ou em função do critério/necessidade do director e do coordenador poderiam ser solicitados aos professores documentos ou esclarecimentos adicionais (eventualmente, uma auto-avaliação) considerados imprescindíveis à elaboração das propostas de fundamentação das classificações;

- qualquer professor poderia sempre recorrer da sua classificação de serviço para uma secção de recurso do conselho pedagógico da escola, o que implicaria, obrigatoriamente, a participação do inspector regional da respectiva área pedagógica no processo de análise e de resposta ao recurso apresentado;

- ao corpo regional de inspectores pedagógicos competiriam, ainda, vigilâncias de rotina das escolas e dos professores, bem como a avaliação dos resultados obtidos pelos alunos em exames nacionais, nas suas escolas de incidência, definindo medidas concretas de actuação para os diferentes grupos disciplinares, sempre que os resultados fossem menos positivos.

Eis um modelo exigente, simples, não burocrático, transparente, confiável, justo, pacificador das escolas e facilmente operacionalizável, além de que nenhum comentador, nenhum cidadão ressentido ou nenhum projecto precocemente abortado de professor nos poderia acusar de rejeitarmos a avaliação e a classificação de serviço.

Octávio V. Gonçalves

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

Eu quero avaliação para todos, mas não quero esta ADD para ninguém. E por toda a Europa, estou muito e bem acompanhado - Parte II

Este post, além de constituir a continuação natural deste, é também uma parte substantiva da resposta a este repto do colega Afonso Henriques, que continuará num terceiro e derradeiro post sobre a matéria da avaliação dos professores. A partir daí, mais nada da minha parte sobre esta temática!

Decididamente, não me conformo com a tirania pedagógica, a pelintrice política e académica ou o obscurantismo que têm sequestrado o debate governamental, sindical, jornalístico e público à volta da avaliação dos professores, traduzido em anómalos e inusitados acoitamentos dispensados ao modelo de avaliação do desempenho docente [ADD] herdado do socratismo, pelo que não resisto a desmistificar a pretensa inevitabilidade e universalidade de uma filosofia de avaliação que o governo e os sindicatos teimam em impingir aos professores e às escolas, o que passa pela divulgação e pelo sublinhado das principais realidades e tendências europeias de enquadramento da actividade docente e da avaliação dos professores, para o que basta consultar-se a informação disponível no site da Rede Eurydice e, especificamente, neste documento (Eurydice, 2008).
Claro está que não vou enveredar aqui por exemplificações ou referenciações país a país (o que tornaria o post demasiado extenso), ficando para uma análise em outro fórum e registo, remetendo-me ao destaque mais generalista das ideias fundamentais, ainda que suportado nos dados objectivos inscritos nas fontes identificadas.
Desde logo, há uma conclusão que ressalta da análise dos diferentes modelos europeus de avaliação dos professores: a esmagadora maioria dos países não prevê nenhuma avaliação interna pelos pares, além de que nenhum país europeu enveredou pelo disparate de conceber ou implementar um modelo de avaliação em que os professores na mesma carreira se avaliam e se classificam uns aos outros ou, sequer, se entregam a trabalho específico (reuniões, fichas, preparações cénicas de aulas, produções fictícias e registos de evidências, duplicações de referenciações e avaliações de actividades e projectos, observações de aulas, etc...), próprio de avaliadores e de avaliados, ao longo do ano lectivo e em simultaneidade com a docência.
Como tal, aqueles que qualificam de radical e de absurda a rejeição do modelo nacional de ADD, sustentado pela troika Sócrates, Passos Coelho e sindicatos, apenas expõem o seu compromisso pessoal com a filosofia que o suporta e iludem ou ignoram a existência de múltiplas alternativas credíveis à FARSA, a não ser que ainda permaneçam formatados em sobrevivências do "orgulhosamente, sós!...".
Todavia, a temática da avaliação dos professores não pode ser separada das realidades e tendências que, maioritariamente, enquadram a actividade docente na Europa, sendo, no essencial, as seguintes e relativamente às quais exporei, por contraposição, a minha percepção da nossa realidade concreta, em cada um destes domínios:
- aposta crescente na qualidade da formação inicial (entre nós, nenhuma intervenção ou esforço de qualificação nesta dimensão, nos últimos anos) e contínua dos professores (por cá, assistimos a uma planificação e centralização socialista da formação contínua que conduziu a uma paupérrima homogeneização da oferta formativa e à quase paralisia dos Centros de Formação), com a multiplicação de oportunidades de desenvolvimento profissional contínuo;
- promoção do trabalho em equipa, inclusivamente protegido por legislação específica, fomentando-se as actividades colaborativas entre professores e escolas (entre nós, esta ADD teve como consequência a degradação do relacionamento entre os professores e a destruição do espírito cooperativo e colaborativo);
crescente autonomia, flexibilidade e confiança concedidas aos professores, valorizando-se a sua liberdade educativa (sem prejuízo dos mecanismos de vigilância exercidos pelos corpos de inspecção e  pelos directores), complementada por uma  tendência de descentralização e, por consequência, por uma gradual diminuição da imposição de normas de carácter nacional ou regional, com especial incidência para o envolvimento dos professores no desenvolvimento curricular e para os contributos locais na definição de conteúdos educativos (por cá, à desconfiança básica nos professores, ao condicionamento e à imposição de métodos de ensino - ainda que deixada à arbitrariedade do colega avaliador, acresce o tradicional centralismo em termos curriculares e organizativos);
- aposta no ensino diferenciado e na disponibilização de apoios e aulas adicionais (às vezes, no final do ano lectivo) aos alunos reveladores de maiores dificuldades, com recurso a bolsas de professores reconvertidos e especializados para este efeito, como os "assistentes pedagógicos" (República Checa), os "professores técnicos dos serviços comunitários" (Espanha), os "professores de instrução pós-escolar" (Eslovénia) ou os professores de apoio às escolas e às famílias, como ocorre na Itália e no Reino Unido (entre nós, mandam professores, em massa, para o desemprego ou para horários "zero", enquanto os problemas de aprendizagem e as faltas de apoio escolar efectivo afectam milhares de alunos com maiores dificuldades);
- reforço da participação individual dos professores nas reformas dos sistemas educativos, em complemento à representação colectiva, através de consultas regulares, pesquisas de larga escala, Internet ou projectos-piloto, visando aportes de conhecimentos e experiências mais próximos da realidade, bem como superação de resistências às reformas (por cá, são as costumeiras imposições a partir de entendimentos/acordos entre governo e sindicatos, negociados nas costas e à revelia da vontade e das expectativas dos professores);
- enfoque maioritário na avaliação global do sistema e na avaliação da unidade escola e menos na avaliação individual dos professores, com alguns países a abdicarem mesmo das avaliações individuais, atribuindo as responsabilidades às equipas docentes (entre nós, prevalece a actual obsessão pelos desempenhos individuais dos professores - na sua dimensão folclórica, apenas para efeitos de uma progressão na carreira, que tarde voltará a ocorrer, mas sem qualquer repercussão positiva, bem pelo contrário, nas aprendizagens dos alunos);
- nos últimos anos, tem-se enfatizado a análise dos resultados dos alunos, particularmente em provas/exames nacionais ou internacionais, conduzindo a responsabilizações e ajustamentos das práticas lectivas (por cá, além da perda da cultura de exigência e da inexistência de exames nacionais à generalidade das disciplinas, os resultados não constituem uma componente decisiva da avaliação do trabalho das escolas).

A partir das realidades e das tendências descritas, prevalecem, nos países europeus, os enquadramentos da avaliação dos professores que o quadro seguinte evidencia:

Fonte: Eurydice (2008, p. 62)
No essencial, predomina, na Europa, uma sobreposição de diferentes formas de avaliação: a empreendida por corpos (exteriores às escolas) especializados de inspectores nacionais e/ou regionais, largamente maioritária (que absurdos os nossos colegas europeus!...) em parceria com as responsabilidades de avaliação dos directores/coordenadores de escola e com processos escolares simples de auto-avaliação, numa dimensão colectiva e individual.
Mesmo nos escassos países em que existe participação dos professores na avaliação dos colegas, a mesma não reveste o recurso a professores que observam aulas de outros, e muito menos sem formação ou reconhecimento de autoridade, restringindo-se essa participação a serem chamados a aprovar as promoções propostas pelo director, o que exige a maioria absoluta dos votos dos membros do conselho escolar, como no caso da Eslovénia.
As implicações das realidades e tendências dos enquadramentos europeus, em matéria de avaliação dos professores, para a definição de um modelo sério, credível e funcional que seja uma verdadeira alternativa à FARSA em vigor e em negociação entre governo e sindicatos, constituirão a temática do próximo post, mostrando que é possível avaliar e classificar todos os professores, sem burocracias, bagunças, palhaçadas, rivalidades doentias e conflitualidades artificiais nas escolas.

Octávio V. Gonçalves
(continua) 

Sábado, 20 de Agosto de 2011

Há mais e melhor vida escolar para além desta ADD - Parte I

Entre nós, pelo menos desde 2008, a análise e o debate sobre a avaliação dos professores encontram-se enclausurados e amarrados a uma incompreensível lógica de unicismo, exclusivismo, inevitabilidade e acriticismo face aos fundamentos que enformam o actual modelo de ADD, o que não tem, viciosamente, consentido a admissão e a discussão de alternativas, por via, sobretudo, de um generalizado recurso a uma falácia e à sua consequente cilada analítica:
1) a retórica falaciosa reporta à crença de que o actual modelo específico e esta filosofia de avaliação em concreto coincidem, absolutamente, com a avaliação do desempenho em si mesma, excluindo qualquer outra alternativa ou possibilidade de se conceber a avaliação dos professores, conduzindo a dois posicionamentos intelectualmente fascistas, pois, quem rejeita "este modelo de avaliação" é julgado como recusando "a própria avaliação" e, por extensão, visto como alguém que resiste a ser avaliado, além de que quaisquer propostas ou paradigmas alternativos de avaliação são imediatamente desqualificados como absurdos, inviáveis, inoperacionais, ineficazes, utópicos ou ameaçadores. E esta ditadura da pedagogice única tem, efectivamente, entravado o debate entre os professores e tem parasitado a propositura de modelos alternativos por parte de sindicatos e partidos. Esta situação é tanto mais bizarra e incompreensível, quanto a filosofia de avaliação do desempenho em vigor, ancorada numa espécie de hetero-avaliação dos desempenhos individuais e atomizados, nem sequer predomina na esmagadora maioria dos países mais desenvolvidos da Europa e do Mundo (como demonstrarei na continuação a este post);
2) a falácia atrás descrita tem tido como consequência a viciação da análise e o levantamento permanente de emboscadas àqueles que se opõem a esta ADD, no sentido  de os condicionar a aceitar os pressupostos desta avaliação e os levar a discutir minudências, mudanças de designações, aparentes simplificações ou mesmo rastilhos de pólvora seca, como o artigo 20º, o ponto x ou a alínea y. Como rejeito, em absoluto, a filosofia e os pressupostos que suportam este modelo de avaliação, a seguir resumidos, não entrarei neste jogo adulterado, não darei nada para este peditório e ponto final. 

As razões de fundo que me levam a repudiar esta ADD, seja qual for a sua versão, já foram abundantemente expostas por mim próprio e, nomeadamente, pelos meus amigos Santana Castilho, Mário Carneiro e Mário Machaqueiro, pelo que apenas as enunciarei sucintamente:
- porque constrange os professores a trabalharem especificamente para a sua própria avaliação, prejudicando a disposição e o tempo requeridos ao ensino e ao trabalho com os alunos e, como tal, tendo reflexos desastrosos na extensão e na qualidade das aprendizagens (as médias nos exames nacionais deste ano estão aí a prová-lo);
- porque se centra exclusivamente em desempenhos individuais atomizados, como se uma avaliação séria e eficaz de uma organização dependesse, quer do resultado de um amontoado de objectivos e de avaliações individuais, quer do conjunto de produções cénicas e artificiais preparadas para avaliador observar ou, ainda, da consideração de inobserváveis e da ignorância, por parte do avaliador, de variáveis cruciais, como a especificidade das turmas e dos ritmos de aprendizagem dos seus alunos (o que com a hipótese do avaliador externo pára-quedista ainda sai mais agravado);
- porque a tutela aliena, de forma negligenciável e desresponsabilizante, as funções de avaliação a qualquer professor, pertença ou não à mesma escola dos avaliados, sem cuidar da formação, da legitimação pelos pares e da existência de reconhecimento da autoridade dos avaliadores, o que podendo parecer economicamente mais rentável, tem custos incalculáveis para as escolas, em termos do descalabro da credibilidade, seriedade e imparcialidade dos seus processos, tendo em conta o que avaliam e como avaliam;
- porque assenta numa lógica auto-contraditória, pois, ao mesmo tempo que desconfia das competências dos professores para ensinarem, confia incontroladamente nas suas competências para avaliarem aulas de colegas, de acordo com as presunções e interpretações privadas dos avaliadores;
- porque, de um ponto de vista psicodinâmico, estimula os oportunistas e os menos escrupulosos a procurarem obter vantagem do facto de muitos colegas não se sentirem motivados para aderir à artificialidade deste modelo de avaliação, preferindo a função de ensinar, o que é gerador de um de dois resultados: a resposta da maioria dos professores ao chico-espertismo daqueles que, não o sendo, se consideram a si próprios excepcionais, potenciando-se as candidaturas às menções de muito bom e de excelente, o que se traduz em sobreocupação dos professores e das escolas com burocracias infernais e rivalidades doentias; o desencadear de mau ambiente escolar e a destruição da colaboração/cooperação entre professores;
- porque confunde avaliação com classificação do desempenho;
- porque fomenta autocracias e lógicas de submissão ao não admitir a existência de directores e de coordenadores de departamento eleitos pelos professores;
- porque é um modelo ao arrepio das melhores práticas de avaliação dos professores e das escolas instituídas nos países mais desenvolvidos da Europa.

Octávio V. Gonçalves
(continua, também porque há uma resposta em falta ao Afonso Henriques

Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

Vem aí o Simplex 3 por "ajuste directo" entre sindicatos e governo

In Público, 17-08-2011 (clicar na imagem para aumentar)
Depois do "memorando de entendimento" e do "acordo de princípios", espera-nos, agora, o "conúbio" entre sindicatos e governo para a manutenção da farsa nas escolas, mais uma vez a contento do oportunismo de alguns professores e apadrinhada pela passividade e alienação de muitos outros.
Quartel de Abrantes, tudo como dantes!...
Tudo em nome da mercantilização da Educação.

Octávio V. Gonçalves

Terça-feira, 16 de Agosto de 2011

Farsa, farsantes e farsolas da avaliação dos professores

Começo por estabelecer que me recuso a qualquer discussão dos méritos e dos deméritos do projecto de avaliação dos professores apresentado pelo Ministério da Educação, pela circunstância de o mesmo estar montado sobre uma desonestidade política (o que, leve o tempo que levar, dá sempre maus resultados) e, ainda mais grave, sobre um modelo e uma filosofia de avaliação do desempenho, herdados de Sócrates e de Maria de Lurdes Rodrigues, que rejeito liminarmente.
Como se não bastassem a falta de seriedade, a arbitrariedade e a ausência de imparcialidade que estruturam este modelo de ADD (que o impreparado Nuno Crato se limita a retocar, tornando-o aparentemente mais leve e negligenciável), o mesmo tem degradado o ambiente nas escolas, tem desgastado inutilmente os professores, tem colocado professores contra professores (o espectáculo mediático e blogosférico dos últimos dias é suicidário para a imagem pública da classe) e tem desencadeado as análises e as intervenções mais patéticas por parte dos comentaristas de ouvido e da ignorância atrevida que anima parte dos fóruns radiofónicos e televisivos (em cada português, há, hoje, um especialista em avaliação de professores), o que, por si só, constituiria motivos mais do que suficientes para se pôr um fim liminar a esta excrescência.
Se não estivessem em causa os efeitos devastadores deste modelo de ADD, tanto ao nível do dano para a motivação e a sanidade mental dos professores, como ao nível do prejuízo causado às aprendizagens dos alunos, não me custaria admitir que quem legitimou e acolheu a filosofia farsante deste modelo bem merece estas polémicas e estes desgastes pessoais e políticos.

Do meu ponto de vista, eis o que poucos discutem e deveria estar no centro do debate e da crítica:
- os professores e os seus representantes deveriam estar a denunciar publicamente e a combater a incoerência e a falta de seriedade política do PSD e do CDS em matéria de avaliação de professores, exigindo, quer a revogação da farsa avaliativa vigente, quer um verdadeiramente novo modelo de avaliação, em conformidade com os programas e os compromissos eleitorais de ambos os partidos. No entanto, alguns, em busca de protagonismos pessoais, preferiram atacar os que se mantiveram coerentes, enveredando por fulanizações torpes e desculpabilizando, defendendo ou fazendo vista grossa de mais esta fraude política. Mas, a evidência é que Passos Coelho e Paulo Portas não os tiveram no sítio para serem fiéis aos seus compromissos e convicções, desencadeando as rupturas que a decência e a seriedade impunham;
- como é que o PSD e o CDS abominavam (e bem), na oposição, a avaliação feita pelos "pares", para, agora, não só legitimarem os resultados da mesma, como incorrerem na sua propositura, através de uma delimitação absurdamente reducionista da noção de "pares", confinando-a aos colegas de uma mesma escola e confundindo "avaliação externa" (obviamente, relativa a exames e corpo de inspecção) com "pares de outras escolas"?
- ninguém, de forma séria, é capaz de defender que a finalidade desta ADD seja a melhoria efectiva das práticas lectivas e o reforço das aprendizagens dos alunos, uma vez que predomina o folclore e o artificialismo em termos de avaliação, que não a componente pedagógica e didáctica. Se esta avaliação não visa a melhoria das práticas lectivas (como o poderia fazer, se qualquer um pode avaliar qualquer outro), qual é o drama ou a gravidade de os professores que atingiram o topo não terem que produzir um papelucho de auto-avaliação de três páginas?
- o nível de desorientação argumentativa para que esta ADD nos conduziu é tal, que alguns duvidam e questionam os saberes e as habilidades profissionais dos professores dos dois últimos escalões da carreira (uma vez que o 10º escalão está deserto) para ensinar, ao mesmo tempo que aceitam e continuam a admitir, sem discussão, a existência de uma espécie de competência inata, natural ou intuitiva dos professores, pertençam ou não aos últimos escalões da carreira, para avaliarem, sem qualquer formação específica (embora os problemas deste modelo vão muito além da inexistência, já de si grave, de formação), os colegas e decidirem sobre os seus saberes, habilidades e futuro profissional. Desculpem-me, mas isto é o cúmulo do cinismo e do absurdo.
Todavia, o que aqui acabo de defender não autoriza a conclusão de que os professores, independentemente do escalão em que estejam, se devam eximir à avaliação e à classificação profissionais, pois, em próximo post, explicarei os moldes em que deveria funcionar a avaliação dos professores.

Octávio V. Gonçalves 

Os professores foram a tropa-fandanga do socialismo e assim continuam

Confesso que, na passada sexta-feira, fiquei siderado e indignado com o anúncio governamental do congelamento das progressões nas carreiras de militares e forças policiais, pois, admitindo a minha ignorância, convencera-me que a generalidade dos funcionários e dos agentes do Estado tinha, desde há muito, as suas progressões congeladas.
Tal significa que os professores foram, para a governação socialista, a tropa-fandanga do Estado, sujeita a ataques infames ao seu prestígio social, a desautorizações, a achincalhamentos públicos e a uma autêntica degradação do seu estatuto remuneratório, tendo a esmagadora maioria dos professores permanecido congelada desde 2005.
No meu caso concreto, encontro-me imobilizado no 9º escalão (agora, 8º) desde 2003, foram-me surripiados 2 anos e 6 meses de tempo de serviço para efeitos de progressão, para já não falar do "assalto" ao vencimento mensal e, mais recentemente, do anúncio do "saque" preventivo (o Estado tinha o dever de devolução deste dinheiro, logo que a situação financeira do País o permitisse) de uma parte substancial do subsídio de Natal.
Este tipo de actuação discriminatória, além de minar o sentido de justiça e de equidade na repartição dos sacrifícios, diz bem do conceito miserável que os socialistas tinham dos professores e da relevância social das suas funções.
Todavia, nestas coisas, a crise ou toca a todos ou deixa de haver razão para aceitar os sacrifícios, pelo que se outros sectores do Estado exigirem progredir e virem as suas reivindicações atendidas, então, os sindicatos de professores devem pensar em colocar na sua agenda reivindicativa de rua a exigência do desbloqueamento das progressões dos professores.

Octávio V. Gonçalves

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

Blogues em papel sobre ADD

In Público, 15-08-2011 (Obrigado, Zé!)
Agradeço mais este destaque do "Público", em plena época estival, embora haja muito pouco para destacar, da minha parte, sobre o tema da ADD, pois, o que tinha a dizer sobre a fraude política consubstanciada na posição do PSD, sobre a impreparação confrangedora desta equipa ministerial e sobre a farsa inerente a esta filosofia de avaliação do desempenho docente está mais do que dito, reafirmado e mantido.
Mesmo pressionado por alguns amigos para tomar posição sobre mais esta indecorosa proposta desta equipa ministerial, confesso que não tenho grande motivação para me deixar arrastar para a palhaçada e o lamaçal da continuação da discussão desta ADD de Maria de Lurdes Rodrigues e de Sócrates, tão do agrado da Fne e da Fenprof e, inusitadamente, também do PSD e do CDS.
Mas, talvez ainda me decida a escrever um breve comentário, dada a responsabilidade de ter advertido para o risco da legitimação e da perpetuação desta FARSA.

Octávio V. Gonçalves

Sábado, 13 de Agosto de 2011

Mas que pressa! Ainda só são 23h08 do dia 12!

Fonte: FENPROF
Uns, devem estar a acabar o seu RAA daquele processo monstruoso e kafkiano! Outros, estão ansiosos por assinar memorandos de entendimento e acordos de princípios!
Não se esqueçam das pizzas e dos donuts!

José Aníbal Félix de Carvalho

Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011

Mais um a "custo zero" ou "Que parva(o) que eu sou"?

Daqui
Este post, e, já agora, também este, é para ser(em) digerido(s) acompanhado(s) pela música que se segue que, em 52 dias, se transformou no ícone de quem honra os seus compromissos…


José Aníbal Félix de Carvalho

Segunda-feira, 8 de Agosto de 2011

Avaliaçãocite - o tique da moda: de titulares, avaliadores e relatores a vigilantes

Daqui
Como estamos em época estival devem ter-se inspirado nesta série televisiva.
O problema da estruturante Matemática persiste e alguém vai ter que ensinar a fazer contas a alguém! Se os professores são mais ou menos 140 000… Ok! Admitimos que as desculpas economicistas troikianas ainda cortem, infelizmente, uns bons milhares! O quê? Ficarão 120 000? 110 000? Quem está para fazer a conta? 2000 vigilantes para 110 000 vigiados?
Somos mesmo pau para toda a colher!
 
José Aníbal Félix de Carvalho

Quarta-feira, 3 de Agosto de 2011

De implosão em implosão... lá se vai o estado de graça

In Público, 02/08/2011
 José Aníbal Félix de Carvalho

Santana Castilho arrasa os sete princípios da avaliação do desempenho de Nuno Arrobas

Para além do magnífico exercício de devastação dos sete princípios da avaliação do desempenho, Santana Castilho comprova, quer a resignação Tiririca de um Nuno Crato, em versão "Alçada de calças", quer a forma como o actual MEC ridiculariza e desacredita Pedro Passos Coelho.
In Público, 03-08-2011 (captura fotográfica)
© P. A-Banhos 

Terça-feira, 2 de Agosto de 2011

No princípio eram gerais! Na implosão de 12 de Agosto vai-se a ver e serão iguais...

Fonte: Público
José Aníbal Félix de Carvalho

Salomão, Gregos, Troi(k)anos! O desCrato total!

Fonte: TVI24
José Aníbal Félix de Carvalho 

É só implosão! Numa escola perto de si... se ainda houver

Fonte: SOL
José Aníbal Félix de Carvalho

Mania de perguntar

Se ainda existir algum jornalista ou entrevistador, daqueles que não se enfeitiçam, numa espécie de conversão repentina e irracional, pelo poder vigente em cada momento, bem poderia colocar estas questões a Pedro Passos Coelho:
- que entendimento e que valoração faz, agora, da "avaliação inter-pares"?
- o que pensa, actualmente, da "avaliação externa" e que lugar lhe reserva?
- o que é, para si, um "novo modelo" de avaliação?
- em que circunstâncias faz sentido legitimar resultados de "processos kafkianos"?
- a expressão "jobs for the bosses" é-lhe familiar?
- reconhece alguma diferença entre transparência e meia-transparência (quando algumas nomeações não vêm acompanhadas das respectivas remunerações)?
- o que é um "disparate" sobre cortes no subsídio de Natal?
- qual é o sacrifício que cabe aos accionistas de grandes empresas na correcção dos expectáveis desvios orçamentais?
Não é que tenha expectativa de que alguém, alguma vez, tenha a coragem/oportunidade de colocar a maioria destas questões ou, sequer, de que Passos Coelho lhes responda com a abertura e a seriedade política requeridas.
 
© P. A-Banhos 

Outra vez a Finlândia para nos deprimir

Concordância genérica com o modelo finlandês, mas não me parece que adiante insistir muito na evidenciação ou demonstração dessa mentalidade e organização, porque a nossa realidade encontra-se muito afastada da finlandesa e não é previsível que para lá caminhe.
Ficam apenas as três questões seguintes, a última das quais revestida de perplexidade:
- apesar de o autor colocar o enfoque na saída do ensino básico para referenciar as principais falências do sistema, parece-me evidente que tudo se começa a construir no 1º ciclo, pelo que faz sentido perguntar por que razões a organização curricular e outras mudanças estruturais não incidiram no 1º ciclo?
- nesta obsessão por doses maciças de Português e de Matemática (talvez o problema não seja de quantidade), onde fica o lugar e o ênfase no desenvolvimento do espírito crítico, da sensibilidade cultural, do conhecimento do mundo e da história, do espírito científico ou da promoção da actividade física?
- sempre que se referencia o sistema finlandês, por que razão se omite o modelo de avaliação dos professores?

In Público, 01-08-2011 (Obrigado, Zé!)
© P. A-Banhos 

Bem me parecia que nos tinham vendido Crato por Coelho

Sem disposição geral, nem interesse particular, em esmiuçar os desempenhos da equipa do MEC e dos deputados que integram a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência, no contexto da audição de hoje, não posso deixar de sublinhar uma afirmação do "Ministro da Escrita e do Cálculo", de acordo com a qual os deputados não lhe poderão cobrar "promessas feitas pelo PSD e pelo CDS", o que cimenta a minha convicção de que, face ao desconhecimento dos dossiers e à impreparação desta gente, a estratégia passará pelo "vamos estudar", pelo apoio no satus quo e pela continuidade das políticas anteriores, salvo um ou outro botox, completamente ao arrepio das afirmações de Pedro Passos Coelho e do programa do PSD.
Da próxima vez, poupem-nos à maçada das promessas dos partidos que se candidatam à governação, às tretas dos seus programas eleitorais ou às desbocadas entrevistas do candidato a primeiro-ministro, porque o decisivo são as ideias e o programa privado de cada ministro, mesmo que ninguém se recorde de ter votado no Partido do Crato ou em qualquer programa partidocrato.
Mas, a audição de hoje também serviu para reforçar a constatação de que os deputados desta Comissão, especificamente os dos partidos da oposição, se juntaram a muitos professores, jornalistas e portugueses em geral que são de boa boca, isto é, comem tudo, sendo relativamente indiferente que seja o mesmo e o seu contrário, desde a legitimação dos resultados de "processos kafkianos", até à reabilitação "da avaliação por pares" ou à denegação da "preponderância da avaliação externa". Tudo como consta, preto no branco, no programa do PSD.

Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

Manipulação... conversa... implosão... descubra as diferenças...

 

Para os convertidos e os embandeirados em arco aqui vai um passatempo de verão. Como o passatempo é muito difícil, deixo algumas pistas…
Cargas horárias…
TE’s (trabalho de escola, para não lhe chamar outra coisa)…
TAE’s…
Aulas de substituição…
Horários dos Professores…
Currículo do Ensino Básico (Estudo Acompanhado já contemplava as estruturantes…)…
EFA’s… abrem… não abrem… abrem…
“Funis” do ECD…
Gestão democrática…
Mega-agrupamentos…
Estatuto do Aluno…
ADD versus Princípios Gerais…
Eu não dizia que era difícil?
Também ainda só lá vão 41 dias! Mas essa coisinha da ADD, desculpem, Princípios Gerais, teve que andar depressa! Por vários motivos de entre os quais é de realçar o facto de ela ter influência nas carreiras que correm o risco de descongelar com este calorzinho que se tem feito sentir! Mas a sorte não dura sempre… o tempo parece que vai mudar…

José Aníbal Félix de Carvalho

Deitar o "Bairrão" à parede

Imagine-se a divulgação e o impulso que a luta dos professores poderia ter adquirido se o Expresso tivesse descortinado algum tipo de relação de interesse entre a Impresa e os professores ou alguma forma de cooperação e ligação entre as equipas do Ministério da Educação e a Ongoing!...

Inclino-me mais para cinzento chaneza

Entre o rosa na TVI:


E o negro no jornal I: