Num país como Portugal, uma entidade pública empresarial, que gere investimentos superiores a dois mil milhões de euros, adquire poder, mobiliza influências e fomenta uma teia de interesses e apetites clientelares, além de que comporta em si mesma um potencial de agravamento do défice do estado, que não podem ser subestimados por nenhuma autoridade ou nenhum governo.
Podem estas condicionantes não guardar qualquer relação com a atual situação, aparentemente intocável, da Parque Escolar, EPE, mas não parece concebível que uma empresa pública criada em 2007, por Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, para gerir a modernização das escolas secundárias, funcionando como expediente de suborçamentação, entre outros efeitos, incorra em ilegalidades na adoção do procedimento de ajuste direto, acumule dívidas astronómicas, desrespeite os limites impostos à despesa e agrave a fatura energética das escolas, sem que a direção seja despedida e, no limite, a própria empresa seja extinta.
De igual forma, também não se percebe que ainda não se conheçam as conclusões (e as consequências, digo eu, na minha ingenuidade), quer da auditoria que o Tribunal Constitucional vem fazendo à Parque Escolar, EPE, desde abril de 2010, visando apurar o (in)cumprimento das regras da contratação pública, quer da investigação que a Inspeção-Geral de Finanças está a levar a cabo, desde há vários meses, a pedido do atual Governo.
Podem estas condicionantes não guardar qualquer relação com a atual situação, aparentemente intocável, da Parque Escolar, EPE, mas não parece concebível que uma empresa pública criada em 2007, por Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues, para gerir a modernização das escolas secundárias, funcionando como expediente de suborçamentação, entre outros efeitos, incorra em ilegalidades na adoção do procedimento de ajuste direto, acumule dívidas astronómicas, desrespeite os limites impostos à despesa e agrave a fatura energética das escolas, sem que a direção seja despedida e, no limite, a própria empresa seja extinta.
De igual forma, também não se percebe que ainda não se conheçam as conclusões (e as consequências, digo eu, na minha ingenuidade), quer da auditoria que o Tribunal Constitucional vem fazendo à Parque Escolar, EPE, desde abril de 2010, visando apurar o (in)cumprimento das regras da contratação pública, quer da investigação que a Inspeção-Geral de Finanças está a levar a cabo, desde há vários meses, a pedido do atual Governo.
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