"Os subsídios de Natal e de férias são inalienáveis e impenhoráveis" (Francisco Sá Carneiro, 30 de julho de 1980)

Santana Castilho (29-02-2012): "Passos em falso"

A retórica inconsequente do reforço da autoridade dos professores

Domingo, 29 de Janeiro de 2012

O problema da (não) atribuição de bolsas pode estar a ser outro

Fonte: Diário de Notícias
aqui fiz a demonstração dos expedientes, aparentemente legais, mas imorais (obtendo vantagens indevidas à custa de cada um dos contribuintes, mas, mais grave, impossibilitando muitos alunos realmente carenciados de prosseguirem os seus estudos), que, apesar do aperto das regras, persistem em introduzir distorções e injustiças no sistema de atribuição de bolsas, podendo estar a originar algumas das recusas a que reporta a notícia, com efeitos dramáticos para os projetos e os sonhos de alguns jovens.
A este propósito, seria esclarecedor que pudesse ser divulgado o número total dos alunos que obtiveram bolsas, alguns nos escalões máximos, com base em "comprovativos" que os dão como vivendo fora da residência dos pais, fazendo vida independente, providenciando ao seu sustento e estando registados como trabalhadores a recibos verdes, mas sem rendimentos de monta.
As regras são tão apertadas que, em alguns casos, ou levam a que muitas famílias, menos perspicazes ou incapazes de contornarem o aparente aperto da lei, percam os apoios e passem por enormes privações para manterem os filhos a estudar, ou, então, estrangulam os mesmos de sempre, isto é, aqueles que declaram os seus rendimentos.
É pena que, entre nós, ainda continue a vigorar a máxima de que "aqueles que não estão obrigados à declaração obrigatória de rendimentos, ou aqueles que gozam da esperteza e da falta de escrupúlo para fintarem as regras, são os que realmente se safam".

0 comentários: