Desde que Maria de Lurdes Rodrigues fez da hostilização aos professores a pedra de toque do seu miserável mandato à frente do Ministério da Educação, quer fragilizando gratuitamente a autoridade e o poder dos professores nas escolas, quer implementando mecanismos e instrumentos de pressão que passaram a facilitar as aprovações dos alunos, que a disciplina nas escolas e nas salas de aula se degradou visivelmente, até níveis de tolerância e de permissividade insuportáveis.
Ainda bem que pediatras e psiquiatras vêm, agora (mesmo assim, estranho os seus silêncios no periodo da governação socrática), valorizar a imposição de mais disciplina nas escolas e no seio familiar.
Todavia, e como tenho vindo a defender neste blogue, desde há muito tempo, tal imposição da disciplina, por parte dos professores, requer tanto um reconhecimento efetivo da autoridade pedagógica, científica e disciplinar destes, como a reposição do poder dos professores para elegerem, diretamente, a direção da escola e os coordenadores de departamento e grupo disciplinar, pondo termo à sua condição atual de subserviência e de medo, incompatível com o exercício efetivo da disciplina.
Ainda bem que pediatras e psiquiatras vêm, agora (mesmo assim, estranho os seus silêncios no periodo da governação socrática), valorizar a imposição de mais disciplina nas escolas e no seio familiar.
Todavia, e como tenho vindo a defender neste blogue, desde há muito tempo, tal imposição da disciplina, por parte dos professores, requer tanto um reconhecimento efetivo da autoridade pedagógica, científica e disciplinar destes, como a reposição do poder dos professores para elegerem, diretamente, a direção da escola e os coordenadores de departamento e grupo disciplinar, pondo termo à sua condição atual de subserviência e de medo, incompatível com o exercício efetivo da disciplina.
| Fonte: Expresso |
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