Um murro de Santana Castilho na consciência de Passos Coelho e da elite política "laranja" (18-01-2012): As "natas"

Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

O choque tecnológico sempre acabou por acontecer. Alguém meteu os dedos numa tomada eléctrica e provocou um apagão no congresso do PS

Nota pessoal:
Chamo a atenção para um notável encadeamento de prioridades. O congresso do PS é mais relevante para o país do que a Cimeira Europeia. Mas, o clássico Porto-Sporting acaba de bater o congresso nas preferências dos delegados do PS.
Também, diga-se a talho de foice, que a emoção e a vivacidade de um bom jogo de futebol superam, incomensuravelmente, este congresso do PS.
Viva o futebol e o apagão do PS de Sócrates!

Inesperada falha de energia eléctrica
Apagão interrompe Congresso do PS

28.02.2009 - 23h21 Margarida Gomes
Uma inesperada falha de energia eléctrica interrompeu os trabalhos do XVI Congresso do PS, quando faltavam cerca de cinco minutos para as 23 horas.
A organização do congresso informou, vinte e cinco minutos depois, que a avaria no abastecimento de energia é exterior à Nave polivalente onde decorre a reunião magna socialista e que a EDP já já a tentar reparar a avaria. A mesma fonte recusou que a avaria se deva a uma sobrecarga da rede eléctrica, mas não adinta qual a razão para o apagão.
Com a sala da Nave Polivalente de Espinho quase deserta, o presidente do partido, Almeida Santos, começou a chamar os delegados inscritos, mas poucos responderam à chamada.
Apenas quatro congressistas subiram à tribuna para usar da palavra. “Não percam a esperança, está a acabar o jogo do Porto-Sporting”, e depois a sala ficará um pouco mais povoada”, ironizava Almeida Santos. Mas houve logo quem lembrasse que o jogo já tinha acabado. E apesar disso, a sala do congresso continuava com enormes clareiras.
Pouco depois faltou a luz e o congresso continua interrompido. A noite de hoje estava reservada para as moções sectoriais. Ao todo 46. Os trabalhos do XVI Congresso do PS recomeçam amanhã às 9h30.
In PÚBLICO
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1367150

No caso Freeport, o juíz decide. E o juíz é o povo e o povo é quem mais ordena. Para um Governo que tinha a justiça como prioridade, venha o PREC

Sócrates leva caso Freeport a votos
JOÃO PEDRO HENRIQUES
Congresso do PS.
José Sócrates abriu ontem os trabalhos em Espinho explicando que uma das razões que o levou a recandidatar-se a primeiro-ministro é a necessidade de "travar um combate decisivo" pela "decência na vida democrática". "Querem uma democracia assim?", pergunta aos portugueses
Sócrates leva caso Freeport a votos

José Sócrates quer levar o caso Freeport a votos nas próximas legislativas.
Disse-o ontem, implicitamente, no discurso com que abriu, em Espinho, o XVI Congresso nacional do PS. Explicando as razões que o levaram a recandidatar-se, afirmou: "Há um combate decisivo a travar pela decência na nossa vida democrática." "Também estou aqui para que não vençam aqueles que fazem política da calúnia, da difamação e dos ataques pessoais", afirmou - e foi este o passo do seu discurso que a plateia mais aplaudiu, levantando-se.Sem usar a expressão "caso Freeport", era no entanto só deste caso que o líder socialista falava: "Não podemos consentir que a democracia se torne no terreno propício para as campanhas negras." E prosseguiu: "Os que não me conseguiram vencer tudo fizeram para atacar a minha honra e a minha dignidade." O resultado, acrescentou, é que "a verdade acabou sempre por vir ao de cima." Por outras palavras, "é preciso perguntar aos portugueses: querem uma democracia assim?". Sócrates citou ainda o poeta Ramos Rosa (em defesa de uma "liberdade livre") e rematou levantando de novo a plateia, citando um velho slogan (e um verso de Zeca Afonso na Grândola Vila Morena: "Quem governa é quem o povo escolhe. Não é um qualquer director de jornal nem nenhuma televisão nem nenhum cobarde que se entretém a escrever cartas anónimas. Quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena!".Sócrates iniciou o seu discurso saudando "todos os militantes do PS" e agradecendo-lhes "a solidariedade permanente, absolutamente sem falhas". "Eu nunca me senti só. Nunca me faltou o apoio do PS."Depois falou para o país, umas vezes para elogiar obra própria, outras para atacar a oposição. Explicou a outra razão que o leva também a recandidatar-se a um segundo mandato como primeiro-ministro. "Devo submeter-me democraticamente ao julgamento dos portugueses sobre o trabalho do Governo. É o meu dever. Não temo esse julgamento democrático. Confio na avaliação dos nossos concidadãos."O discurso passou também por algumas das bandeiras da sua moção ("PS: A força da mudança"). Prometeu empenho num dos seus novos compromissos, o de lutar internacionalmente pelo fim dos paraísos fiscais. Falou também da promessa de legalizar na próxima legislatura o casamento entre pessoas do mesmo sexo: "Não é por táctica [para agradar à esquerda], é por convicção." E voltou a enfatizar aquela que será, segundo promete, a "prioridade principal" da governação do PS: "Combater o desemprego, combater o desemprego." Poucos segundos adiante, a plateia voltou novamente a levantar-se e a gritar "PS! PS!" quando o líder socialista reafirmou o objectivo eleitoral do partido nas próximas legislativas: "Obter a maioria absoluta."Os tabus Hoje é provável que seja anunciado o cabeça de lista ao Parlamento Europeu. Provável - mas não absolutamente garantido. Circularam, sobretudo entre jornalistas, os nomes do costume: Freitas do Amaral, Ferro Rodrigues, Edite Estrela, Luís Amado, António Vitorino.Edite Estrela é uma carta fora do baralho, segundo apurou o DN. Já quanto a Ferro Rodrigues, uma fonte próxima afiançou ao DN que existiam "99%" de hipóteses de não ser ele o cabeça de lista às eleições europeias. O nome dado como mais provável é aquele que o DN avançou há dias: Diogo Freitas do Amaral. Manuel Alegre, pelo seu lado, continua em silêncio. Apesar das pressões da direcção do partido, o deputado insiste em não esclarecer categoricamente se irá ou não a Espinho. Todas as suas declarações anteriores apontam para que não vá.
In Diário de Notícias

A demissão de Sócrates seria um alívio para os portugueses e, acrescento eu, um bem para a democracia

A lógica de uma demissão, segundo Cunha Ribeiro.
Um grande texto para ler e reflectir.
Nota pessoal:
Convém que façamos um esforço para situar, historicamente, os acontecimentos relatados no texto, uma vez que os pedidos de demissão de Jorge Coelho e de António Vitorino ocorreram no contexto de uma democracia "indecente". Ao invés, Sócrates recandidata-se a secretário-geral do PS e disponibiliza-se para um novo mandato como primeiro-ministro, investido da convicção de tornar "decente" a democracia portuguesa. Se a justiça era uma das prioridades deste Governo e não deu resultado, talvez a "decência" advenha, no hipotético segundo mandato, da nacionalização da comunicação social. Pelos ataques recentes, só pode!...
Desde episódios conhecidos do trajecto profissional e académico de Sócrates, até à relação difícil que mantém com a verdade ou à forma como permitiu que membros do seu Governo achincalhassem e afrontassem classes profissionais dignas, a pugna pela "decência" da democracia portuguesa é, em Sócrates, uma séria candidata a piada do ano.

A BATATA, O COELHO E A LÓGICA

A popularíssima “lógica da batata”, que também se poderia designar de “bio-lógica”, sugeriu-me, paralelisticamente, uma “ operação mental” um pouco mais animista, ou “zoo-lógica” a que daria o nome de “Lógica do Coelho”.
Encarna esta última ( lógica) uma atitude política exemplar com origens funestas na “Tragédia de Entre-Os-Rios”. Era, por essa altura, Ministro das Obras Públicas o “recém-privatizado” Jorge Coelho que, num assomo de moralidade, pediu a sua demissão, como se tivesse algum “rabo de palha” ligado às razões daquela tragédia. A verdade é que J. Coelho nem deu muitas voltas à cabeça para tomar a dita atitude. Uma atitude cuja lógica se poderia enunciar assim: “Se alguém do governo, ou de um órgão publicamente relevante, sente que o seu cargo está sob o escrutínio da opinião pública relativamente a actos, omissões ou suspeições, mesmo infundadas, deve, de imediato, pedir a demissão”. Percebendo isso, e revelando um desapego do poder digno de nota, Jorge Coelho (unanimemente visto como um bom Ministro das Obras Públicas!) achou que havia responsabilidades do Ministério que tutelava em relação ao sucedido e, sem pestanejar, pediu a sua demissão.
Sublinhe-se que, na altura, toda a gente considerou o gesto de Coelho digno dos maiores encómios, e uma atitude moralmente inatacável. Devo dizer que, estando Jorge Coelho, como reconhecidamente estava, a desempenhar o seu cargo de forma tão positiva ( destacando-se pelo seu dinamismo e pelo zelo com que acompanhava as obras em curso), estranhei a sua atitude, que me pareceu excessiva e inoportuna, por a julgar negativa nos seus resultados práticos. Felizmente, os efeitos nefastos de tal comportamento foram atenuados devido às excelentes qualidades do seu sucessor no cargo (hoje na prateleira, por razões óbvias) – o Engenheiro João Cravinho.
A opinião publicada de então apenas registou para a posteridade a atitude eticamente exemplar de Jorge Coelho. Poucos terão reparado que, com essa atitude, respeitável, mas inoportuna, se acabava de desperdiçar um excelente Ministro das Obras Públicas ( basta ver como a Mota Engil o aproveitou, anos depois, para se perceber como a demissão de Jorge Coelho poderá ter sido prejudicial para o governo e, sobretudo, para o país).
Outro exemplo, não menos elucidativo, foi a demissão de António Vitorino, apenas porque literalmente se especulava sobre uma alegada fuga ao fisco na compra de um pequeno terreno no Alentejo. António Vitorino é, reconhecidamente, um político prestigiado no seio do P.S. Em minha opinião foi mais uma demissão sem razões substantivas para ocorrer, e, também ela, inoportuna e prejudicial.
Mas agora a pergunta impõe-se: Porque é que José Sócrates, com muito mais razões para se demitir, não tem a mesma atitude que tiveram os seus dois camaradas de partido? Será porque o Princípio “in dubio pro reu”que andam a tentar sedimentar nos ouvidos da opinião pública, se tem de aplicar também na actividade política? Sendo juridicamente incontestável que, até prova em contrário, não se deve condenar ninguém, também o deve ser politicamente? Se, por “feliz” ventura, José Sócrates se demitisse, alguém seria condenado? Com certeza que o próprio não o seria , por inexistir qualquer decisão judicial condenatória; quanto aos portugueses ( sobretudo os que não vivem da “gamela” do regime) também o não seriam, porque em vez de se sentirem condenados, sentir-se-iam, isso sim, extraordinariamente aliviados.
No caso de Jorge Coelho de que é que se suspeitava? Que lá de cima, S. Pedro lhe delegara os inefáveis poderes de fazer engrossar o rio Douro e, em consequência, fazer cair a ponte? Que seria ele o agente oculto por detrás do aproveitamento das areias que escavaram a fragilidade dos alicerces que a sustentavam? Que podia ser ele o responsável pelo estado decadente da dita?
No que diz respeito a José Sócrates, havia, já lá vão quatro anos, uma investigação que o apontava como suspeito no caso Freeport; essa investigação congelou, sem se saber porquê, no Ministério Público de Alcochete; substituindo-se à incrível inércia dos procuradores, vieram os jornalistas “obrigar” a investigação a retomar os seus longos trâmites processuais; tarde e a más horas, vieram a público novas referências a José Sócrates, seja indirectamente através de familiares , seja directamente pela polícia inglesa; paira no ar a inacreditável rapidez do licenciamento do Freeport.
Mas será preciso mais? Será que alguém acredita que Sócrates não sabe nada de nada? Nem sequer é chamado para dizer o que possa saber? Não terá o Primeiro Ministro mesmo nada para dizer? Para revelar?
Sócrates, sim, devia pedir a demissão. Não hoje, nem amanhã… mas ontem!
E bem podiam fazer o mesmo alguns ministros do seu governo.
E já nem vou falar de Vítor Constâncio! Vou apenas invocar, ao de leve, Dias Loureiro que, por razões de memória ( falta dela, como o próprio fez questão de lembrar), talvez mereça a inefável compreensão do Sr. Presidente da República ( pois o seu admirável “conselheiro” Loureiro é muito capaz de estar a sofrer de Alzheimer).
CUNHA RIBEIRO

Curtas da educação: abriu a caça às ilegalidades (decreto que rege o próximo concurso)

JORNAL DE NOTÍCIAS
Sindicatos querem travar novo concurso docente
ALEXANDRA INÁCIO
A Plataforma Sindical de Professores vai apelar ao Parlamento, provedor de Justiça e procurador-geral da República que peçam a fiscalização do decreto, ontem publicado, que regula o próximo concurso docente por duvidarem da sua legalidade.

Nota pessoal:
É obrigatório que os sindicatos abram todas as frentes possíveis de contestação jurídica ao chorrilho de decretos e despachos produzidos por esta equipa ministerial.
Nestes quatro anos de (des)governação socialista, as escolas foram inundadas com verdadeiras enxurradas legislativas, quase sempre marcadas pela ligeireza e inconsistência das medidas, quando não mesmo pelas injustiças delas decorrentes. O resultado desta torrente desconexa gerou um autêntico caos organizativo, além de que despoletou reacções de rejeição e de indignação entre a classe docente.
Mas, à incompetência técnica e ao deficit ético desta equipa ministerial, acrescem fundamentadas dúvidas sobre a constitucionalidade e a legalidade de muitos dos articulados que consubstanciam as leis, os decretos e os despachos exarados.
O decreto sobre o concurso docente não será excepção.

O unanimismo de 25 mil militantes socialistas, ou seja, 1/3 dos militantes do PS

Em fim-de-semana de congresso socialista (mais assim a modos de "missa" ou "canonização" do auto-intitulado salvador da crise), o tema sugere-me duas notas:
1. numa adaptação livre de F. Pessoa, diria que um partido unânime não é um partido, é um rebanho;
2. é uma desgraça esta tendência portuguesa para a abstenção, a ausência, o silêncio ou a omissão, protagonizada, agora, por aqueles que no partido socialista se opõem às políticas e ao estilo de Sócrates, seja por comodismo, oportunismo ou medo.

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Sócrates e a balada das promessas por cumprir

Sábado, 14 de Fevereiro de 2009

Farto do paternalismo da DGRHE e perante a aborrecida insistência, decidi responder

Director/Funcionário/Técnico,
(como o e-mail não vem assinado, não posso endereçar a resposta a ninguém em particular, embora deva devolver um tratamento idêntico ao que me foi reservado, ou seja, Professor, sem mais)

Antes de mais, gostaria que me elucidassem relativamente ao horário de funcionamento da DGRHE e dos seus funcionários, pois não me parece regular e credível a divulgação de notas informativas/comunicados ao Domingo ou o envio de e-mails às 23:00 de uma Sexta-feira. Embora compreenda que estejam, chocadamente, surpreendidos com a eficácia que os e-mails e os blogues têm emprestado à contestação dos professores, tal não significa que tenham que mimetizar este "modus operandi", pois a DGRHE não tem o carácter espontâneo e inorgânico dos movimentos de professores, nem lhes assiste a razão e a ética que suporta a luta dos professores. Como tal, inquieta-me que estejam a banalizar a actividade institucional de uma estrutura formal do Ministério da Educação, prosseguindo o caminho da descredibilização e da consequente erosão da autoridade do Estado. Por conseguinte, lamento que estejam a deixar-se instrumentalizar por uma equipa ministerial desesperada e desacreditada que está a transformar um importante Serviço do Ministério da Educação numa máquina de propaganda.
Doravante, agradecia que retirassem o meu endereço de e-mail da lista de distribuição de Vossas Excias, uma vez que não solicitei nenhum esclarecimento sobre a fixação de objectivos individuais, pois não tenho nenhuma dúvida sobre a não obrigatoriedade da entrega dos mesmos, e também já não tenho paciência para aturar mistificações e exercícios de propaganda de uma estrutura ministerial que se devia pautar pela parcimónia, pela seriedade de procedimentos e pelo rigor.
Cumprimentos,
Octávio V Gonçalves
(Professor da Escola Secundária de S. Pedro, Vila Real)


-----Mensagem original-----De: DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt [mailto:DGRHE.MEducacao@dgrhe.min-edu.pt] Enviada: sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009 8:47Assunto: Objectivos individuais

Professor,

Tendo em conta o elevado número de escolas que têm solicitado esclarecimentos sobre a fixação de objectivos individuais, importa informar o seguinte:
1.Os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo;
2.De acordo com o Artigo 16.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, é por referência aos objectivos individuais previamente fixados e ao respectivo grau de cumprimentos, que o docente efectua a sua auto-avaliação;
3.Da mesma forma, os objectivos individuais são elemento obrigatório na avaliação da componente funcional do desempenho, uma vez que só a partir da aferição do seu nível de execução é possível avaliar o contributo de cada docente para o cumprimento dos objectivos fixados no projecto educativo e no plano de actividades da escola, de acordo com o estabelecido nos artigos 10.º e 18.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro.
Assim, sem objectivos individuais fixados, não é possível avaliar o desempenho dos professores.
Relembra-se ainda, relativamente aos procedimentos inerentes à fixação de objectivos individuais, que:
1.O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola;
2.Nas situações em que o prazo estipulado não seja cumprido, deverá o director notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências;
3.No entanto, poderá o director/presidente do conselho executivo, tendo em conta a situação concreta da sua escola, fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola (número 4, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro).
A avaliação de desempenho docente começa para os avaliados com a entrega dos objectivos para o período avaliativo (número 1, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro), atribuindo-se aos professores, desta forma, uma significativa responsabilidade individual, uma vez que se trata de profissionais com elevados níveis de competências e de autonomia. Aliás, no SIADAP, os objectivos individuais são sempre fixados a partir de uma proposta da hierarquia.
A recusa da entrega de objectivos individuais prejudica sobretudo os professores avaliados que, dessa forma, ou reduzem o espaço de participação e valorização do seu próprio desempenho, ou, no limite, inviabilizam a sua avaliação.
Esta informação deve ser divulgada junto de todos os professores, para que não restem dúvidas relativamente às suas obrigações no processo de avaliação de desempenho que não pode, em caso algum, ser reduzido a um mero procedimento de auto-avaliação.

Lisboa, 13 de Fevereiro de 2009.

Com os melhores cumprimentos,

DGRHE

QUEM NÃO DEVE, NÃO TEME

A uma "campanha negra" responde-se com uma atitude transparente, ou seja, pôr-se inteiramente à disposição da justiça para que tudo seja averiguado.


Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009

Façamos de conta que este não é o país de Sócrates







Está bem... façamos de conta
Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.

Mário Crespo, JN (09-02-2009)

http://jn.sapo.pt/Opiniao/default.aspx?opiniao=M%E1rio%20Crespo

Começa a ser hora de Sócrates se comportar, verdadeiramente, como um inocente

«[...] É no mínimo confrangedor assistir ao espectáculo que o eng. Sócrates tem oferecido ao país: uma gritaria contra "poderes ocultos" que, no essencial, se limita a atirar lama sobre partidos, órgãos de informação e sobre o próprio sistema judicial de que ele devia ser o primeiro defensor. A gritaria, para além de indigna, é deslocada: a investigação em curso, moribunda por obra e graça dos indígenas, ressuscitou por iniciativa inglesa.
De Sócrates esperavam-se duas atitudes: serenidade e, já agora, uma total abertura para, como escreveu Henrique Monteiro, disponibilizar as suas pessoalíssimas contas ou negócios. Sem falar do resto: um esclarecimento detalhado sobre a celeridade no licenciamento do Freeport, a mudança da Zona de Protecção Especial e as reuniões que teve, ou não teve, com os responsáveis pelo outlet. Começa a ser hora de Sócrates se comportar, verdadeiramente, como um inocente.»

João Pereira Coutinho, Expresso (7/2/09)
Comentário:
Sócrates bem gostaria de ter uma "campanha negra", talvez inspirado na campanha triunfal de Obama. Mas, nem Sócrates é negro, nem o seu carácter chega aos calcanhares da postura de Obama, mais dado à fidelidade à verdade, à humildade política e à assunção dos erros. Em relação a estes traços, que definem os grandes líderes, Sócrates está nos antípodas. Aliás, com o escrutínio que existe nos Estados Unidos, as trapalhadas de Sócrates com a "licenciatura" e com os "projectos de arquitectura", para já não falar em muitas questões em aberto e não esclarecidas no caso Freeport (veja-se o artigo aqui postado) não passariam, certamente, no crivo do Senado Americano.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

"BOTA LÁ PRA CARRAZEDA"


Emoção e orgulho em SER CARRAZEDENSE!

Agrupamento de Escolas de Carrazeda de Ansiães
Entregaram os OI: 0 professores
Não entregaram os OI: 105 professores