Um murro de Santana Castilho na consciência de Passos Coelho e da elite política "laranja" (18-01-2012): As "natas"

Quinta-feira, 30 de Julho de 2009

Os professores não brincam às contestações. Campanha política contra este PS de Sócrates, sim senhor!...

Reproduzo aqui o comunicado do PROmova a propósito da notícia do dia no Diário de Notícias, relativa ao envolvimento dos movimentos independentes de professores, PROmova, APEDE e MUP, numa campanha política contra este PS de Sócrates.
Como o conteúdo da notícia aparece eivado de alguns equívocos, erros e presunções infundadas, este comunicado é fundamental para clarificar que se trata de uma campanha política independente, isto é, aconselhando o voto em qualquer um dos partidos da oposição que subscrevam o COMPROMISSO EDUCAÇÃO e não, propriamente, de uma campanha partidária, como o artigo do DN deixa transparecer.
Porque é necessário ser-se coerente com o que se defende e apresentar as posições e as estratégias com a máxima clareza, aqui fica o comunicado.


A propósito das notícias hoje veiculadas por alguns órgãos de comunicação social sobre o envolvimento da APEDE, do MUP e do PROmova numa alegada campanha partidária contra o PS, o movimento independente de professores PROmova vem, em conformidade, esclarecer a sua posição e acrescentar alguma informação conclusiva.
As notícias difundidas, especificamente no Diário de Notícias (ver aqui), misturando dados factuais com presunções infundadas, merecem-nos os seguintes considerandos:
1) salvo delegação formal de representatividade em terceiros, a qual não ocorreu no caso vertente, apenas os elementos que fazem parte do Núcleo de Estratégia do PROmova (NEP) estão mandatados para falar em nome do movimento, pelo que nenhum jornalista pode atribuir ou imputar ao PROmova nenhuma iniciativa ou posição que não esteja expressa no blogue do movimento ou tenha sido obtida junto de um dos professores que integram o NEP;
2) é absolutamente falso que o almoço que juntou os representantes dos movimentos independentes de professores e Santana Castilho tenha servido para delinear qualquer estratégia de acção ou intervenção, fosse ela qual fosse. O almoço traduziu-se, tão-só, num gesto de agradecimento e de reconhecimento pelas posições que Santana Castilho tem, desde há muito, assumido publicamente, as quais incorporam ideias e planos de acção que são coincidentes com as reivindicações dos professores. Como tal, o respeito e a elevada consideração que nos merece o professor Santana Castilho nunca seria por nós objecto de qualquer instrumentalização, o que aliás seria contraditório com os perfis de independência, tanto de Santana Castilho como dos movimentos de professores.
Relativamente à estratégia de contestação política a este Governo, ao partido que o sustenta e a José Sócrates, tal como definida e implementada pelos movimentos de professores, desde o Encontro de Leiria, ocorrido em 14 de Março, o PROmova deixa bem claro o seguinte:
1) os portugueses já se habituaram aos fogos de palha noticiosos que alimentam a comunicação social, pois a campanha política contra este PS de Sócrates já ocorreu antes e no período das eleições europeias, tendo sido ignorada e abafada pela maioria dos jornais e das televisões, além de que corresponde a uma estratégia que já foi definida em 14 de Março de 2009. Será que nunca ouviram falar do COMPROMISSO EDUCAÇÃO, que nunca prestaram atenção às reuniões que têm ocorrido entre os movimentos independentes de professores e os partidos da oposição? Pelos vistos não, o que é bem um sintoma da bizarria dos critérios jornalísticos que por aí dominam;
2) revemo-nos, absolutamente, na substância e nos objectivos do COMPROMISSO EDUCAÇÃO (pode ser lido aqui) e tudo faremos para obter a adesão ao mesmo por parte de todos os partidos da oposição, de tal modo que esse arco partidário, à direita e à esquerda deste PS, possa representar uma verdadeira alternativa eleitoral, tanto para os professores, como para as suas famílias e para os demais portugueses que não pactuam com a degradação da escola pública levada a cabo por este Governo;
3) tudo faremos para penalizar, eleitoralmente, este PS de Sócrates e os seus cabeças de lista e demais candidatos nos diferentes distritos do país, apelando ao voto dos professores, e das suas famílias, não em nenhum partido em particular, mas nas estruturas partidárias que subscrevam o COMPROMISSO EDUCAÇÃO e, especificamente, se comprometam com uma efectiva renegociação do Estatuto da Carreira Docente que conduza à revogação da arbitrária e injusta divisão da carreira e à substituição desta farsa em que se transformou o modelo de avaliação.
4) para que não restem dúvidas, a derrota deste PS de Sócrates nas eleições legislativas será a vitória dos professores, como será a vitória de todos os portugueses que desejam uma escola pública pacificada, em que os seus profissionais se possam dedicar, inteira e empenhadamente, às tarefas implicadas numa verdadeira qualificação das gerações futuras.
O PROmova manifesta, como o tem feito sempre, a sua disponibilidade para informar quem deseje ser informado e para debater qualquer assunto relacionado com o modelo de avaliação do desempenho, com o Estatuto da Carreira Docente, com o novo modelo de gestão e com o Estatuto do Aluno com quem quer que seja, desde governantes a jornalistas. Assim estivessem os meios de comunicação social interessados e abertos a informar, condignamente, os portugueses e a verem debatidos os assuntos de relevância para o país. Mas, infelizmente, a bajulação do poder e a instrumentalização, quantas vezes auto-induzida, são sempre posturas mais cómodas e mais compensatórias.
Aquele abraço,
PROmova,
PROFESSORES - Movimento de Valorização

Representantes dos movimentos independentes de professores almoçaram com Santana Castilho: eu estive lá

Orgulho-me de ter integrado o grupo de representantes dos movimentos independentes de professores (APEDE, MUP e PROmova) que, no dia 28 de Julho, almoçaram, num magnífico restaurante do Estoril, com Santana Castilho.
O almoço, e a entusiasmada e agradabilíssima conversa de 5 horas que o mesmo propiciou, permitiu-nos transmitir ao professor Santana Castilho a profunda admiração e reconhecimento que a esmagadora maioria dos professores portugueses têm pela sua pessoa, bem como o apoio que dispensam às suas intervenções, mostrando identificarem-se, em absoluto, com as suas ideias e posições.
Para mim, conhecer pessoalmente Santana Castilho e poder participar e desfrutar de uma conversa informal de 5 horas com um homem, que desde há muito considero um referencial de competência, de coragem, de coerência e de independência, constituíram uma experiência pessoal marcante e um momento de aprendizagem, verdadeiramente impressivo.

Alimento a esperança, partilhada por milhares e milhares de professores, de poder ver Santana Castilho assumir, brevemente, responsabilidades governativas na área da Educação. Um país que desaproveita o contributo de homens como Santana Castilho, mas que, em contrapartida, dá palco e confere protagonismo a personagens técnica e politicamente medíocres, como acontece com muitos governantes actuais, desde o primeiro-ministro à ministra da Educação, é uma nação empobrecida e, intelectual e moralmente, em degenerescência.

Obrigado, Santana Castilho pelo seu exemplo e pela sua sabedoria.

Terça-feira, 28 de Julho de 2009

Eis uma excelente proposta de programa mínimo e credível para o Governo de Portugal

Empurrados para fora dos canais de sinal aberto e emitidos a desoras, por força da esterqueira televisiva que por aí faz época, há programas que, pela qualidade pessoal e política dos seus intervenientes e pela pedagogia democrática que encerram, deviam ser objecto da mais ampla e nobre difusão, bem como constituírem recursos obrigatórios do ensino formal. Refiro-me ao programa “Sociedade das Nações” (emitido pela SIC Notícias) e, concretamente, a uma recente entrevista a James Steinberg (uma personalidade a seguir), SubSecretário de Estado dos Estados Unidos da América. Fiquei deveras impressionado com a clareza, a simplicidade e a inteligência com que apresentou o programa político e a postura ética (dois eixos considerados indissociáveis) que orientarão, doravante, a política externa norte-americana.

Destacaria duas ideias-chave (não chavões de tipo socrático) aí defendidas:

1) a adopção de uma postura aberta, tolerante e conciliatória, não demonizando o outro por princípio e procurando compreender a validade inerente a muitos dos seus pontos de vista (na psicologia cultural, diríamos a racionalidade e a coerência intrínseca da perspectiva do outro). Parece-me um promissor abalo do tradicional imperialismo e paternalismo norte-americanos, aliás, na sequência da postura que vem sendo adoptada por Obama;

2) o assumir estratégico de uma espécie de guerra de ideias, orientada para o esvaziamento da força argumentativa e persuasiva do discurso do outro, retirando-lhe a pujança racional e o fundamento moral que o robusteceriam, o que implica a assunção para si próprios (neste caso, a Administração Americana) de um padrão extraordinariamente exigente de correcção e de respeito pelos princípios e pela ética.

Existem aqui, na minha perspectiva, os dois alicerces estruturantes de um programa credível de Governo que, certamente, colheria o apoio da maioria dos portugueses, particularmente daqueles que vão evidenciando um cansaço pela pequena política, pelas influências e manipulações de bastidores, pelos truques propagandísticos, pelas ferocidades inconsequentes e destituídas de exemplo e autoridade, pelas mistificações da realidade e, sobretudo pela falta de referenciais éticos de actuação. Esses alicerces reportam, por um lado, à vinculação pessoal e institucional que deveria constar no programa de Governo, sob a forma de compromisso de honra, com a transparência de procedimentos, com a abertura e tolerância, assim como com o esforço de respeito e conciliação com a visão do outro (ouvir, compreender, respeitar e valorizar). Em segundo lugar, adoptar um padrão de actuação que submeta os interesses particulares e as vantagens pessoais ou de clientela a lógicas de bom senso, de racionalidade e de exigência ética, retirando a justeza e a força moral que, normalmente, acompanha as reivindicações das pessoas, como tem vindo a acontecer com a contestação dos professores. Nunca dar oportunidade para barricadas, racional e eticamente suportadas.

Ora, este programa mínimo, mas de confiança e respeitabilidade máximas, encontra-se nos antípodas daquilo que Sócrates tem feito e representa. Um programa desta natureza, não permitiria a concretização de medidas desonestas e indecentes, como as levadas a cabo pelo Ministério da Educação, nomeadamente, em termos da camuflagem desonesta do caciquismo e do facilitismo, bem como das arbitrariedades impostas na divisão da carreira e na implementação do processo de avaliação, nem suportaria a desfaçatez em renovar, com uma candura cínica, promessas não cumpridas.

O país tem uma necessidade absoluta de derrotar Sócrates pelo lado da atitude, da postura ética e dos valores.

Há alguém disponível para assumir este programa minimalista?

Domingo, 26 de Julho de 2009

Fotoreportagem 1 do 42º Circuito Automóvel de Vila Real. Viciado em carros e em corridas...

Foto 1: quem diria que este matulão já careca, Celmo Guicho, corredor de Vila Real, foi meu aluno na Escola Seundária de S. Pedro!... É incrível a velocidade com que passamos pelo tempo, fenómeno que nenhuma corrida de automóveis consegue superar...
Foto 2: automóvel do corredor Joaquim Jorge, o papa taças do campeonato nacional de clássicos. Em Vila Real, venceu as corridas todas, a grande distância da concorrência. Um prodígio na arte de conduzir.



Foto 3: algumas das belas máquinas que animaram as corridas de Vila Real e, especificamente, o campeonato nacional de resistência.
Foto 4: carro da FEUP (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto). Como, nestas coisas, vem sempre ao de cima a nossa costela académica e porque o meu filho, apesar dos seus 12 anos, anda assim como que com umas precocidades vocacionais nestas áreas, aqui está dado o destaque à engenharia mecânica da Universidade do Porto.

Sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Espertos, inteligentes e afins, sem esquecer os outros

ESPERTOS, INTELIGENTES E AFINS

Quando ouvi pela primeira vez a explicação do que era aquilo do “Clero, Nobreza e Povo”, confesso que fiquei, logo aí, meio desconfiado da bondade humana… Sobretudo, custou engolir, que a divisão da sociedade em classes era quase uma imposição divina e que O POVO era a única das classes “ que trabalhava no duro; que pagava impostos; a mais humilde, mais indigente e a mais pobre e mal vestida”. Depois de ouvir esta última parte da lição, olhei para as minhas calças, meio coçadas e remendadas, para as minhas botas com a borracha nas lonas, e pensei : “ pronto, já sei o que me espera… e ainda por cima não há nada a fazer…”. E essa fatalidade social ainda saía mais reforçada pela boca da catequista, na doutrina, ao falar da tríade divina “Pai, Filho e Espírito Santo” e dos mundos escondidos “do Céu, do Purgatório e do Inferno”. Parecia que tudo tinha que estar dividido em TRÊS. Daí a minha perturbação…O certo é que, fatalidade divina ou terrena, vários séculos depois, temos o mundo ainda dividido em classes. Não são as mesmas (terão apenas mudado as moscas…) mas continua tudo às fatias . E então hoje o que temos? Hoje temos a classe dos ESPERTOS, a dos INTELIGENTES e a dos AFINS.

Os ESPERTOS, como se sabe, estão presentes em todas as profissões ( marcam sobretudo presença na difícil profissão de “ladrão” – onde se revela a nata dos espertalhões que há em todas). Felizmente (para o bem estar social), os ESPERTOS ainda são uma minoria. Mas uma minoria que cresce a um ritmo assustador. E porque é que os ESPERTOS são ainda uma minoria? Porque para ser ESPERTO é preciso ter vários “talentos” reunidos numa só pessoa. Para ser ESPERTO é preciso, por exemplo, ter lata. E antes muita do que pouca. Ter lata significa sair-se bem em todas as dificuldades da vida. E os ESPERTOS usam essa arma com exímia mestria. Depois, ser ESPERTO também requer o perfeito domínio da arte da mentira. O ESPERTO mente com muita habilidade e perícia. O ESPERTO é tão esperto que é mentiroso e parece que não . É um mágico da oralidade e dá erros na escrita. É, também, um inventor de palavras que, para os mais atentos, lhe saem da boca a soar a falso. É um rocambolesco malabarista. Um “Vale e Azevedo” ainda mais dotado . O ESPERTO é aquele que mente bem. Que mente depressa. Que mente muito e com convicção. E, como é ESPERTO, escolhe a dedo aqueles a quem vai enganar, para o êxito da mentira ser infalível. O ESPERTO não precisa de tirar um curso superior para ter êxito na vida, e , caso precise do curso para ocupar um cargo p`ra ESPERTOS, num abrir e fechar de olhos, ele desenrasca o diploma. O ESPERTO também não precisa ser culto. Basta fingir que o é, mentindo. Pode nunca ter lido os Lusíadas, mas, junto de quem nunca os leu, e que não seja ESPERTO, nem INTELIGENTE, é capaz de afirmar que já os leu muitas vezes, e, para convencer de vez, até é capaz de citar um verso qualquer, memorizado num jantar de espertos, dizendo que é dos Lusíadas. Os ESPERTOS, em geral, são os que se colam ao poder porque acham que é aquele o seu destino. Os ESPERTOS , por serem espertos, são aqueles que governam . Governam mal os outros, mas governam-se bem eles próprios. Desde o maior ao mais pequeno poder, à frente dele, a mandar, há-de estar um ESPERTO. Assim, o ESPERTO, ou é Ministro ( e, quantas vezes, o “Primeiro”), ou Presidente da Câmara ( sobretudo, se também é sócio de uma empresa intermunicipal), ou Presidente da Junta ( sobretudo, se diz sempre “ámen” ao Presidente da Câmara ).Também são ELES, os ESPERTOS, os que mais dinheiro têm. Não à custa do seu próprio esforço, mas à custa da sua esperteza. Os ESPERTOS são exímios a multiplicar o dinheiro dos outros, mas metem o produto da multiplicação no seu bolso. Os ESPERTOS detestam pagar impostos, por isso houve um ESPERTO qualquer que inventou os Paraísos Fiscais. Os ESPERTOS, ou são gestores bancários (sobretudo, de bancos com off-shores) ou presidentes de clubes de futebol ( sobretudo, dos clubes em que há resmas de fanáticos que se põem a jeito face à rapina) ou empreiteiros ( sobretudo, de obras públicas em contínua derrapagem), ou, por aí fora; Os ESPERTOS são ainda os chefes de quase tudo ( sobretudo os que são promovidos à base da cunha). Os ESPERTOS não estudam demais, não trabalham demais, não se esforçam demais. Os ESPERTOS revelam-se logo nos bancos da escola, pois têm excelentes notas porque copiam nos testes; No trabalho, são os que mais cruzam as pernas e engraxam o chefe; Se vão a um espectáculo, não compram bilhete. Se compram bilhete, não vão ao espectáculo, e vendem-no dez vezes mais caro. Há ESPERTOS capazes de tudo: de comer à custa dos outros; de viajar em primeira com bilhete de segunda; de fazer de polícia, sendo ladrão; de “roubar” dinheiro a um “amigo” para lho emprestar a seguir. ( e, algum tempo depois, o ESPERTO processa o “amigo” para reaver aquele dinheiro e muito mais, porque o ESPERTO além de ser esperto, é usurário). Enfim, o ESPERTO é tão hábil, tão cheio de magia, que é mesmo capaz de ir a tribunal jurar sobre o que nunca viu nem presenciou. E, quantas vezes, no enredo da sua descarada mentira, faz com que esta pareça de tal modo verdadeira que o próprio julgador ( humanamente caído no logro) a admite como a pura e absoluta verdade.

Quanto aos INTELIGENTES, a história é outra. Os INTELIGENTES são todos os que sabem tanto ou mais que os ESPERTOS mas, ou não têm feitio para serem espertos, e, por isso, não o são ( o pior é que, às vezes, o feitio muda, e logo se tornam ESPERTOS). Ou tiveram uma educação moral muito séria para o poderem ser. Os INTELIGENTES, ou foram ESPERTOS à nascença e , pela educação, ficaram a preencher o quadro dos INTELIGENTES, ou já nasceram INTELIGENTES e não se deixaram influenciar ( corromper) pelos ESPERTOS. Mas há muitos INTELIGENTES que, se fossem ESPERTOS, não queriam ser INTELIGENTES… Ao grupo dos INTELIGENTES pertence, felizmente, a grande maioria da humanidade. Os INTELIGENTES são todos os trabalhadores por conta de outrem e os empresários ( sobretudo os pequenos e médios - mas só os que pagam impostos). São também a maioria dos médicos, dos advogados, dos magistrados, dos agricultores , dos professores…

E os AFINS quem são? Há duas subclasses de AFINS: os PRÓ-ESPERTOS e os PRÉ-INTELIGENTES. Os PRÓ-ESPERTOS, são os que estão em trânsito da classe dos INTELIGENTES para a classe dos ESPERTOS. São todos os que “despertaram” para a ESPERTALHICE. A esta subclasse pertencem todos os que almejam ser ESPERTOS. Por isso são perigosos concorrentes destes. A esta subclasse pertencem os subchefes de tudo ( das finanças, das esquadras, e por aí fora). Também os Secretários e sub-secretários de Estado…. Quanto aos PRÉ-INTELIGENTES, prefiro não falar deles. Não porque não mereçam que se fale deles, mas porque não vou em ironias com quem é vítima quer dos ESPERTOS quer dos PRÓ-ESPERTOS.

P.S.: Não referi os deputados. Não foi por esquecimento. Foi só porque é uma actividade que até parece já não ter “classe”. Mas é evidente que também são ESPERTOS ( sobretudo, os que lá não estão nem p`ra falar, nem p`ra votar… por terem ido, algures, “à missa”…)


CUNHA RIBEIRO, Barcelos


Imagem: "Esperteza saloia". Desviei o desenho do blogue de Filipa Pontes (Las infusiones de la vida), uma artista de quem acabo de me tornar fã.